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Saúde pública

Fila do SUS em MT: como consultar pelo CPF no portal da Secretaria de Saúde

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Pesquisa individual cobre consultas, exames e internações; em Cuiabá, o pedido de agendamento sai da unidade de saúde onde o paciente foi atendido

Quem espera por consulta, exame ou internação pelo SUS em Mato Grosso pode consultar a fila do SUS com o CPF ou o número do cartão do SUS no Portal Transparência Regulação, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). A pesquisa fica aqui e exige o preenchimento de um código de verificação. Nas estatísticas do portal consultadas em 25 de setembro de 2026, a fila eletiva somava 228.894 pedidos de consulta, 323.843 de exame e 38.380 de internação.

Como consultar a fila do SUS pelo CPF

A página de pesquisa do portal traz as instruções em três passos. O usuário marca o tipo de serviço que quer consultar, entre consulta, exame e internação, digita um documento válido, que pode ser o CPF ou o cartão do SUS, e clica no botão pesquisar.

Serviço e documento são campos obrigatórios. Antes de clicar em pesquisar, é preciso digitar o captcha, o código de verificação que aparece na tela.

Quantos pedidos estão na fila do SUS em MT

As páginas de estatísticas do portal mostram o tamanho da fila eletiva, formada pelos pedidos com classificação de risco azul e verde. Urgência e emergência ficam fora dessa conta. Na consulta de 25 de setembro de 2026, o total de solicitações em fila nas 143 centrais de regulação era de 228.894 para consultas, 323.843 para exames e 38.380 para internações.

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O próprio portal avisa que um mesmo paciente pode ter mais de uma solicitação.

O tempo médio de espera, calculado só com as solicitações feitas a partir de 2026, era de 114,8 dias nas consultas, 111,6 dias nos exames e 99,8 dias nas internações.

Cuiabá e Várzea Grande na fila

As estatísticas separam a fila por município executor, que o portal define como o município responsável pela execução do procedimento de saúde.

Com Cuiabá como município executor, o portal registrava 88.865 pedidos de consulta, 126.640 de exame e 15.803 de internação. Os tempos médios de espera das solicitações feitas a partir de 2026 eram de 116,5 dias, 119,6 dias e 109,3 dias, na mesma ordem.

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Em Várzea Grande, eram 30.236 pedidos de consulta, 50.820 de exame e 1.246 de internação, com tempos médios de 105,5 dias, 61,8 dias e 85,0 dias.

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Ao lado dos números de cada cidade, uma nota marcada com “Até 2025” traz os pedidos registrados até aquele ano, com o aviso: “Essas solicitações carecem de revisão pelo município (limpeza da fila).” Em Cuiabá, a nota aponta 42.421 solicitações de consulta com tempo médio de espera de 585,5 dias, 60.126 de exame com 659,0 dias e 10.362 de internação com 902,7 dias. Em Várzea Grande, são 13.568 de consulta, com 630,2 dias, 20.668 de exame, com 564,0 dias, e 399 de internação, com 521,9 dias.

Na fila de internações, a Central Estadual aparece como executora de 15.783 pedidos, com tempo médio de espera de 97,8 dias.

Listas da fila por município

Além da pesquisa pelo documento do paciente, o menu do portal tem três listas da fila de espera: consultas, exames e internações. Para abrir qualquer uma delas, o usuário seleciona o município regulador ou executor, escolhe o procedimento e preenche o captcha.

A primeira opção do campo de município é a Central Estadual de Mato Grosso. Depois vêm os municípios em ordem alfabética, de Acorizal a Vila Rica, com Cuiabá e Várzea Grande entre eles.

Na lista de consultas, o procedimento é, em geral, a especialidade. A relação começa em alergia e anestesiologia e termina em urologia, passando por cardiologia, oftalmologia, ortopedia, psiquiatria e pré-natal.

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A lista de exames usa os nomes técnicos dos procedimentos, como colonoscopia, angiorressonância cerebral e radiografia de bacia ou de braço. Ela inclui também acompanhamentos e procedimentos, como o acompanhamento de paciente com fibrose cística e a correção cirúrgica de estrabismo.

O menu traz ainda páginas de estatísticas das três filas, uma área de relatórios e um canal de contato.

Cirurgia aparece na lista de internações

Procedimentos cirúrgicos estão na lista de internações do portal. Entre as opções aparecem artroplastia total primária do joelho, artroplastia total primária do quadril, amigdalectomia, adenoidectomia, cirurgia bariátrica por videolaparoscopia e cirurgia de implante coclear.

