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Açúcar recua nas bolsas internacionais após forte alta, mas mercado brasileiro reage com valorização do cristal

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O mercado global de açúcar iniciou a semana em movimento de correção técnica após a forte valorização registrada nos últimos pregões. Nesta terça-feira (7), os contratos futuros do açúcar encerraram o dia em baixa nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, refletindo principalmente a realização de lucros por parte dos investidores.

Apesar da retração nas cotações externas, o mercado físico brasileiro apresentou reação positiva. O indicador do açúcar cristal apurado pelo Cepea/Esalq voltou a subir no estado de São Paulo, sinalizando maior firmeza nas negociações no mercado spot. Já o etanol hidratado manteve o movimento de desvalorização diante da elevada disponibilidade do biocombustível.

Açúcar bruto recua em Nova York após sequência de altas

Na ICE Futures de Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em queda moderada.

O vencimento outubro de 2026 recuou 0,08 ponto, encerrando o pregão cotado a 15,14 cents de dólar por libra-peso. O contrato março de 2027 caiu para 16,06 cents/lbp, enquanto o maio de 2027 fechou em 15,83 cents/lbp. As demais posições também registraram perdas, em um movimento considerado natural após a recente escalada das cotações.

Embora o mercado tenha realizado parte dos ganhos, os fundamentos permanecem favoráveis aos preços, principalmente diante das incertezas envolvendo a produção mundial.

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Açúcar branco também registra baixa em Londres

Na ICE Futures Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento observado em Nova York.

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O contrato agosto de 2026 caiu US$ 12,50, encerrando o dia em US$ 475,90 por tonelada. O vencimento outubro de 2026 recuou para US$ 466,90, enquanto o contrato dezembro de 2026 fechou em US$ 465,40 por tonelada, após perda de US$ 10,00.

O ajuste técnico ocorreu mesmo com o mercado permanecendo atento aos riscos climáticos que podem comprometer a produção em importantes países exportadores.

Mercado interno do açúcar volta a subir

Enquanto o cenário internacional passou por correção, o mercado brasileiro apresentou recuperação.

O indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ, referência para o mercado paulista, avançou 2,10% no dia, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,87.

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Com o desempenho positivo, o indicador acumula valorização de 2,85% em julho, demonstrando maior firmeza nas negociações e recuperação gradual dos preços no mercado físico.

O movimento reforça a sustentação da demanda doméstica e melhora o ambiente para as usinas comercializarem açúcar no mercado spot.

Etanol hidratado continua pressionado

No segmento de biocombustíveis, o cenário permanece distinto.

O Indicador Diário Paulínia mostrou o etanol hidratado negociado a R$ 2.290,00 por metro cúbico, registrando queda de 0,24% em relação ao pregão anterior.

No acumulado de julho, o combustível apresenta desvalorização de 3,19%, refletindo o aumento da oferta durante o pico da safra de cana-de-açúcar e a pressão sobre os preços no mercado paulista.

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Clima na Índia segue no radar do mercado mundial

Segundo análises do mercado, a queda observada nas bolsas internacionais está ligada principalmente à realização de lucros após os contratos alcançarem os maiores níveis dos últimos meses.

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Entretanto, os fundamentos seguem oferecendo suporte às cotações. O principal fator de atenção continua sendo o clima na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. As chuvas de monções permanecem abaixo da média em importantes regiões produtoras, elevando as preocupações sobre o potencial produtivo da próxima safra.

Caso as condições climáticas permaneçam desfavoráveis, o mercado poderá voltar a registrar movimentos de alta nas próximas semanas, diante da possibilidade de redução da oferta global.

Perspectivas para o mercado de açúcar

Os próximos dias deverão ser marcados por elevada volatilidade, influenciada pela evolução das condições climáticas nos principais países produtores, pelo comportamento dos fundos de investimento e pelo avanço da safra brasileira.

Enquanto o mercado internacional passa por um ajuste técnico, o mercado interno demonstra sinais de recuperação, sustentado pelo fortalecimento das negociações e pela maior firmeza dos preços do açúcar cristal. A tendência é que investidores e agentes do setor continuem acompanhando atentamente os indicadores climáticos e os dados de oferta e demanda, fatores que deverão definir o comportamento das cotações no curto prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

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Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

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As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

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As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

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O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

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Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

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Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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