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IATF na pecuária de corte: técnica ajuda a antecipar estação de monta e elevar eficiência reprodutiva do rebanho

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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) vem ganhando protagonismo na pecuária de corte como uma das principais estratégias para elevar a eficiência reprodutiva dos rebanhos. A tecnologia permite antecipar a estação de monta, aumentar as taxas de prenhez e acelerar o melhoramento genético, impactando diretamente a rentabilidade das propriedades rurais.

Em um cenário de maior exigência produtiva e necessidade de otimização dos sistemas de criação, a técnica se consolida como ferramenta essencial de planejamento reprodutivo no campo.

Planejamento antecipado é decisivo para o sucesso da IATF

Segundo o médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, Gibrann Frederiko, o sucesso da IATF está diretamente ligado ao planejamento antecipado da estação de monta.

A recomendação é que a preparação comece meses antes do início dos protocolos, permitindo ajustes no Escore de Condição Corporal (ECC), organização da equipe e definição dos insumos necessários para a execução do programa reprodutivo.

“Quando o pecuarista se antecipa, consegue preparar melhor as matrizes e organizar toda a logística da fazenda, aumentando as chances de prenhez logo no início da estação”, explica o especialista.

Técnica elimina observação de cio e aumenta eficiência reprodutiva

Um dos principais diferenciais da IATF é a eliminação da necessidade de observação de cio, um dos maiores desafios dos sistemas tradicionais de reprodução.

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Com a técnica, todas as matrizes aptas são inseminadas em data e horário programados, o que aumenta a taxa de serviço da propriedade e concentra as concepções no início da estação de monta.

Além disso, a tecnologia permite induzir a ciclicidade em vacas em anestro pós-parto e possibilita o uso de sêmen de touros geneticamente superiores, acelerando o progresso genético do rebanho.

Concentração de partos melhora manejo e desempenho dos bezerros

A sincronização das inseminações promovida pela IATF também resulta na concentração dos partos, o que traz ganhos operacionais e produtivos.

Com nascimentos mais uniformes, há maior padronização de idade e peso dos bezerros, facilitando o manejo sanitário e a comercialização dos lotes.

Segundo especialistas, animais nascidos no início da estação também aproveitam melhor os períodos de maior oferta e qualidade das pastagens, o que contribui para desmamas mais pesadas e maior desempenho zootécnico.

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Tecnologia acelera ganho genético e melhora produtividade

Outro impacto relevante da IATF está na aceleração do ganho genético do rebanho.

A técnica permite ao produtor incorporar características desejáveis com maior rapidez, como precocidade sexual, qualidade de carcaça e maior potencial de ganho de peso.

“É uma ferramenta estratégica para elevar o potencial produtivo da propriedade e construir resultados consistentes ao longo dos anos”, destaca Gibrann Frederiko.

Nutrição, sanidade e manejo são fundamentais para bons resultados

Apesar dos benefícios, especialistas reforçam que a IATF não gera resultados isoladamente. O desempenho reprodutivo depende diretamente de fatores como nutrição adequada, sanidade em dia e manejo eficiente.

Matrizes em bom estado nutricional, com balanço energético positivo e protocolos sanitários atualizados, tendem a apresentar melhores taxas de prenhez.

O manejo também é determinante, já que práticas inadequadas e estresse excessivo podem comprometer a resposta reprodutiva dos animais.

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Erros operacionais podem comprometer a eficiência da estação de monta

Entre os principais erros observados no campo estão falhas na nutrição pré-protocolo, aplicação incorreta de hormônios e descuidos na execução dos horários definidos.

Por isso, o acompanhamento técnico e o treinamento da equipe são considerados fundamentais para garantir a correta aplicação da tecnologia e maximizar os resultados.

Indicadores ajudam a medir a eficiência reprodutiva da fazenda

O monitoramento de indicadores zootécnicos é essencial para avaliar o desempenho da estação de monta.

Entre os principais parâmetros estão a taxa de prenhez na primeira IATF, que deve superar 50%, o índice de perdas gestacionais e a produção de quilos de bezerro desmamados por vaca exposta, considerado um dos principais indicadores de rentabilidade na pecuária de corte.

Assistência técnica fortalece resultados no campo

A Nossa Lavoura atua como parceira dos pecuaristas na implementação de programas reprodutivos, oferecendo suporte técnico e orientação para o planejamento da estação de monta.

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A empresa também disponibiliza um portfólio de produtos voltados a protocolos de IATF, contribuindo para a padronização dos processos e o aumento da eficiência produtiva nas propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

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Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

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Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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