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A lista de consultas também tem especialidades cirúrgicas, como cirurgia geral, cirurgia vascular e cirurgia bariátrica, além da opção de risco cirúrgico.

Em Cuiabá, quem pede o agendamento é a unidade de saúde

Na capital, o agendamento de consultas, exames e outros procedimentos pelo SUS é feito pela unidade de saúde onde o paciente recebeu atendimento, seja a unidade básica do bairro ou outro estabelecimento que atende pelo SUS, segundo nota da Prefeitura de Cuiabá de 26 de outubro de 2025.

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Depois da consulta ou do atendimento inicial, a própria unidade faz a solicitação do procedimento no Sistema de Regulação, o Sisreg. A Central de Regulação de Cuiabá agenda o procedimento conforme a disponibilidade da rede SUS na capital.

O paciente pode acompanhar o andamento na unidade onde foi atendido ou pelos canais da Central de Regulação. A Central também mantém recepção presencial, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Telefone atualizado no cartão SUS

Na mesma nota, a Prefeitura de Cuiabá informa que o número de telefone registrado no cartão SUS é o contato que as unidades de saúde e a Central de Regulação usam para informar os procedimentos agendados. Para atualizar o número, o paciente procura a unidade básica de saúde mais próxima, que faz o registro no sistema CadSUS Web.

Telefones da Central de Regulação de Cuiabá

Na nota de outubro de 2025, a prefeitura informou os canais da Central. Para exames e consultas, o número é (65) 99323-1015, por telefone e WhatsApp, e pelo e-mail [email protected].

Os exames de alta complexidade, identificados pela sigla APAC, têm o número (65) 99219-2869, também com WhatsApp, e o e-mail [email protected].

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Para cirurgias eletivas, os números são (65) 99307-3477 e (65) 99209-8416, com a indicação “telefone e WhatsApp”, e o e-mail é [email protected].

Para moradores de outras cidades de Mato Grosso, o caminho nas listas do portal estadual é o mesmo: escolher o município no campo de regulador ou executor e, em seguida, o procedimento.

 

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Farmácia de alto custo em Cuiabá: como pegar remédio grátis

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Mulher lê receita e documentos em sala de espera com cadeiras verdes, em cena ilustrativa de farmácia de alto custo

Pedido exige receita original, o laudo LME e cadastro na primeira solicitação; outra pessoa pode retirar o medicamento

Quem precisa de um remédio da farmácia de alto custo em Mato Grosso tem de apresentar documentos pessoais, receita médica original, o laudo de solicitação de medicamento e, no primeiro pedido, um formulário de cadastro. A lista está no portal da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Em orientação publicada em 11 de maio de 2021, a secretaria indicava a Farmácia Estadual para moradores de Cuiabá e da Baixada Cuiabana.

Como pegar remédio na farmácia de alto custo

A relação de documentos da SES, com data de janeiro de 2019 no portal, pede cópia da carteira de identidade, do CPF, do cartão SUS e de comprovante de residência do paciente. Se o paciente tiver menos de 18 anos, o responsável legal terá de apresentar as mesmas cópias dos próprios documentos.

A receita precisa ser a original, atualizada, com assinatura e carimbo do médico e número do CRM legível. O documento tem de trazer o nome do medicamento pela Denominação Comum Brasileira, a dose, a apresentação, como comprimido, cápsula, xarope ou spray, a posologia e a duração do tratamento. O tipo de receituário acompanha o tipo de remédio: controle especial, notificação de receita ou receituário simples.

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Completam o pedido o Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamento, conhecido pela sigla LME, e o Termo de Esclarecimento e Responsabilidade. O Formulário de Cadastro de Usuários só é exigido de quem faz a primeira solicitação administrativa de medicamento à SES.

Pela lista, o avaliador técnico pode pedir exames ou documentos adicionais, a depender da situação clínica do paciente e do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) do Ministério da Saúde para a doença. Na orientação da SES publicada pelo Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) em 11 de maio de 2021, a secretaria incluía entre os documentos os exames que comprovam a doença previstos nos PCDTs.

Onde encontrar o formulário do medicamento de alto custo

O LME fica na página da Superintendência de Assistência Farmacêutica, no portal da SES, na seção de formulários para acesso a medicamentos estaduais e federais. A versão mais recente publicada ali é o laudo eletrônico, de 15 de junho de 2022. A mesma página lista formulários para hepatites B e C e relatórios médicos, como o de solicitação de teriparatida.

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A maior parte do laudo é preenchida pelo médico. Ele informa o estabelecimento de saúde e o número do CNES, o nome do paciente e da mãe, peso, altura, o medicamento, a quantidade de cada mês, do 1º ao 6º, o código da doença na CID-10, o diagnóstico e a anamnese. Também registra se o paciente já fez ou faz tratamento para a mesma doença.

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O formulário traz a regra sobre quem faz o pedido: “A solicitação do medicamento deverá ser realizada pelo paciente”. Pelo mesmo campo, o paciente considerado incapaz pelos artigos 3º e 4º do Código Civil não precisará estar presente, e o formulário pede o nome do responsável, que poderá fazer a solicitação.

A parte final do laudo pode ser preenchida pelo paciente, pela mãe, pelo responsável, pelo médico ou por outra pessoa identificada com nome e CPF. Nela entram telefone, e-mail, CPF ou cartão SUS do paciente e a raça, cor ou etnia informada pelo paciente ou pelo responsável.

Quem tem direito à farmácia de alto custo

Na mesma orientação, a farmácia de alto custo aparece como Farmácia do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), e a Superintendência de Assistência Farmacêutica da SES descreveu o público da farmácia: tratamentos de doenças específicas e de doenças de alta prevalência, pacientes que não respondem ou não toleram os remédios de primeira linha e casos que evoluíram para quadro mais grave.

Pela mesma orientação, cada medicamento segue os critérios do PCDT da doença, e todo pedido passa pela análise de um profissional antes da autorização da entrega.

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A orientação também separa a farmácia de alto custo da que entrega os remédios da atenção básica. Esses ficam a cargo de cada município e são retirados na farmácia indicada pela unidade básica de saúde mais próxima de casa. Os medicamentos de programas como tuberculose, hanseníase e malária, do chamado componente estratégico, seguem outro caminho, entre municípios, escritórios regionais e a própria SES.

Outra pessoa pode retirar o remédio

O paciente não precisa ir pessoalmente buscar o medicamento na Farmácia Estadual. Um familiar ou representante cadastrado pode fazer a retirada, segundo a mesma orientação.

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Para cadastrar o representante, a SES publica a Declaração Autorizadora. Nela, o paciente ou o responsável informa documento de identidade e número do cartão SUS, identifica o representante com endereço e telefone, o grau de parentesco e o motivo: impossibilidade física, residência em município diferente do da farmácia, incompatibilidade de horário ou outro, a especificar. É preciso anexar cópia do documento de identidade do representante.

O documento tem duas assinaturas. O paciente ou o responsável atesta que as informações são verdadeiras e que, nos termos do formulário, a falsidade configura falsificação de documento público, capitulada no artigo 297 do Código Penal. O representante se compromete a entregar todo o remédio ao paciente nas mesmas condições físicas, de temperatura e de uso em que o recebeu e a repassar as orientações dadas na farmácia.

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Telefone da farmácia de alto custo e atendimento no interior

Para quem mora no interior, a mesma orientação indicava a secretaria de saúde do próprio município.

A página de contatos da Superintendência de Assistência Farmacêutica, consultada em 25 de setembro de 2026, informa o e-mail [email protected] e o telefone (65) 3322-5509 para a Farmácia Estadual. A Coordenadoria da Farmácia de Atendimento ao Componente Especializado (Coface) atende pelo e-mail [email protected] e pelo telefone (65) 98432-4451.

Para o interior, a SES mantém canais separados. Abertura, renovação e pendência de cadastro têm e-mails próprios: [email protected], [email protected] e [email protected]. Dúvidas vão para [email protected], e o telefone desse atendimento de cadastro no interior é (65) 3644-1604. A entrega de remédios no interior tem o e-mail [email protected] e o telefone (65) 98432-4447.

Lista de medicamentos em MT

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Além dos remédios do componente especializado, a SES informou na mesma orientação que a Farmácia Estadual fornece medicamentos de protocolos estaduais, com remédios e insumos para obesidade, saúde mental, fibrose cística, osteoporose e lúpus.

Na área da Superintendência de Assistência Farmacêutica, o menu do portal da SES traz links para o catálogo de medicamentos, a Resme, os protocolos clínicos, a posição de estoque dos medicamentos do componente especializado e os documentos por doença para obter remédio na Farmácia Estadual.

Os formulários e a lista de documentos seguem disponíveis no portal da SES-MT. Quem tiver dúvida sobre o próprio caso pode usar os contatos da Farmácia Estadual antes de montar o pedido.

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