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“A proteína animal é a que menos impacta o meio ambiente”, afirma Edipo Araujo, ao discursar no Seminário do Plano Safra em Santa Catarina

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Ao participar nesta quinta-feira (13) do Seminário Estadual do Plano Safra, em São José (SC),  o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “O Pronaf Azul nasce com a perspectiva de dar visibilidade a esses pescadores e aquicultores. Dando também uma maior visibilidade para a proteína animal que menos impacta o meio ambiente com emissão de gases do efeito estufa”. O encontro integrou a agenda do ministro no estado, que reuniu informações sobre políticas de crédito voltadas às atividades da pesca e da aquicultura. Foi realizada a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul para aquicultores e pescadores. 

 Dados da produção pesqueira e aquícola que foram divulgados no evento:  

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Um dos destaques da programação foi a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul, iniciativa que reúne as principais linhas para os pescadores artesanais e aquicultores familiares. Por meio dele, é possível acessar essas linhas de crédito para custeio e investimento, com juros muito abaixo dos praticados pelo mercado e com prazos maiores para pagar. Valor liberado para o crédito: 85,2 bilhões.

Acesse aqui o simulador, que foi criado em parceria do MPA com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

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Espaço para que pescadores artesanais e aquicultores familiares verifiquem as  possibilidades de financiamento, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso às informações antes da busca por uma instituição financeira. A consulta apresenta uma simulação das linhas que podem se adequar a cada situação, mas possui caráter exclusivamente informativo. Entre as opções estão o Pronaf Custeio, com limite de até R$ 250 mil, taxa de juros de 2% ao ano e prazo de até 2 anos; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de até R$ 250 mil, juros de 2% ao ano e prazo de até 10 anos, com três anos de carência para investimento; e o Pronaf B, com limite de até R$ 12 mil, taxa de 0,5% ao ano e prazo de até três anos. 

Após a programação em São José, a agenda seguiu para Garopaba. No município, foi realizada a assinatura do Programa Rancho Legal e a entrega de portarias dos Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) Pesqueiros.  

O Programa Rancho Legal é uma ação de regularização e o uso sustentável de ranchos de pesca artesanal. O objetivo é garantir segurança jurídica e preservar a cultura das comunidades pesqueiras tradicionais. O Rancho Legal é Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA da Baleia Franca), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).  

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Os assentamentos agroextrativistas pesqueiros são áreas criadas para populações tradicionais que dependem do extrativismo, da agricultura familiar e de outras atividades de baixo impacto ambiental. Neste caso, possuem foco na pesca artesanal. São divididos em lotes, distribuídos para as famílias de acordo com a capacidade produtiva da unidade. Especificamente em Santa Catarina, já foram criados 17 PAE Pesqueiros. Benefício para 20 mil famílias. Parceria do MPA com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). 

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Matheus Silveira
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Controle de plantas daninhas começa antes da próxima safra

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Aprosoja MT destaca combinação de práticas agrícolas para reduzir infestação, evitar produção de sementes e preservar a eficiência dos herbicidas

O controle das plantas daninhas não termina quando a cultura é colhida — e também não deve começar apenas quando elas já ocupam a lavoura. Para reduzir a infestação ao longo dos ciclos, o produtor precisa antecipar as decisões e considerar o que acontece na área antes, durante e depois de cada safra.

Essa é a lógica do manejo integrado estudado pelos Centros de Pesquisa (CTECNO) da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). A estratégia reúne diferentes práticas agrícolas para reduzir as condições favoráveis às plantas infestantes e evitar que elas se reproduzam e ampliem o banco de sementes do solo.

Em vez de concentrar todo o esforço no herbicida aplicado sobre uma infestação já estabelecida, o manejo integrado procura diminuir a população de plantas daninhas ao longo do sistema produtivo. Rotação de culturas, cobertura do solo, presença de braquiária, competição entre plantas e, quando aplicável, pastejo passam a fazer parte da estratégia.

A questão central é evitar que uma safra transfira o problema para a seguinte. Uma planta daninha que sobrevive ao controle e produz sementes pode transformar uma ocorrência localizada em uma infestação mais significativa nos próximos ciclos.

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O que acontece depois da aplicação

Um dos pontos avaliados no manejo é justamente o destino das plantas que permanecem na área após uma operação de controle.

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Encontrar plantas daninhas depois da aplicação de um herbicida não significa automaticamente que a população seja resistente ao produto. O resultado pode ter relação com diversos fatores, como dose, estágio de desenvolvimento da planta, condições climáticas, qualidade da água, tecnologia de aplicação ou momento inadequado da operação.

Por isso, o diagnóstico da área precisa preceder qualquer conclusão sobre uma possível resistência.

O produtor deve observar quais espécies estão presentes, onde elas aparecem, qual é a densidade da infestação e como a população se comportou em safras anteriores. O histórico de herbicidas utilizados, os escapes recorrentes, as características do solo, a cobertura existente e a cultura que será implantada posteriormente também entram nessa avaliação.

Esse acompanhamento permite identificar não apenas o que está ocorrendo na safra atual, mas quais problemas podem aparecer no próximo ciclo.

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Menos espaço para a infestação

A ocupação do solo durante diferentes períodos do ano é outra frente do manejo integrado.

Culturas de cobertura, braquiária e sistemas de rotação podem manter a área ocupada por mais tempo, reduzindo a disponibilidade de recursos para as plantas daninhas. A palhada também altera as condições para a emergência de novas plantas.

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Nesse contexto, cada componente do sistema pode contribuir para reduzir a pressão sobre a cultura comercial. A combinação de práticas busca dificultar a emergência e o desenvolvimento das infestantes antes que elas se tornem um problema de maior proporção.

A rotação de culturas, porém, não deve ser tratada como uma solução isolada. A mudança das espécies cultivadas modifica o ambiente e pode alterar quais plantas daninhas encontram melhores condições para se estabelecer.

Por isso, uma área diversificada também exige monitoramento permanente.

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O principal alvo é evitar novas sementes

Para o manejo de longo prazo, impedir a produção de sementes é uma das medidas mais importantes.

Uma planta que escapa ao controle e completa seu ciclo pode deixar sementes no solo, aumentando o chamado banco de sementes. Esse estoque passa a representar uma fonte de novas infestações nas safras seguintes.

O problema pode atravessar diferentes culturas. Plantas que permanecem na soja, por exemplo, podem produzir sementes antes da implantação do milho ou de uma área de braquiária. Da mesma forma, plantas que continuam vivas depois da colheita podem permanecer

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