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AGRONEGÓCIO

Aliare mira dobrar participação no mercado de irrigação até 2027 com avanço do Solution ERP

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A Aliare está intensificando sua estratégia de expansão no mercado de irrigação agrícola e projeta dobrar sua participação no segmento até 2027, passando de 10% para 20% de market share. O movimento é impulsionado pela evolução do Solution ERP, que passa a incorporar funcionalidades específicas para atender revendas, integradores e empresas especializadas em projetos de irrigação.

A iniciativa reforça a atuação da companhia no ecossistema de máquinas agrícolas e serviços do agronegócio, que inclui concessionárias, revendas de implementos, lojas de equipamentos, distribuidores de irrigação, empresas de agricultura digital, além de varejistas de peças e pneus agrícolas.

ERP ganha soluções específicas para gestão de projetos de irrigação

Para sustentar o plano de crescimento, a empresa desenvolveu uma nova geração de funcionalidades dentro do Solution ERP, com mais de 20 evoluções voltadas às particularidades do setor de irrigação.

O sistema agora integra todas as etapas da operação — do projeto à execução em campo e ao faturamento —, promovendo maior controle, rastreabilidade e eficiência na gestão dos processos.

Entre as melhorias, o ERP passa a oferecer:

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  • Parametrização inteligente de operações e negócios;
  • Rastreabilidade completa de projetos de irrigação;
  • Geração automática de ordens de serviço;
  • Integração entre escritório e campo via Clover CRM;
  • Controle de medições de serviços;
  • Faturamento baseado na execução das obras.

O objetivo é reduzir gargalos comuns do setor, como retrabalho, falta de integração entre equipes, baixa visibilidade de custos e dificuldades na gestão financeira de projetos complexos.

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Gestão integrada aumenta controle e reduz desperdícios

Com a nova estrutura, o sistema permite o acompanhamento detalhado de cada projeto, incluindo peças planejadas, itens adicionais, materiais cancelados e todos os insumos efetivamente utilizados na execução.

Todo o fluxo passa a ser centralizado no projeto, com atualização automática de pedidos, remessas de peças e registros operacionais. Alterações realizadas em campo são refletidas em tempo real no sistema, garantindo maior precisão das informações e melhor controle sobre margens, cronogramas e indicadores de desempenho.

Segundo a Aliare, a digitalização completa do processo deve resultar em ganhos diretos de produtividade, redução de desperdícios e melhoria do fluxo de caixa das empresas atendidas.

Tecnologia como diferencial competitivo no agronegócio

Para o diretor executivo do segmento de Máquinas Agrícolas da Aliare, Adriano Stradiotto, o mercado de irrigação exige soluções tecnológicas mais próximas da realidade operacional dos projetos.

“O mercado de irrigação possui particularidades que exigem uma gestão muito mais próxima da realidade dos projetos. Nossa estratégia foi desenvolver uma camada especializada dentro do ERP capaz de conectar projeto, operação em campo e faturamento em um único fluxo. Isso gera ganhos diretos em produtividade, previsibilidade financeira e competitividade para nossos clientes”, afirma.

O executivo destaca ainda que a companhia busca consolidar liderança tecnológica no segmento. Atualmente, a Aliare atende cerca de 10% das principais marcas do mercado de irrigação e pretende dobrar essa participação nos próximos anos.

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“Cada nova funcionalidade desenvolvida tem impacto direto na margem, no fluxo de caixa e na eficiência operacional dos nossos clientes”, complementa Stradiotto.

Caso de uso reforça ganhos operacionais com digitalização

A aplicação prática do Solution ERP já pode ser observada em empresas do setor, como a Pivodrip, especializada em soluções de irrigação. Após mais de 20 anos utilizando outro sistema de gestão, a empresa migrou para a plataforma da Aliare com o objetivo de integrar áreas operacionais e ampliar o controle sobre seus processos.

