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Tribunal de Justiça de MT

Magistrados e servidores debatem sobre efetividade das decisões judiciais relativas à Saúde Pública

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Mais de 1.350 pessoas, entre magistrados, servidores e profissionais da Saúde que integram o Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NAT-Jus da Saúde), participaram da reunião virtual “Gestão Participativa: Cumprimento de decisão judicial em matéria de saúde pública”, promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), nesta quarta-feira (24), com o objetivo de ouvir contribuições e alinhar as ações estratégicas do Judiciário às demandas decorrentes da judicialização da saúde, aperfeiçoando os serviços e garantindo efetividade na atuação da Justiça.

Seguindo a premissa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de construção coletiva das Metas Nacionais do Poder Judiciário, a reunião on-line contou com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira. Ele destacou que o debate sobre os cumprimentos das decisões judiciais em matéria de saúde pública tem um objetivo muito claro, uma vez que, mais do que processos, as decisões tratam sobre a vida.

“Há uma pessoa esperando um medicamento, alguém aguardando uma vaga, um tratamento, um procedimento, é uma família olhando para o tempo com aflição. Por isso, o cumprimento da decisão judicial não pode ser tratado como simples etapa posterior ao julgamento. Em saúde pública, a efetividade se mede de modo muito concreto, pela resposta que chega ou deixa de chegar a quem precisa”, asseverou.

O presidente apontou a complexidade do tema, uma vez que o cumprimento da decisão judicial depende de muitos atores. “Depende da organização da rede pública, da comunicação entre instituições, da clareza das ordens, da responsabilidade de quem cumpre e da sensibilidade de quem acompanha caso a caso”, disse, complementando que a importância da gestão participativa está exatamente em aproximar as pessoas que lidam com o problema.

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O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, destacou a relevância do tema da reunião para a sociedade e para o sistema de justiça, “uma vez que a judicialização da saúde apresenta desafios permanentes e exige atuação eficiente, técnica e articulada entre as instituições envolvidas”.

Ele ressaltou que o Judiciário de Mato Grosso avançou com a criação da Vara Especializada da Saúde Pública e com a implantação do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NAT-Jus da Saúde Pública), iniciativas que, segundo Lindote, “contribuíram para dar maior efetividade às decisões judiciais e fortalecer a atuação do Poder Judiciário nessa área”.

O desembargador também pontuou que “os desafios atuais envolvem o cumprimento das decisões judiciais, a ampliação do apoio técnico às comarcas, o fortalecimento do Núcleo de Apoio Judicial e o aperfeiçoamento dos fluxos institucionais, sempre com respeito à autonomia da atividade jurisdicional”.

O corregedor complementou ainda que esses temas exigem reflexão permanente e atuação coordenada e que a reunião Gestão Participativa ocorre exatamente com esse propósito de ouvir magistrados e servidores, reunir contribuições e construir caminhos que permitam aprimorar a prestação jurisdicional na área da saúde.

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A desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, presidente da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, defendeu que o cumprimento das decisões judiciais em saúde pública exige a construção de fluxos claros, responsabilidades definidas e canais permanentes de comunicação entre o Sistema de Justiça e os órgãos responsáveis pela execução das políticas públicas de saúde. “Sem essa organização, corre-se o risco de transformar a unidade judicial em instância de gestão administrativa da política pública, o que não corresponde à função constitucional do Poder Judiciário”, ponderou.

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Helena Maria Bezerra Ramos também defendeu que mecanismos como NatJus e e-NatJus (em que profissionais especialistas da área da saúde emitem pareceres que são levados em conta pelo juiz) devem ser fortalecidos pois qualificam tecnicamente a atividade jurisdicional. “A responsabilidade jurisdicional permanece íntegra. O apoio técnico apenas amplia a base informacional necessária para que a decisão seja mais segura, mais coerente e mais efetiva”, afirmou a magistrada.

Também participaram da reunião on-line a vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o ouvidor-geral do Poder Judiciário, desembargador Rodrigo Curvo, o secretário-geral do TJMT e coordenador do Comitê Estadual da Saúde no âmbito do Judiciário, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o juiz auxiliar da Vice-Presidência e coordenador do NatJus da Saúde, Gerardo Humberto Alves Silva Júnior, além de magistrados, magistradas, servidores e servidoras e profissionais da Saúde que atuam no apoio técnico.

