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Consumo recorde de ovos impulsiona debate sobre inovação e futuro da avicultura de postura no Brasil

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O crescimento histórico do consumo de ovos no Brasil, aliado à ampliação das exportações e ao avanço tecnológico da cadeia produtiva, está no centro das discussões do setor de avicultura de postura. Esses temas serão abordados durante o Simpósio Ovos Brasil, realizado dentro da programação do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O encontro reunirá produtores, especialistas e empresas para debater os desafios e oportunidades de um segmento em forte expansão, impulsionado pela consolidação do ovo como uma das principais proteínas consumidas no país.

Mercado global, consumo interno e estratégia do setor em pauta

Segundo a coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal, Tabatha Lacerda, a programação foi estruturada para oferecer uma visão ampla sobre o futuro da avicultura de postura, com foco em competitividade e sustentabilidade.

Entre os principais temas discutidos estarão:

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  • Cenário do mercado global de ovos
  • Expansão das exportações brasileiras
  • Estratégias de marketing e posicionamento de produto
  • Agregação de valor e novos produtos
  • Planejamento patrimonial, sucessório e tributário no setor

De acordo com Tabatha, compreender as tendências do mercado e fortalecer a estrutura dos negócios será essencial para sustentar o crescimento da atividade nos próximos anos.

Consumo recorde reforça importância da proteína no Brasil

As discussões ocorrem em um momento de recorde histórico no consumo de ovos no país. De acordo com projeções da ABPA, o consumo per capita atingiu 288 unidades por habitante ao ano, o maior nível já registrado no Brasil.

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O avanço é atribuído principalmente à maior conscientização do consumidor sobre os benefícios nutricionais do alimento, além da ampliação de sua presença na dieta diária da população.

“O principal fator é o reconhecimento cada vez maior do ovo como um alimento completo, nutritivo, seguro e acessível”, destaca Tabatha.

Além disso, a versatilidade do produto tem ampliado seu uso em diferentes ocasiões de consumo, consolidando sua posição entre as proteínas mais presentes na mesa dos brasileiros.

Inovação e valor agregado ganham espaço na cadeia produtiva

O aumento da demanda também tem impulsionado investimentos em tecnologia, inovação e diversificação de produtos. O setor vem respondendo às novas exigências do consumidor com melhorias em processos produtivos, rastreabilidade e segurança alimentar.

Entre as principais tendências observadas estão:

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  • Automação de granjas e controle de produção em tempo real
  • Avanços em bem-estar animal e certificações
  • Embalagens mais modernas e informativas
  • Expansão de ovos líquidos e produtos de maior valor agregado
  • Soluções voltadas à praticidade e conveniência

“A tendência é que essa aproximação entre as demandas do consumidor e a capacidade de inovação da cadeia continue impulsionando o crescimento do setor”, avalia a coordenadora da ABPA.

Tecnologia, sustentabilidade e eficiência em destaque no SIAVS

Além dos debates técnicos, o SIAVS será vitrine para soluções tecnológicas aplicadas à avicultura de postura. O evento reunirá empresas nacionais e internacionais dos segmentos de genética, nutrição, sanidade e equipamentos.

Entre as tecnologias apresentadas estarão:

  • Sistemas automatizados de produção
  • Monitoramento de desempenho em tempo real
  • Soluções de biosseguridade
  • Equipamentos de classificação e processamento de ovos
  • Tecnologias voltadas à eficiência energética e sustentabilidade

Também ganham destaque temas como rastreabilidade, redução de desperdícios e aproveitamento de subprodutos, alinhados às demandas globais por produção mais sustentável.

Perspectivas

O avanço do consumo interno e a expansão das exportações indicam um cenário positivo para a avicultura de postura no Brasil. A tendência é de continuidade dos investimentos em inovação, eficiência produtiva e agregação de valor, com o setor buscando atender a um consumidor cada vez mais exigente e informado.

Nesse contexto, eventos como o SIAVS reforçam seu papel estratégico ao conectar tecnologia, mercado e conhecimento técnico, contribuindo para o fortalecimento e a modernização da cadeia produtiva de ovos no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

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Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

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O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

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Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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