Com a adoção do ERP, a companhia passou a centralizar informações de vendas, estoque, financeiro e operações, obtendo maior visibilidade da cadeia produtiva e mais precisão na tomada de decisão.

Segundo o diretor executivo da Pivodrip, Marinho Antunes, a mudança trouxe ganhos significativos de eficiência.

“É impossível fazer uma boa gestão sem um bom sistema. O Solution ERP mudou nossa forma de trabalhar ao integrar processos que antes eram controlados separadamente e ao trazer informações confiáveis para a tomada de decisão. Hoje conseguimos acompanhar toda a operação, da fase de projetos ao faturamento, com muito mais controle e eficiência”, destaca.

Perspectiva

Com o avanço da digitalização no agronegócio e o aumento da complexidade dos projetos de irrigação, a tendência é de maior demanda por soluções integradas de gestão. Nesse cenário, a Aliare aposta na especialização tecnológica como principal vetor de crescimento, mirando expansão de market share e consolidação no segmento até 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Laranja de São Paulo lidera produção mundial, impulsiona exportações e conecta o Brasil a mercados de todos os continentes

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A laranja produzida em São Paulo consolidou-se como um dos principais ativos do agronegócio brasileiro, combinando produtividade, tecnologia, sustentabilidade e forte presença no comércio internacional. Líder absoluta da citricultura nacional, a produção paulista abastece o mercado interno e coloca o Brasil na posição de maior exportador mundial de suco de laranja, fortalecendo a balança comercial e levando um dos alimentos mais consumidos do planeta para consumidores de diferentes culturas.

Muito além da relevância econômica, a fruta representa um elo entre continentes, conectando tradição agrícola, inovação tecnológica e intercâmbio cultural por meio da alimentação.

São Paulo concentra a maior produção de laranja do Brasil

O cinturão citrícola formado por São Paulo e pelo Triângulo/Sudoeste Mineiro é reconhecido como a maior região produtora de laranja do mundo.

Na safra 2025/26, a produção foi estimada em cerca de 314 milhões de caixas de 40,8 quilos, mantendo a região como referência global na oferta de frutas para consumo in natura e para a indústria de suco.

São Paulo responde por aproximadamente 80% da produção brasileira de laranja e por cerca de 90% do suco exportado pelo país, desempenho sustentado por décadas de investimentos em pesquisa, inovação, mecanização, manejo fitossanitário e melhoramento genético.

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Entre os principais polos produtores destacam-se municípios como Bebedouro, Araraquara, Limeira, Matão, Itápolis, Catanduva, Barretos, São José do Rio Preto, Botucatu, Avaré e Casa Branca, onde a citricultura movimenta a economia local e gera milhares de empregos diretos e indiretos.

Cadeia da laranja movimenta mais de R$ 20 bilhões

A importância econômica da citricultura vai muito além da produção nos pomares.

Em 2025, a cadeia produtiva da laranja movimentou mais de R$ 20 bilhões, considerando atividades como cultivo, processamento industrial, transporte, logística e exportações.

O Brasil também mantém posição de liderança no comércio internacional, respondendo por aproximadamente 70% das exportações mundiais de suco de laranja.

Os principais mercados compradores incluem:

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  • Estados Unidos;
  • União Europeia;
  • Japão;
  • China;
  • Coreia do Sul;
  • Canadá;
  • Reino Unido;
  • países do Oriente Médio.
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Essa presença internacional consolida a fruta paulista como uma das principais embaixadoras do agronegócio brasileiro no exterior.

Novos mercados são estratégicos para fortalecer o setor

Apesar da liderança global, especialistas avaliam que a diversificação dos destinos das exportações será fundamental para ampliar a competitividade da cadeia citrícola.

Segundo Cássio Leme, presidente do Sindicato Rural de Paranapanema, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino do suco brasileiro, mas a abertura de novos mercados pode reduzir riscos comerciais e ampliar a rentabilidade dos produtores.

