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POLÍTICA NACIONAL

Vai à CCJ aumento de pena para crimes contra pessoa com deficiência

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Crimes cometidos contra pessoas com deficiência poderão ter as penas aumentadas. A medida está prevista em projeto aprovado nesta quarta-feira (8) na Comissão de Direitos Humanos (CDH). O texto também endurece a punição para lesão corporal dolosa quando a vítima for pessoa com deficiência ou com doença que cause condição limitante ou vulnerabilidade física ou mental.

O PL 4.598/2025, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recebeu parecer favorável do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Flávio Bolsonaro afirma que a proposta busca garantir proteção penal efetiva a pessoas com deficiência em situações de violência, ao considerar condição agravante da pena quando o crime é cometido contra esse público. Para o autor, “cabe ao Estado afirmar com clareza que ninguém pode ser tratado como alvo fácil em razão de sua deficiência”.

Como é hoje

Pela legislação atual, a lesão corporal dolosa contra pessoa com deficiência pode ter aumento de pena de dois terços ao dobro, mas essa aplicação está vinculada a situações ocorridas nas dependências de instituição de ensino. O relator afirma que a regra foi criada no contexto de proteção contra violências praticadas no ambiente escolar.

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Na prática, a restrição atual impede que o aumento mais grave seja aplicado da mesma forma quando a agressão ocorre em outros locais, como no lar da vítima, em via pública, no trabalho ou em hospital, argumenta o senador.

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Como ficará

Pela versão aprovada, o aumento de pena de dois terços ao dobro passará a valer independentemente do local da agressão, em casos de lesão corporal dolosa praticada contra pessoa com deficiência ou contra pessoa com doença que acarrete condição limitante ou vulnerabilidade física ou mental. Assim, a pena que já seria aplicada ao crime de lesão corporal será elevada nessa proporção sempre que a vítima se enquadrar nessas condições.

O texto também mantém uma regra específica para agressões cometidas em instituições de ensino. Nesse caso, o aumento de dois terços ao dobro continuará a ser aplicado quando a lesão dolosa ocorrer nas dependências da instituição e o autor for pessoa com relação de autoridade, cuidado ou convivência com a vítima, como professor ou funcionário da instituição.

Além da mudança sobre lesão corporal, o texto aprovado inclui a pessoa com deficiência entre as vítimas cuja condição agrava a punição a qualquer crime. Nesse ponto, a proposta original mencionava também as pessoas neurodivergentes, mas a versão aprovada retirou essa expressão.

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Alessandro Vieira argumenta que o conceito de pessoa com deficiência já possui definição na legislação brasileira e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Segundo o relator, o termo neurodivergente é mais amplo e pode incluir situações muito diferentes entre si, o que poderia gerar dúvidas na aplicação da lei penal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

POLÍTICA NACIONAL

Senado aprova criação da Universidade Federal da Fronteira Norte; projeto vai à sanção

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A Universidade Federal da Fronteira Norte (Unifron) está a um passo de se tornar realidade. O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (8) o substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei 3.455/2023, que transforma o campus binacional da Universidade Federal do Amapá (Unifap), em Oiapoque, em uma nova instituição federal de ensino superior.

Como a matéria já foi aprovada pelas duas Casas (Câmara e Senado), o texto segue para a sanção da Presidência da República.

O autor da proposta é o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Quando a lei for sancionada, os cerca de 1.200 estudantes atualmente matriculados nos cursos do campus de Oiapoque serão automaticamente integrados à nova universidade, sem necessidade de adaptação ou mudanças burocráticas.

A Unifron oferecerá cursos de graduação e pós-graduação, além de desenvolver projetos de pesquisa, extensão, cultura, inovação e desenvolvimento regional. Atualmente, o campus oferece os cursos de Ciências Biológicas, Direito, Enfermagem, Licenciatura Intercultural Indígena, Letras (Francês-Português), História, Geografia e Pedagogia, que passarão a integrar a estrutura da nova universidade.

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A iniciativa também está alinhada às metas de ampliação do acesso ao ensino superior previstas no Plano Nacional de Educação (PNE).

Para viabilizar o funcionamento da nova instituição, o projeto autoriza o Poder Executivo a criar os cargos de reitor e vice-reitor, além de 80 cargos de professor da carreira do magistério superior, 40 cargos técnico-administrativos de nível superior e outros 60 de nível intermediário.

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Relator da matéria, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a criação da Unifron acontecerá em um momento estratégico para o Amapá, diante das perspectivas de desenvolvimento econômico associadas à exploração de petróleo na Margem Equatorial. Segundo ele, a nova universidade contribuirá para formar profissionais qualificados para atender à demanda gerada por esse novo ciclo de crescimento.

— A instituição contribuirá para a formação de mão de obra local, permitindo que esse desenvolvimento regional seja acompanhado pelo fortalecimento da educação superior — ressaltou Paim.

Autor da proposta, Randolfe Rodrigues ressaltou a importância estratégica da localização de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa. Para o senador, a universidade ampliará o acesso ao ensino superior em uma região historicamente carente desse serviço e fortalecerá a cooperação acadêmica e científica entre Brasil e França.

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— A universidade será voltada para o que está acontecendo na fronteira. Com a ampliação da integração entre Brasil e Guiana Francesa, haverá necessidade de cursos voltados para a cooperação internacional e para esse novo mercado que se abre entre o Mercosul e a União Europeia. Ao mesmo tempo, a pesquisa de petróleo na costa do Amapá exigirá tecnologias e profissionais especializados, e isso precisa ser desenvolvido naquela região — disse ele.

Randolfe acrescentou que a instituição também terá papel importante na valorização dos povos originários.

— Será a universidade do petróleo, da relação do Brasil com a França e também a universidade dos povos indígenas. O campus de Oiapoque já possui um curso específico para os povos originários, e essa vocação será fortalecida com a autonomia da nova instituição.

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O presidente do Senado e também representante do Amapá, Davi Alcolumbre, declarou que a criação dessa universidade representa um passo decisivo para o desenvolvimento do estado.

— É uma agenda fundamental para o desenvolvimento do Amapá, na relação entre a academia, a pesquisa sobre essa nova riqueza que é o petróleo e os benefícios que ela vai trazer para o estado, sempre em diálogo com os povos originários.

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Para a senadora Teresa Leitão (PT-PE), a criação da Unifron reforça a política de expansão das universidades federais.

— Essa iniciativa se insere no contexto da expansão das universidades. Somente neste semestre aprovamos a Universidade Indígena e a Universidade do Esporte. Agora damos mais um passo para ampliar o acesso ao ensino superior público.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) enfatizou que a proposta fortalece a democratização da educação superior no país.

— Essa é uma pauta que me deixa feliz. Precisamos levar educação pública de qualidade para todos. As pessoas estão no Oiapoque e é lá que o Estado precisa garantir oportunidades por meio do ensino superior.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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