Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

JBS amplia produção de biometano com investimento de R$ 65 milhões e acelera descarbonização nas operações da Friboi

Publicado em

A JBS, por meio da Friboi, dará mais um passo na transição para uma matriz energética mais sustentável. Em parceria com a Âmbar Energia, empresa de energia da J&F S.A., serão investidos R$ 65 milhões na ampliação da produção de biometano em três unidades frigoríficas: Campo Grande II (MS), Lins (SP) e Andradina (SP).

A iniciativa permitirá adicionar mais de 14 milhões de metros cúbicos de biometano por ano à matriz energética da companhia, fortalecendo a substituição de combustíveis fósseis por uma fonte renovável produzida a partir de resíduos industriais.

Economia circular transforma resíduos em energia renovável

O projeto faz parte de uma estratégia iniciada em 2021, quando a Friboi implantou biodigestores para o tratamento de efluentes em nove plantas frigoríficas. A tecnologia possibilita capturar o metano gerado durante o processo industrial e convertê-lo em biogás, que posteriormente pode ser transformado em biometano.

Desde 2023, esse sistema já evitou a emissão de mais de 263 mil toneladas de CO₂ equivalente, demonstrando o impacto ambiental positivo da iniciativa e reforçando o compromisso da companhia com a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Energia limpa já abastece unidades da Friboi

Os resultados começaram a aparecer em 2023, quando quatro unidades da Friboi — localizadas em Ituiutaba (MG), Mozarlândia (GO), Barra do Garças (MT) e Andradina (SP) — passaram a gerar energia elétrica utilizando o metano capturado nos biodigestores, substituindo o consumo de diesel.

Advertisement

Até o momento, o programa acumula mais de 13 mil MWh de energia renovável produzida, volume suficiente para abastecer aproximadamente 7 mil residências brasileiras durante um ano.

Leia Também:  Queda nas importações de fertilizantes coloca abastecimento da safra 2026/27 no radar do agronegócio

Além do ganho energético, a iniciativa evitou a emissão de mais de 3 mil toneladas de gases de efeito estufa, considerando que o diesel libera, em média, 231 quilos de CO₂ por MWh gerado, enquanto o biogás, por possuir origem biogênica, não é contabilizado nas emissões diretas de carbono segundo metodologias internacionais.

Biometano amplia potencial de descarbonização

A nova fase do projeto representa uma evolução tecnológica na estratégia energética da companhia. Enquanto o biogás é empregado principalmente na geração de eletricidade, o biometano possui maior valor agregado e diversas possibilidades de aplicação, podendo substituir combustíveis fósseis em diferentes processos industriais e logísticos.

Segundo Sérgio Sampaio, diretor de Operações da Friboi, o investimento fortalece a eficiência operacional e amplia os benefícios ambientais da companhia.

“Estamos ampliando soluções que combinam eficiência operacional, matriz energética e redução de emissões, ao transformar resíduos em fonte de energia. Além de substituir combustíveis fósseis, o biogás nos permite avançar em uma lógica de economia circular, em que resíduos industriais passam a gerar valor dentro da própria cadeia produtiva.”

Projeto poderá atender outras empresas do grupo J&F

A parceria também amplia o alcance da produção de energia renovável dentro do grupo empresarial. Além das operações da JBS, o biometano produzido poderá abastecer outras empresas da J&F, criando uma plataforma integrada de descarbonização.

Advertisement

Para Marcelo Dresch, gerente de Sustentabilidade e Biogás da Âmbar Energia, a iniciativa vai além da geração de combustível renovável.

“Juntos, conseguimos unir a capilaridade operacional da JBS com a nossa expertise em biogás e biometano para construir uma solução que vai além de um projeto pontual. Trata-se de uma plataforma de descarbonização com potencial de crescimento dentro do próprio grupo e também para o mercado.”

Sustentabilidade ganha protagonismo no agronegócio

O investimento reforça uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: transformar resíduos industriais em ativos energéticos capazes de reduzir custos operacionais, diminuir emissões de carbono e aumentar a competitividade das empresas.

Com a expansão da produção de biometano, a JBS fortalece sua estratégia de economia circular e amplia o uso de fontes renováveis, consolidando um modelo de produção mais eficiente, sustentável e alinhado às demandas globais por descarbonização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

Published

on

As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

Advertisement
Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

Leia Também:  Preço do cacau segue elevado e mantém pressão sobre o chocolate, apesar da queda nas cotações internacionais

As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

Advertisement

As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

Advertisement

O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

Leia Também:  Agronegócio brasileiro conclui defesa técnica em Washington contra tarifas de 25% dos EUA
Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

Advertisement

Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA