Pesquisar
Close this search box.

Ministério Público MT

Capacitação sobre educação inclusiva começa amanhã no MPMT

Publicado em

Começa nesta quinta-feira (20) a capacitação “Abraçando as Diferenças – Escola para Todos”, promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). A formação ocorrerá até sexta-feira (21), em formato híbrido, no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube.A programação reúne painéis temáticos sobre planejamento pedagógico inclusivo, comunicação alternativa, atendimento educacional especializado e articulação da rede de proteção. O evento também marcará o lançamento de um curso na modalidade de Educação a Distância (EaD) e da campanha de conscientização “Autismo: o respeito começa com a compreensão”.Voltada a membros e servidores do MPMT, profissionais da educação e integrantes da rede de proteção que atuam na promoção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes, a formação visa ampliar conhecimentos sobre educação inclusiva e fortalecer estratégias para assegurar o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem de todos os estudantes no ambiente escolar.As atividades terão início às 8h desta quinta-feira (20). Entre os destaques da programação estão a palestra de abertura com o coordenador-geral da Política Pedagógica da Educação Especial do Ministério da Educação, Marco Antônio Melo Franco, além de debates conduzidos por especialistas e profissionais com experiência nas áreas de inclusão escolar, comunicação alternativa aumentativa e atendimento educacional especializado.
Acesse aqui a programação completa. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas aqui. A iniciativa é promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, o Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação e o CAO Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.

Leia Também:  Mutirão reúne instituições para solução de conflitos ambientais

Fonte: Ministério Público MT – MT

Ministério Público MT

Campanha sobre autismo convida a compreender antes de julgar

Published

on

Com o alerta de que aquilo que parece uma reação pode, na verdade, ser a resposta a uma sobrecarga sensorial, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) lançou, na manhã desta quinta-feira (20), uma campanha institucional voltada à conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA). Apresentada durante o evento de capacitação “Abraçando as Diferenças”, na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, a iniciativa busca despertar a empatia e promover um novo olhar sobre comportamentos que, muitas vezes, são julgados sem o devido entendimento.O lançamento foi conduzido pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza, e pela coordenadora-adjunta do CAO, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach.Ao abrir a apresentação, Daniele Crema destacou que a nova campanha institucional tem como propósito incentivar um olhar mais atento, sensível e humano sobre o transtorno do espectro autista (TEA). “A campanha do autismo de 2026 traz essa importância de nós termos um olhar de empatia, de compreensão, de realmente ampliar a nossa percepção sobre as pessoas com deficiência”, afirmou.A promotora também ressaltou que a inclusão escolar, tema central do evento, ainda representa um desafio coletivo que exige o envolvimento das instituições, das famílias e de toda a sociedade. “Quando a gente fala de inclusão escolar, a gente sabe a importância disso para os alunos, para os familiares. Temos uma longa caminhada na inclusão, mas hoje é o início dessa construção”, pontuou.Na sequência, Daniele Crema apresentou algumas das iniciativas desenvolvidas pelo MPMT voltadas à promoção da inclusão e à garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Entre elas, destacou a Cartilha dos Direitos da Pessoa Autista, disponível gratuitamente em formatos físico e digital (acesse aqui). O material reúne, de forma organizada, legislações federais e estaduais relacionadas a temas como saúde, educação, atendimento prioritário, benefícios e isenções tributárias. A versão digital conta, ainda, com links interativos que direcionam o leitor para o texto integral das normas.A promotora também mencionou a oferta de cursos de Libras para servidores do Ministério Público, o projeto “Conheça e Entenda o Autismo”, que promove ações de conscientização em escolas públicas e privadas, e a parceria com a Polícia Militar por meio do projeto “Conscientizar para Melhor Proteger: Policiamento Sensível à Pessoa com Deficiência”, voltado à capacitação de agentes para a realização de abordagens mais humanizadas.Durante a apresentação, Daniele Crema fez ainda uma reflexão pessoal sobre a importância do acolhimento e do respeito às diferenças. “Eu sou mãe de pessoa com deficiência, Dra. Sasenazy também. Gostaríamos de compartilhar, além das informações jurídicas, a importância de nós termos um olhar diferenciado no atendimento das pessoas com deficiência. Nenhum de nós aqui é igual, todo mundo é diferente. Então, vamos respeitar as diferenças e tentar acolher, ser empáticos e, da melhor maneira possível, construir novos caminhos”, defendeu.Do julgamento à compreensão – Responsável por apresentar a campanha, a promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach explicou que a proposta central da iniciativa está sintetizada no slogan “Antes de julgar uma reação, entenda a sensação”. Segundo ela, embora o debate sobre inclusão esteja frequentemente associado ao acesso a direitos e à eliminação de barreiras físicas, existe um obstáculo anterior e mais difícil de identificar: o julgamento social a partir da sua percepção ambiental, sem considerar a do outro. “Essa pode ser a primeira barreira em qualquer espaço social (escola; espaços de lazer; dentre outros). Precisamos reconhecer que nem todos experimentam o mesmo ambiente da mesma maneira. Portanto é necessário que, antes de atribuir um significado para a reação, se procure compreender em que contexto ela (a reação) aconteceu”, ponderou.A campanha será veiculada por meio de vídeo institucional, spots de rádio e peças publicitárias para redes sociais. Voltada tanto à sociedade quanto às instituições públicas, a iniciativa propõe uma reflexão simples: antes de formar uma opinião sobre determinado comportamento, é necessário compreender o contexto, os estímulos e as sensações que estão por trás dele. Afinal, a inclusão começa quando o julgamento dá lugar à compreensão.De acordo com a promotora, a campanha foi construída a partir do conceito da “dupla leitura”, evidenciando o contraste entre aquilo que as pessoas observam externamente e o que uma pessoa autista pode estar vivenciando internamente. “O ambiente é o mesmo, mas a experiência dentro daquele ambiente pode não ser”, destacou. “Muitas vezes estamos interpretando uma reação sem conhecer a sensação que a desencadeou”, acrescentou. “O mote da campanha não diz ‘não julgue’. Ele diz: antes de julgar uma reação, entenda a sensação. A campanha não elimina a análise; ela introduz a pausa para essa compreensão”, argumentou.Sasenazy Daufenbach observou que comportamentos frequentemente interpretados como birra, desinteresse ou isolamento podem, na realidade, estar relacionados à sobrecarga sensorial característica de muitas pessoas no espectro autista. Da mesma forma, o afastamento temporário de um grupo pode representar uma estratégia de autorregulação emocional e sensorial necessária para que a pessoa consiga retomar suas atividades e interações.A promotora de Justiça também ressaltou a importância de ampliar a compreensão sobre o autismo para além da infância. “Ainda existe muita associação do autismo à criança, mas as crianças crescem, se tornam adolescentes, tornam-se adultos, estudam, trabalham, circulam pela cidade e estabelecem relações”, observou.Para ela, compreender o autismo não significa adotar uma postura de pena ou capacitismo, mas reconhecer direitos, respeitar diferenças e promover inclusão efetiva. “Precisamos fazer com que as instituições estejam preparadas para reconhecer essas necessidades e permitir que as pessoas neurodivergentes sejam compreendidas como sujeitos de direito e não apenas como destinatárias da proteção”, concluiu.

Leia Também:  Ouvidoria Itinerante Xavante é semifinalista do Prêmio CNMP 2026

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA