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Conheça as 7 vilas brasileiras indicadas ao prêmio máximo da ONU Turismo

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A riqueza cultural, as paisagens exuberantes e o modo de vida em comunidade colocaram sete destinos brasileiros na vitrine do turismo mundial. Araçá (SC), Conceição de Ibitipoca (MG), Delfinópolis (MG), Holambra (SP), Lençóis (BA), São José do Barreiro (SP) e Vila Flores (RS) foram selecionados para representar o Brasil no prêmio “Melhores Vilas Turísticas” de 2026.

Criado em 2021 e promovida pela ONU Turismo, a premiação reconhece pequenas localidades rurais que provam que o desenvolvimento econômico pode e deve caminhar de mãos dadas com a proteção das raízes locais. São destinos de diversos países comprometidos com um modelo de turismo que valoriza a identidade local, a história e a conservação ambiental.

Para entrar na disputa, as localidades devem atender a critérios rigorosos, como ter, no máximo, 15 mil habitantes; manter forte vínculo com atividades tradicionais (como agricultura, pecuária, pesca ou silvicultura) e comprovar a preservação de valores e modos de vida essencialmente comunitários.

Desde a sua criação, a iniciativa já recebeu mais de mil candidaturas de 100 nações diferentes. Atualmente, a “Rede de Melhores Vilas Turísticas” da ONU Turismo reúne 319 destinos rurais consolidados ao redor do globo.

O resultado da edição deste ano será revelado em dezembro, durante uma cerimônia oficial em Buenos Aires, na Argentina. Ao todo, os sete representantes brasileiros disputam o reconhecimento com outras 268 vilas internacionais. Com as indicações deste ano, o Brasil soma 27 vilas participantes ao longo da história da premiação.

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Até o momento, dois destinos nacionais ostentam o cobiçado título internacional. Testo Alto, em Pomerode (SC), que abriga a Rota do Enxaimel e reúne cerca de 50 edificações distribuídas ao longo de 16 quilômetros, preservando um patrimônio arquitetônico riquíssimo trazido por imigrantes alemães. E Antônio Prado (RS), cidade gaúcha que preserva a herança da imigração italiana mantendo um expressivo conjunto arquitetônico histórico, incluindo o uso do talian (dialeto de origem italiana que ainda é falado por parte da população local).

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Conheça os destinos brasileiros indicados na edição deste ano:

Araçá (Porto Belo/SC) – Com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá combina natureza preservada e tradições comunitárias. Situada em área de proteção ambiental no litoral catarinense, mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.

Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG) – Localizada na Serra da Mantiqueira, preserva patrimônio histórico e cultural relacionado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores, destaca-se pela proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, conhecido por trilhas, cachoeiras, grutas e atrativos voltados ao ecoturismo.

Delfinópolis (MG) – Integrante da região da Serra da Canastra, reúne turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é conhecido pelas cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra.

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Holambra (SP) – Conhecida como a Capital Nacional das Flores, preserva a influência da imigração holandesa na arquitetura, na gastronomia e nas manifestações culturais. O município é um dos principais polos produtores de flores do país e abriga o Moinho Povos Unidos, considerado o maior da América Latina.

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Lençóis (BA) – Porta de entrada da Chapada Diamantina, reúne patrimônio histórico, paisagens naturais e turismo de aventura. Cachoeiras, cavernas, rios e cânions compõem o cenário do destino, que também valoriza as tradições culturais e o protagonismo da comunidade local.

São José do Barreiro (SP) – Localizada no Vale do Paraíba, aos pés da Serra da Bocaina, combina patrimônio histórico e natureza. O município preserva fazendas ligadas ao ciclo do café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais.

Vila Flores (RS) – Na Serra Gaúcha, o município reúne turismo rural, gastronomia típica, tradições culturais e áreas preservadas de Mata Atlântica. Entre seus principais símbolos está o Filó Italiano, manifestação cultural que lhe rendeu o título de Capital Estadual do Filó.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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Fonte: Ministério do Turismo

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‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Delfinópolis (MG) é um dos destinos brasileiros na disputa

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O aroma do café passado na hora e o sabor inconfundível do legítimo Queijo Canastra dão as boas-vindas a quem chega a Delfinópolis (MG), um dos sete destinos brasileiros que concorrem ao selo ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’. A iniciativa da ONU Turismo reconhece os locais que se destacam pela valorização do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local.

Situado a cerca de 420 quilômetros de Belo Horizonte, o município transformou a vida simples do campo em poesia para os olhos e o paladar, consolidando-se como um polo de turismo gastronômico e rural. Essa engrenagem econômica é impulsionada ainda pela forte produção local de banana e soja, que conecta o visitante diretamente às raízes da terra.

Mas a identidade local vai muito além da boa mesa: ela também pulsa no som das Folias de Minas, celebrações religiosas que unem música, fé e história e ganha forma nas mãos do grupo Arteiras da Canastra. Essas artesãs usam matérias-primas naturais para confeccionar peças que retratam o cotidiano e a fauna da região, transformando tradição em lembranças vivas para os viajantes.

Toda essa efervescência cultural tem como moldura os paredões rochosos e a biodiversidade do Parque Nacional da Serra da Canastra. O ecoturismo e o turismo de aventura são os grandes atrativos da região, convidando os desbravadores a explorar uma infinidade de cachoeiras e trilhas intocadas.

A seleção dos concorrentes

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As localidades que disputam o selo internacional foram escolhidas pelo Ministério do Turismo (MPor), após a seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura (cultivo e manejo de florestas), pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.

O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.

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Sobre o Selo

Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).

A Rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com a técnica arquitetônica trazida por imigrantes alemães, em que estruturas de madeira são construídas sem pregos ou parafusos, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Já Antônio Prado é referência na preservação da herança da imigração italiana no Brasil. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.

Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:

  • Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.

  • Araçá (Porto Belo/SC): com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.

  • Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.

  • Lençóis (BA): Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura, associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.

  • São José do Barreiro (SP): Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao Ciclo do Café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.

  • Vila Flores (RS): Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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