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AGRONEGÓCIO

Lucila da Rocha Lopes é exemplo da liderança feminina na pesca no Espírito Santo

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Hoje, 29 de junho, é Dia Mundial do Pescador. Até o dia 4 de julho, pela primeira vez, também comemoramos a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal. A iniciativa foi criada pelo Governo Federal por meio da Lei nº 15.414, sancionada pelo presidente Lula em maio deste ano. A ideia é promover a pesca artesanal, atividade que, além de grande relevância econômica, é um símbolo cultural e de resistência das comunidades tradicionais. 

Para celebrar a vida dos nossos pescadores e pescadoras, O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresenta a série “Águas que Ouvem”. Vamos contar um pouco sobre pessoas que fazem a diferença na pesca nas 5 regiões do país. E para começar, vamos contar a história da Lucila, pescadora artesanal de Itapemirim (ES). 

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Lucila da Rocha Lopes é um exemplo de liderança feminina na pesca artesanal. Ela é pescadora desde os 13 anos e atualmente é presidente da Colônia Z-10 de Itaipava/Itapemirim. Também teve protagonismo na criação da Associação de Mulheres da Pesca de Itapemirim.  

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Sua trajetória é marcada pelo pioneirismo. Ela foi a responsável direta por solicitar e articular a criação da Frente Parlamentar da Pesca junto ao legislativo, garantindo voz política ao setor. Além disso, foi pioneira no estado do Espírito Santo na busca pela implementação do Projeto Catrapovos (Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos), uma parceria com o Ministério Público Federal (MPF) para garantir alimentação saudável e geração de renda para comunidades tradicionais, lutando pela soberania alimentar e desburocratização sanitária.  

Lucila construiu parcerias sólidas com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFESCampus Piúma), com a Petrobras e com instituições como Incaper, Sebrae e Senar. Juntos, ofereceram formações multidisciplinares para a capacitação dos pescadores e pescadoras da região, com cursos como o de processamento de pescado, panificação, confeitaria e salgados, visando agregar valor ao produto local. 

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A pescadora também correu atrás de outras grandes conquistas estruturais para a comunidade. Entre elas, a construção da sede da Colônia Z-10 e da fábrica de gelo de Itapemirim, que contribuiu para o armazenamento adequado do pescado, melhorando a produção de mais de 3.500 pescadores. 

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Além disso, foi uma das lideranças selecionadas para representar o Espírito Santo na elaboração do documento nacional “20 Demandas das Mulheres Pescadoras Artesanais”. Este trabalho reuniu lideranças de diversos estados para unificar pautas sobre saúde, previdência e reconhecimento profissional das mulheres junto ao Governo Federal e ao Congresso. 

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A vida de Lucila é apenas um dos milhares de exemplos de histórias de mulheres e homens que brilham na pesca artesanal e fazem da atividade muito mais que uma fonte de sustento para a família, mas um modo de vida que respeita a natureza, os saberes tradicionais e a cultura de um povo.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIO

Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro

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O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.

O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.

Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor

A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.

De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.

“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.

Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano

As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.

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Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.

Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.

ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado

A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.

A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.

“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.

Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos

Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.

A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.

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Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.

Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.

Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:

SimpósioInscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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