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Soja oscila em Chicago e Brasil mantém preços sustentados pelo câmbio em meio à volatilidade global

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Mercado da soja combina pressão externa e suporte do câmbio no Brasil

O mercado brasileiro de soja operou em ambiente de cautela nesta quarta-feira, refletindo a volatilidade da Bolsa de Chicago e a sustentação parcial vinda do câmbio, com o dólar permanecendo acima de R$ 5,20.

Segundo análises da Safras & Mercado, o cenário foi de negócios pontuais, prêmios firmes e produtores mantendo ritmo mais controlado de vendas, à espera de definição mais clara do mercado internacional.

“O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirmou o analista Rafael Silveira.

Chicago tenta recuperação, mas fundamentos seguem pressionados

A Bolsa de Mercadorias de Chicago, operada pela Chicago Board of Trade, registrou leve alta nos contratos mais curtos da soja, com a posição novembro/26 avançando cerca de 0,24%, cotada em torno de 11,37 3/4 centavos de dólar por bushel.

O movimento indica tentativa de recuperação técnica, sustentada por expectativas de demanda chinesa, mas ainda limitada por fatores fundamentais como:

  • Previsão de chuvas no Meio-Oeste dos EUA
  • Melhora das condições climáticas durante a floração
  • Pressão do complexo soja (óleo e farelo)
  • Oferta global elevada

Enquanto o óleo de soja recuou, o farelo apresentou leve alta, reforçando o quadro de instabilidade entre derivados.

Brasil: preços regionais variam com logística e câmbio como principais suportes

No mercado físico brasileiro, os preços da soja seguiram majoritariamente estáveis, com variações pontuais entre praças produtoras.

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  • Passo Fundo (RS): R$ 128,00/saca
  • Santa Rosa (RS): R$ 129,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 124,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 114,00/saca
  • Dourados (MS): R$ 116,50/saca
  • Rio Verde (GO): R$ 117,00/saca
  • Paranaguá (PR): R$ 135,00/saca
  • Rio Grande (RS): R$ 135,00/saca

De acordo com a TF Agroeconômica, o câmbio segue como principal fator de sustentação das cotações internas, enquanto fretes elevados, gargalos de armazenagem e custos logísticos limitam movimentos mais consistentes de alta.

Clima nos EUA e oferta sul-americana aumentam pressão sobre cotações

A perspectiva de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos reforça o cenário de oferta confortável, especialmente em um momento decisivo do desenvolvimento da safra.

Na América do Sul, a Argentina registrou forte avanço no esmagamento de soja, com crescimento superior a 20% em maio frente a abril, alcançando 4,18 milhões de toneladas, o maior volume desde o recorde de 2021. O aumento amplia a oferta de farelo e óleo no mercado internacional e adiciona pressão ao complexo soja.

Panorama regional no Brasil: custos e produção seguem no foco do mercado
  • Rio Grande do Sul: colheita encerrada com produção estimada em 19 milhões de toneladas, abaixo do potencial inicial
  • Santa Catarina: alta nos custos de transporte reduz margens
  • Paraná: soja mantém liderança no Valor Bruto da Produção estadual
  • Mato Grosso do Sul: mercado estável, mas com restrições de armazenagem
  • Mato Grosso: preços oscilantes e avanço da colheita do milho safrinha acima de 20%

O aumento da pressão no crédito rural e revisões nas projeções de produção para ciclos futuros reforçam o ambiente de cautela entre produtores e tradings.

Perspectiva

Para os próximos dias, o mercado da soja tende a seguir altamente dependente da evolução do clima no cinturão agrícola dos Estados Unidos e das sinalizações de demanda da China. Em Chicago, o viés permanece técnico, com espaço para recuperação limitada caso não surjam novos fundamentos altistas.

No Brasil, o câmbio continuará sendo o principal fator de sustentação dos preços, enquanto a liquidez deve seguir reduzida diante da postura defensiva dos produtores. A tendência é de um mercado lateralizado, com oscilações regionais influenciadas principalmente por logística, custos internos e paridade de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do búfalo supera R$ 10/kg vivo no Rio Grande do Sul e sinaliza valorização no mercado pecuário

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O preço médio do búfalo no Rio Grande do Sul superou a marca de R$ 10 por quilo vivo, atingindo o maior patamar das últimas semanas monitoradas pela Emater/RS-Ascar. O movimento confirma uma trajetória de valorização gradual no mercado da pecuária bubalina no estado.

O indicador passou de R$ 9,57 na semana de 11 a 15 de maio para R$ 10,07 entre 8 e 12 de junho, consolidando a tendência de alta no período analisado.

Cotação do búfalo no RS avança de forma gradual nas últimas semanas

A evolução dos preços ocorreu de maneira contínua ao longo das semanas:

  • R$ 9,57 (11 a 15 de maio)
  • R$ 9,61 (18 a 22 de maio)
  • R$ 9,73 (25 a 29 de maio)
  • R$ 10,07 (8 a 12 de junho)

No mesmo período, o preço máximo pago aos produtores subiu de R$ 11,10 para R$ 12,50, enquanto o valor mínimo permaneceu estável em R$ 8,00.

O avanço indica maior firmeza na formação de preços e aumento da competitividade da cadeia bubalina no estado.

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Demanda aquecida impulsiona valorização da pecuária bubalina

Segundo a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos), o mercado tem registrado maior procura pela espécie nos remates realizados no estado.

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A entidade aponta que os preços negociados vêm se aproximando dos valores praticados para bovinos, o que contribui para sustentar a valorização observada no período recente.

Interesse por eficiência produtiva fortalece cadeia do búfalo

De acordo com o vice-presidente da Ascribu, Raphael Gonçalves, o aumento da demanda está relacionado a mudanças no perfil de produção e consumo de proteína animal.

Ele destaca que a busca por sistemas produtivos mais eficientes tem impulsionado o interesse pela espécie, especialmente pela capacidade de adaptação do búfalo a diferentes condições de criação.

Segundo Gonçalves, fatores como boa conversão alimentar e desempenho em pastagens de menor qualidade tornam a atividade atrativa para produtores que buscam alternativas dentro da pecuária.

Rusticidade e adaptação ampliam interesse de produtores gaúchos

A entidade observa ainda que criadores de bovinos têm demonstrado maior interesse na atividade bubalina, ampliando a base de produtores no estado.

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Entre os fatores que explicam esse movimento estão:

  • Rusticidade dos animais
  • Resistência a ectoparasitas
  • Adaptação a diferentes tamanhos de propriedades
  • Potencial de diversificação da produção pecuária
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Essas características têm contribuído para o aumento da procura e para a consolidação do búfalo como alternativa viável na pecuária do Rio Grande do Sul.

Mercado segue atento à evolução das cotações

Com a recente superação da marca de R$ 10 por quilo vivo, o setor acompanha a evolução das cotações e o comportamento da demanda nos próximos meses.

A tendência de valorização reforça o papel da pecuária bubalina dentro da diversificação da produção de proteína animal no estado, especialmente em um cenário de busca por eficiência e adaptação produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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