Após a abertura do evento, a reunião seguiu para a etapa técnica do assunto e contextualização da participação do público na construção das metas através do formulário deste link: https://teams.microsoft.com/v2/

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Congresso reúne magistrados e especialistas para discutir transformações nas relações familiares

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Visão geral de um auditório lotado com pessoas de pé. No palco iluminado, autoridades perfiladas diante de um grande painel com a bandeira do Brasil. Um tapete vermelho cruza o corredor central.Começou na quarta-feira (24) o Congresso IBDFAM Mato Grosso – “Entre a terra, os laços e os algoritmos: o futuro do Direito das Famílias e Sucessões”. Com programação até sexta-feira (26), o evento reúne especialistas de diversas áreas para debater os impactos sociais, jurídicos e tecnológicos nas relações familiares atuais.

Realizado com apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, o congresso acontece no auditório do Fórum de Cuiabá. Estão em debate temas como “As transformações das famílias e suas contratualizações”, “Instrumentos de planejamento sucessório no agronegócio”, “Luto e litigância: como fica a criança”, “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”, entre outros.

O Congresso IBDFAM é considerado um dos principais eventos da área no estado e conta com a participação de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), profissionais do Direito, acadêmicos e especialistas para debater temas atuais relacionados às famílias, sucessões e aos impactos das novas tecnologias nas relações humanas.

Mulher de óculos e camisa branca fala ao microfone em um púlpito com o logotipo do Congresso IBDFAM Mato Grosso. Ao lado, uma intérprete de Libras e, ao fundo, as bandeiras do Brasil e do estado.Representando o presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques destacou que o evento preenche uma lacuna de muitos anos sem um encontro dessa magnitude no estado. Para ela, esses encontros ajudam a preparar e melhorar todo o sistema de justiça para o atendimento das demandas da sociedade.

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“Precisamos estar preparados para acolher o cidadão, pois ninguém vai ao fórum se não para resolver alguma situação que está o ferindo. Saliento sempre que o ideal é que a gente consiga fazer com que as pessoas deixem a nossa presença melhor do que elas chegaram, menos sofridas. Por isso, é importante a participação efetiva de todos do sistema de justiça”, disse a magistrada.

Mulher de cabelo preso e blazer floral brilhante concede entrevista, falando ao microfone da TV Jus. Ao fundo, um painel do IBDFAM Mato Grosso com o tema do evento sobre o Direito das Famílias.A presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) de Mato Grosso, Emanouelly Costa Nadaf, destacou que há cerca de 11 anos não era realizado um congresso de direitos de família e sucessões no estado. Nesse contexto, ela enfatizou que o apoio do TJMT foi fundamental para que o projeto saísse do papel.

“O Judiciário de Mato Grosso realmente abraçou essa causa, enxergando a grandiosidade e o quanto este evento vai ser transformador para todos que atuam nessa área. Então, só temos a agradecer, porque sem o TJMT não teríamos a possibilidade de construir esse ambiente para debater temas tão necessários e urgentes”, afirmou Emanouelly.

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Uma das palestrantes do congresso é a juíza Angela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez, titular da 1ª Vara Especializada da Família e Sucessões de Cuiabá. A magistrada abordará o tema “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”. Para a juíza, eventos como este qualificam os magistrados e geram impactos positivos no atendimento da população.

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“Quanto mais preparados estejam todos os operadores da rede judicial, maior será o impacto na comunidade em geral. Isso nos fortalece e abre as nossas visões para as múltiplas realidades. Nós desejamos e estamos trabalhando para esse aprimoramento da justiça e de todo o circuito judicial para que a nossa população seja atendida cada vez mais com eficiência”, argumentou.

Também estavam presentes na solenidade de abertura a diretora do Foro da Comarca de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira, o juiz Jamilson Haddad Campos, que é vice-presidente do IBDFAM de Mato Grosso, magistrados e magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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