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SAÚDE

Países das Américas discutem ações de saúde para enfrentar violência contra crianças e adolescentes

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Representantes de ministérios da Saúde dos países das Américas se reuniram, nos dias 21 e 22 de setembro, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília, para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. A Reunião Regional de Ministérios da Saúde Preparatória das Américas para a Segunda Conferência Ministerial Global pelo Fim da Violência Contra Crianças teve como foco o fortalecimento do setor Saúde como parte da resposta intersetorial ao problema.

Durante o encontro, foram apresentadas experiências e pesquisas desenvolvidas em diferentes países da região, com o objetivo de ampliar a produção de dados e o conhecimento sobre a violência contra crianças e adolescentes e subsidiar respostas mais efetivas. Os participantes também debateram ações e políticas de saúde articuladas a outras áreas, considerando a atuação integrada de diferentes políticas públicas, setores da sociedade e serviços de proteção.

A reunião também possibilitou a construção e a deliberação de propostas em âmbito nacional e regional para o enfrentamento da violência. Entre os aspectos discutidos esteve a importância da participação de crianças e adolescentes na elaboração e na avaliação das políticas e estratégias destinadas à prevenção e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.

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Organizado e coordenado pela OPAS, o encontro reuniu representantes de ministérios da Saúde de países como Brasil, Uruguai, Chile, Cuba, Costa Rica, Belize, México, Canadá, Honduras, Bolívia e Jamaica, entre outros. Também participaram representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), além de organizações e movimentos sociais, com a presença de adolescentes e jovens de diferentes países.

Pelo Brasil, participaram representantes de diferentes áreas do Ministério da Saúde, entre elas o Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (DESMAD), da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), além da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI). As discussões realizadas em Brasília contribuíram para organizar a participação dos países das Américas e construir propostas e compromissos para a Segunda Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra Crianças, prevista para novembro, em Manila, nas Filipinas.

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Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

SAÚDE

Povos originários e saberes medicinais ancestrais: Brasil e México fortalecem parceria

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Os países Brasil e México compartilham da mesma riqueza: uma grande diversidade de povos originários e saberes ancestrais. Na última semana, uma série de agendas técnicas promoveram um aprendizado mútuo e uma aproximação entre políticas de saúde pública. Na capital Cidade do México, o parceiro apresentou sua relevante experiência intercultural. O Brasil, por sua vez, levou a experiência do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), entre outras, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.

Entre os dias 21 e 23 de setembro, a Sesai apresentou como o país organiza a atenção diferenciada à saúde dos povos indígenas do Brasil, executando a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). A secretaria atende mais de 821 mil indígenas, falantes de 274 línguas e habitantes de mais de sete mil aldeias. Trata-se de um atendimento que considera as especificidades socioculturais dos povos indígenas, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“A diversidade é a razão de existir de um sistema de saúde diferenciado: cada povo tem língua, território, organização social e formas próprias de entender e cuidar da saúde”, reforçou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Entre os indígenas atendidos de todas as regiões do país, estão povos de recente contato, povos isolados e povos em contexto urbano. Para a Sesai, perfis epidemiológicos e culturais diversos exigem respostas específicas, não padronizadas.

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Além de apresentar a realidade brasileira, a delegação da Sesai participou de agendas voltadas ao intercâmbio de experiências entre os dois países. O diálogo abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de profissionais e cuidado intercultural. A programação incluiu reuniões com instituições mexicanas, visita técnica a um serviço de saúde no estado de Querétaro, além do intercâmbio cultural dos serviços de saúde.

Medicina tradicional mexicana

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Na Cidade do México, os técnicos brasileiros integraram reunião técnica no Centro Especializado en Medicina Integrativa (CEMI), do IMSS-Bienestar, espaço dedicado à medicina tradicional, à atuação de parteiras tradicionais e ao desenvolvimento intercultural.

A delegação conheceu, ainda, a estrutura do CEMI e o trabalho realizado com plantas medicinais. Outro tema destaque da reunião foi a apresentação de experiências mexicanas de organização dos serviços de parteria, incluindo o Centro de Excelência em Partería, Salud Sexual y Reproductiva, em San Miguel de Allende, na condução de modelos de cuidado que articulam diferentes práticas e conhecimentos.

A Sesai foi acompanhada de representantes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Sstes), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

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Agenda em Querétaro

No último dia da missão, a comitiva da Sesai seguiu para o estado de Querétaro, onde visitou o Centro de Salud con Servicios Ampliados (CESSA) de Amealco de Bonfil. A unidade desenvolve uma experiência de cuidado que reúne profissionais da medicina convencional e terapeutas tradicionais, como parteiras, erveiros e hueseros.

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A delegação brasileira conheceu a organização dos atendimentos e a forma como os diferentes profissionais atuam de maneira coordenada. A visita também incluiu uma recepção tradicional, com elementos simbólicos da cultura local, realizada para dar as boas-vindas à delegação brasileira.

Números do SasiSUS

Atualmente, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena conta com uma estrutura ampla e um modelo diferenciado, composto por 34 Distritos Sanitários Especiais Indígena (Dsei), 70 Casas de Apoio a Saúde Indígena (Casai), 1.211 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 388 Polos Base (PB) e 22 mil trabalhadores da saúde indígena, responsáveis por levar atendimento a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país. Na última semana, o SasiSUS completou 27 anos de criação.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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