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Café hoje: preços sobem nas bolsas internacionais com mercado de olho na colheita brasileira e nos riscos climáticos

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Os preços do café iniciaram esta quinta-feira (9) em alta nas principais bolsas internacionais, interrompendo o movimento de queda registrado na sessão anterior. O mercado acompanha de perto o avanço da colheita da safra brasileira, ao mesmo tempo em que mantém atenção redobrada às condições climáticas e aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção futura.

A valorização dos contratos ocorre em um cenário de elevada volatilidade, marcado pelo equilíbrio entre o aumento da oferta proporcionado pela colheita e as incertezas relacionadas ao clima, que continuam influenciando o comportamento dos investidores no mercado global de café.

Café arábica avança na Bolsa de Nova York

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do café arábica abriram o dia em alta.

O vencimento setembro de 2026 era negociado a 317,60 cents de dólar por libra-peso, com valorização de 780 pontos. Já o contrato dezembro de 2026 subia 720 pontos, sendo cotado a 304,45 cents/lbp.

O movimento representa uma recuperação técnica após a realização de lucros observada na sessão anterior, sustentada pela expectativa de que os fundamentos do mercado permaneçam apertados.

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Café robusta também registra valorização em Londres

O café robusta acompanhou o desempenho positivo do arábica na ICE Europe.

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O contrato setembro de 2026 avançava para US$ 3.834 por tonelada, alta de 93 dólares, enquanto o vencimento novembro de 2026 era negociado a US$ 3.804 por tonelada, com ganho de 92 dólares por tonelada.

A reação dos preços reflete a cautela dos agentes diante da oferta global e da evolução da produção nos principais países exportadores.

Colheita brasileira segue avançando, mas ainda apresenta atraso

No Brasil, o clima predominantemente seco no início de julho tem favorecido o ritmo da colheita nas principais regiões produtoras de café.

Apesar da melhora nas condições para os trabalhos no campo, a safra ainda opera com atraso em comparação à média histórica. O cronograma foi impactado pelas chuvas registradas ao longo de junho, que reduziram o ritmo da colheita em diversas áreas produtoras.

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Esse atraso mantém parte do mercado cautelosa quanto ao fluxo de oferta nas próximas semanas, fator que continua contribuindo para oscilações nas cotações internacionais.

Clima e possível El Niño seguem como fatores de risco

Além do avanço da colheita, os investidores acompanham atentamente as previsões climáticas para os próximos meses.

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A possibilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño mantém elevada a preocupação sobre os efeitos que poderão atingir a florada e o desenvolvimento da safra brasileira de café 2027/28.

Embora ainda não haja impactos concretos sobre a produção futura, qualquer alteração nas projeções climáticas tende a influenciar rapidamente os preços negociados nas bolsas internacionais.

Mercado deve continuar volátil no segundo semestre

Analistas avaliam que, caso a colheita brasileira avance sem novos problemas climáticos e a entrada da nova safra ocorra dentro do esperado, a maior disponibilidade de café poderá favorecer uma acomodação dos preços ao longo do segundo semestre.

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Entretanto, enquanto persistirem dúvidas sobre o comportamento do clima, a qualidade dos grãos e o potencial produtivo da próxima safra, o mercado deverá continuar operando sob forte volatilidade, com oscilações frequentes nas bolsas de Nova York e Londres.

A combinação entre oferta crescente, incertezas climáticas e comportamento da demanda global continuará sendo o principal direcionador das cotações internacionais do café nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

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Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

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O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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