Além do cenário internacional, o setor enfrenta desafios relacionados às oscilações climáticas, à disponibilidade de mão de obra especializada e à variação cambial, fatores que influenciam diretamente os custos de produção e a competitividade da atividade.

Em diversas regiões paulistas, áreas não irrigáveis vêm sendo aproveitadas para o cultivo de laranja destinada ao processamento industrial, ampliando a utilização eficiente das propriedades rurais.

Tecnologia fortalece a competitividade da citricultura

A liderança da citricultura paulista também é resultado de uma cadeia altamente estruturada.

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O setor reúne produtores, viveiristas, cooperativas, pesquisadores, transportadores, indústrias e centros de tecnologia que trabalham de forma integrada para elevar produtividade, qualidade e sustentabilidade.

Os investimentos em inovação incluem:

  • melhoramento genético de variedades;
  • monitoramento fitossanitário;
  • controle biológico de pragas;
  • mecanização das operações;
  • agricultura de precisão;
  • desenvolvimento de novas tecnologias de manejo.

Esses avanços permitem manter elevados padrões de qualidade exigidos pelos mercados consumidores e fortalecem a competitividade da produção brasileira.

Greening continua sendo o maior desafio da citricultura

Entre os principais desafios do setor está o avanço do greening (HLB), considerada a doença mais severa da citricultura mundial.

Transmitida pelo psilídeo (Diaphorina citri), a enfermidade compromete o desenvolvimento das plantas, reduz significativamente a produtividade e exige monitoramento permanente dos pomares.

O controle integrado da doença, aliado ao uso de mudas certificadas, manejo adequado e investimentos contínuos em pesquisa, permanece como uma das principais prioridades da cadeia produtiva.

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Da Ásia ao Brasil: uma fruta que une culturas

Originária do sudeste da Ásia, a laranja percorreu antigos caminhos comerciais, como a Rota da Seda, antes de chegar ao Oriente Médio, à Europa e, posteriormente, ao continente americano.

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Ao longo dos séculos, tornou-se parte da cultura alimentar de diferentes povos e passou a simbolizar prosperidade, fartura, saúde e hospitalidade em diversas tradições.

Hoje, além de seu peso econômico, a fruta está presente em receitas típicas, sobremesas, bebidas e celebrações em diferentes regiões do mundo.

Na China, por exemplo, a laranja é tradicionalmente associada ao Ano-Novo Lunar como símbolo de prosperidade. Em países do Mediterrâneo, integra festivais ligados à colheita, enquanto no Oriente Médio é amplamente utilizada em preparações culinárias e doces tradicionais.

Gastronomia reforça a conexão entre Brasil e Oriente Médio

A influência da laranja também está presente na culinária árabe.

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Uma das sobremesas mais tradicionais da região é o malabie (também conhecido como mhalabieh ou muhallebi), preparado à base de leite e tradicionalmente aromatizado com água de flor de laranjeira, ingrediente que confere identidade ao doce há mais de mil anos.

Com a imigração árabe para o Brasil, receitas como essa passaram a fazer parte da gastronomia nacional e ganharam novas interpretações, incluindo versões com caldas de laranja produzida nos pomares brasileiros.

Essa integração entre agricultura, gastronomia e comércio internacional reforça o papel da laranja como um alimento que ultrapassa fronteiras, aproxima culturas e consolida o protagonismo do agronegócio brasileiro no cenário mundial.

Perspectivas para a cadeia citrícola

Mesmo diante dos desafios fitossanitários e climáticos, a citricultura paulista mantém perspectivas positivas sustentadas pela inovação tecnológica, expansão dos mercados consumidores e elevada demanda internacional por frutas e derivados.

Com liderança global na produção e exportação de suco de laranja, São Paulo segue como referência para o setor, fortalecendo a geração de emprego, renda, divisas e desenvolvimento regional, além de consolidar a laranja como um dos produtos mais emblemáticos e estratégicos do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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