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Coleta de ova de peixe-voador: confira embarcações autorizadas

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As primeiras autorizações para a coleta embarcada de ova de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) estão sendo divulgadas a partir desta segunda-feira (29). Fruto do diálogo do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com comunidades pesqueiras, setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais, a regulamentação estabelece medidas de ordenamento, registro e monitoramento da atividade.

Cada proprietário ou proprietária de embarcação que solicitou autorização irá receber um e-mail comunicando sua situação está autorizada para realizar a coleta em áreas de Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil. Fique atento às notificações do seu e-mail. Caso sua embarcação for indeferida, você deve encaminhar um recurso por um prazo de 30 dias após o recebimento do e-mail. O processo é todo online, então, se precisar, peça ajuda a alguém de confiança. E se ainda tiver dúvida ou dificuldade, procure a Superintendência da sua região.

Confira aqui a Lista de embarcações deferidas.

Coleta de ovas de peixe-voador

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A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.

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A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:

6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;

-6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.

Participação social

Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.

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As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIO

Lagartas nas pastagens preocupam pecuaristas e elevam risco de perdas na produção de forragem no Brasil

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O avanço de lagartas em áreas de pastagens tem acendido um alerta no setor pecuário brasileiro. Antes consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm registrando aumento de ocorrência nos últimos anos, impulsionadas pela intensificação dos sistemas produtivos e pela expansão de áreas agrícolas transgênicas.

O cenário preocupa produtores porque o ataque dessas pragas pode comprometer rapidamente a formação das pastagens, reduzindo a disponibilidade de forragem e impactando diretamente o desempenho do rebanho.

Pressão de lagartas se intensifica em áreas integradas com lavouras

Segundo especialistas, a maior frequência de infestações está relacionada à proximidade entre lavouras e pastagens, além das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do inseto em diferentes regiões do país.

O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, destaca que o problema deixou de ser pontual e passou a exigir atenção preventiva dos pecuaristas.

“Muitos ainda tratam as lagartas como uma ameaça secundária, mas hoje vemos ataques mais frequentes e agressivos, principalmente em áreas próximas às lavouras. Em altas infestações, elas podem consumir praticamente toda a área foliar em poucos dias, prejudicando o estabelecimento da pastagem”, explica.

Alta capacidade de consumo acelera danos nas forrageiras

Dados técnicos indicam que cada lagarta pode consumir cerca de 140 cm² de folhas durante seu ciclo de desenvolvimento, com maior intensidade nos estágios finais, quando ocorre aproximadamente 85% da ingestão total de alimento.

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Esse comportamento torna o controle precoce um fator decisivo para reduzir prejuízos. O especialista reforça que o período ideal de intervenção ocorre logo após a eclosão dos ovos.

“O controle nos primeiros cinco a dez dias faz toda a diferença. O monitoramento de mariposas adultas também é uma ferramenta importante para antecipar surtos populacionais, especialmente em períodos de chuva”, afirma Corsini.

Ciclo da lagarta exige atenção redobrada no estabelecimento das pastagens

A fase mais crítica ocorre durante a formação das pastagens, quando as plantas ainda apresentam baixa capacidade de recuperação após o ataque das pragas.

A lagarta-do-cartucho passa por quatro fases — ovo, larva, pupa e adulto — com ciclo completo relativamente curto, o que favorece explosões populacionais.

Após a postura, os ovos eclodem em cerca de três a quatro dias. A fase larval, responsável pelos danos às plantas, dura de 16 a 20 dias. Em seguida, o inseto entra em fase de pupa no solo por aproximadamente 10 dias, reiniciando o ciclo com novos adultos capazes de depositar entre 300 e 1.000 ovos.

Esse potencial reprodutivo explica a rápida disseminação da praga em áreas de pastagem, especialmente quando não há monitoramento constante.

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Manejo integrado é fundamental para reduzir perdas na pecuária

De acordo com especialistas, o monitoramento antecipado de mariposas pode indicar a possibilidade de aumento populacional com até duas ou três semanas de antecedência, permitindo ações preventivas no campo.

A recomendação técnica é iniciar o controle quando há entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado, principalmente em áreas recém-estabelecidas ou em formação.

Outro ponto de atenção é o comportamento migratório da praga, que pode se deslocar em massa em busca de alimento, ampliando rapidamente a área infestada.

“O controle do foco inicial é essencial para evitar a disseminação. Quanto mais cedo a intervenção, menor o impacto econômico e maior a preservação da produtividade da pastagem”, destaca Corsini.

O manejo integrado, aliado ao uso racional de inseticidas e ao monitoramento contínuo, é apontado como a estratégia mais eficiente para manter o equilíbrio do sistema produtivo e reduzir perdas.

Integração lavoura-pecuária amplia risco de disseminação de pragas

A interação entre agricultura e pecuária também contribui para a migração de pragas entre diferentes culturas. Em regiões com produção de milho, por exemplo, parte das populações pode se deslocar para áreas de braquiária e panicum, ampliando o desafio do controle fitossanitário.

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“Hoje o manejo precisa ser pensado de forma regional. O problema não está apenas dentro da propriedade, mas também no entorno”, reforça o agrônomo.

Cigarrinha-das-pastagens também preocupa produtores rurais

Além das lagartas, a cigarrinha-das-pastagens segue como outro importante fator de risco para a pecuária brasileira. O inseto reduz a qualidade e a quantidade da forragem ao injetar toxinas nas gramíneas, provocando amarelecimento e seca das folhas.

Em infestações severas, as perdas podem chegar a até 70% da disponibilidade de alimento, afetando diretamente o ganho de peso e a capacidade de lotação das áreas.

Segundo produtores, a pressão da praga tem aumentado nas últimas safras, especialmente em períodos chuvosos, quando as condições favorecem sua multiplicação.

“Na época das águas, o produtor espera alta produtividade do pasto. Quando a cigarrinha entra forte, o impacto é imediato e significativo”, conclui Corsini.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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