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ECONOMIA

NOTA À IMPRENSA – 5ª reunião com representante de Comércio dos Estados Unidos

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Hoje, no final da tarde, as equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – MDIC, do Ministério das Relações Exteriores – MRE e da Assessoria Especial do Presidente da República, mantiveram a quinta reunião de alto nível com o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, desde 07 de maio, quando os dois Presidentes decidiram estabelecer um grupo de trabalho dedicado ao diálogo comercial.

Na reunião de hoje, foi reiterado o caráter injusto da aplicação das recomendações já divulgadas, seja a resultante da Seção 301 específica para o Brasil, de sobretaxas de 25%, seja a de 12,5% (Seção 301 – trabalho forçado) aplicável a outras 59 economias.

Como já demonstrado pelo governo brasileiro, nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justificam a aplicação das tarifas recomendadas.
Cumprindo a orientação do Presidente Lula, reiterou-se que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado.

O prazo para o anúncio da medida e da lista de bens expostos à recomendação terminará amanhã, 15 de julho.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Festa em Poconé e Livramento celebra a cadeia do baru em Mato Grosso

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Aperto de mão em estrada de terra diante de caixa d'água enferrujada, em foto da reportagem sobre o baru em Mato Grosso

Primeira edição reúne cooperados e extrativistas no fim de semana, enquanto a Labra amplia sua estrutura industrial e busca o mercado internacional

A Labra e a Coopcentral realizam no sábado (26) e no domingo (27) a Primeira Festa do Baru, com cooperados e comunidades extrativistas de Poconé e de Nossa Senhora do Livramento. O encontro celebra a parceria entre poder público, produtores rurais e cooperativas na cadeia do baru em Mato Grosso, fruto nativo do Cerrado.

Foto: Rogério Florentino.

Programação nas duas comunidades

No sábado, a festa acontece na Comunidade Bandeira, em Poconé. No domingo, o evento segue para a Comunidade Cachoeirinha, em Nossa Senhora do Livramento. Nos dois dias, a programação começa com café da manhã às 8h, tem reunião às 9h e almoço às 12h.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Livramento (STTR) apoia a realização e participa como parceiro da mobilização da comunidade no município. A entidade é presidida por Simão, coletor de baru que fornece o fruto à Labra e ajuda a organizar as famílias da região.

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Também no domingo, mulheres de uma associação local apresentam produtos feitos a partir do baru, entre eles biscoitos e bombons.

Indústria do baru em Mato Grosso

A Labra instalou em Mato Grosso a primeira estrutura industrial dedicada ao processamento do fruto no Estado. A estrutura tem tecnologia de descasque, seleção e torra e está em ampliação.

Segundo a Labra, a produção, até então artesanal, passa a acessar um mercado internacional interessado em conhecer e consumir o baru. O respaldo, na conta da empresa, vem de mais de 120 artigos científicos sobre as propriedades nutricionais do fruto e da aprovação da semente torrada como Novel Food pela União Europeia.

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A companhia estrutura a cadeia comercial ao lado de cooperativas da agricultura familiar em Mato Grosso, da coleta à industrialização.

Castanha de baru na lista europeia

A autorização europeia está no Regulamento de Execução (UE) 2025/1263, da Comissão Europeia, de 30 de junho de 2025. O texto permite a colocação no mercado do bloco de sementes torradas de Dipteryx alata, nome científico do baru, como alimento tradicional de um país terceiro.

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Com a decisão, o produto entrou na lista de novos alimentos da União Europeia. Pela norma do bloco, só os novos alimentos autorizados e incluídos nessa lista podem ser colocados no mercado europeu.

A notificação foi apresentada em 16 de março de 2023 pela CoopCerrado, cooperativa mista de agricultores familiares, extrativistas e outros grupos do Cerrado. O pedido previa o consumo da semente torrada inteira pela população em geral, e o regulamento registra que os dados da cooperativa demonstram antecedentes de uso alimentar seguro no Brasil.

Em 14 de setembro de 2023, a Comissão Europeia repassou a notificação aos países do bloco e à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Nenhum deles apresentou objeção de segurança fundamentada dentro do prazo previsto.

Em 7 de fevereiro de 2025, a EFSA publicou relatório técnico sobre o pedido. O regulamento registra que a autoridade concluiu que os dados sobre a composição e o histórico da utilização solicitada da semente torrada não suscitam preocupações de segurança. A publicação no Jornal Oficial da União Europeia saiu em 1º de julho de 2025.

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O regulamento fixa a composição típica do produto. A cada 100 gramas, a semente torrada tem de 20 a 35 gramas de proteína, de 20 a 35 gramas de gordura e de 40 a 50 gramas de carboidratos totais, com umidade de até 5 gramas.

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Árvore em pé e renda para quem colhe

A colheita já é fonte de renda para famílias extrativistas e cooperados no Estado.

Foto: Rogério Florentino.

O modelo da Labra aposta na árvore em pé: quanto maior o valor gerado por quem colhe o baru, maior o incentivo para preservar o Cerrado em vez de desmatar.

Câmara setorial

A Câmara Setorial Temática do Baru foi instalada a partir do Requerimento nº 500/2026, do deputado Dilmar Dal Bosco. O colegiado reúne poder público estadual, cooperativas, universidades, instituições de financiamento e iniciativa privada em uma agenda única para o fruto.

Ricardo Pavan, representante da Labra, ocupa a secretaria da câmara. Em declaração divulgada pela empresa, ele resumiu a proposta levada ao colegiado.

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“A proposta que levamos à Câmara Setorial é juntar poder público, produtores rurais e cooperativas em um plano único de crédito, assistência técnica e escoamento da produção. Sem essa integração, a cadeia cresce mais devagar do que o Cerrado permite”, disse Pavan.

A aposta, conforme a empresa, é que a articulação entre setores coloque Mato Grosso na conversa internacional sobre bioeconomia do Cerrado, com o baru como um dos símbolos dessa posição.

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