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Turismo

Conheça o Caminho dos Veadeiros, uma travessia pelo coração do Cerrado

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No coração do Brasil, um trajeto se desenha: o Caminho dos Veadeiros, uma trilha regional idealizada para as modalidades de caminhada e bicicleta, cruza o Cerrado interligando os municípios de Formosa e Cavalcante, em Goiás. A rota, estruturada para conduzir o viajante a locais de valor histórico e de beleza inquestionável, integra oficialmente o Caminho dos Goyazes, rede de trilhas que conecta diferentes regiões e destinos turísticos de Goiás.

Inserida no contorno da tradicional pegada de bota, a sinalização amarela e preta traz elementos exclusivos da região: os galhos tortuosos do Cerrado representam a flora, o veado ilustra a fauna, o clássico Morro da Baleia compõe a paisagem, enquanto uma barraca de camping aponta a direção a ser seguida.

O traçado

A estruturação do percurso é dividida em quatro setores que, somados, atingem uma distância de 1.212 quilômetros, exigindo cerca de 20 dias para a realização completa. As rotas se ramificam entre um traçado focado em trekking, com 483 quilômetros, e duas vias desenhadas especificamente para o cicloturismo, ambas superando a marca de 400 quilômetros.

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A grande linha mestra de todo o roteiro é a imponente Serra Geral do Paranã. Durante a travessia, os viajantes são presenteados com vistas panorâmicas, rios cristalinos, cânions e cachoeiras.

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Experiência

Ao longo da jornada, o visitante é convidado a mergulhar na biodiversidade nativa, ao cruzar sete municípios goianos – Formosa, Planaltina de Goiás, Água Fria de Goiás, São João d’Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul e Cavalcante – e importantes áreas de proteção, englobando a Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central, o Parque Municipal do Itiquira, o consagrado Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e a APA do Pouso Alto.

Entre as experiências, o viajante tem a oportunidade de se maravilhar com a observação de aves e da fauna silvestres, contemplar mirantes e picos, além de desfrutar de banhos revigorantes de cachoeira, conhecer grutas e visitar museus que guardam a memória da região.

Como chegar

Para quem deseja iniciar essa jornada pelo Planalto Central, a logística de acesso é versátil e conta com opções estratégicas. Os viajantes que vêm de outros estados ou países têm como principal porta de entrada o Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, que é o terminal aéreo mais próximo da região. 

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A partir da capital federal, ou para aqueles que optam por viajar de ônibus, o deslocamento terrestre é atendido pelos terminais rodoviários em municípios-chave, que compõem o trajeto, facilitando o acesso direto por cidades como Formosa, São João d’Aliança e Alto Paraíso de Goiás.

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Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

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De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

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Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

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Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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