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SAÚDE

Ministério da Saúde autoriza início das obras de ampliação do Hospital Universitário de Roraima

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena da pasta, Lucinha Tremembé, assinaram nesta segunda-feira (28) a ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). A obra conta com investimento federal de R$ 70 milhões, com execução pela HU Brasil (Hospitais Universitários Federais).

Primeiro hospital universitário de Roraima, o HU-UFRR terá sua capacidade de atendimento ampliada com a construção do novo bloco, fortalecendo a oferta de atenção especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Atualmente, a unidade conta com 128 leitos, sendo 36 destinados à população indígena.

 “Essa ampliação vai ter mais leitos, mas também vai ter mais capacidade resolutiva. São seis salas cirúrgicas, com capacidade de realizar procedimentos de alta complexidade e leitos de unidade de terapia intensiva para atender casos de maior complexidade, beneficiando a população de Roraima, especialmente os povos indígenas”, destacou Massuda.

Referência no atendimento aos povos indígenas

O HU-UFRR desempenha um papel estratégico no atendimento à população indígena. Entre abril de 2025 e julho de 2026, o hospital registrou 2.056 internações, das quais 572 foram de pacientes indígenas. No atendimento ambulatorial, entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram atendidos 2.846 pacientes, sendo 355 indígenas. A unidade recebe pessoas de cerca de 13 etnias, incluindo pacientes provenientes da Guiana e da Venezuela.

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O hospital conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, que oferece acolhimento e assistência diferenciados, respeitando as especificidades culturais dessa população. A estrutura inclui leitos redários e espaços destinados às práticas culturais indígenas.

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O HU-UFRR também participa de mutirões articulados pela HU Brasil e pelo Ministério da Saúde para atender pacientes encaminhados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e pelas Casas de Saúde Indígena (CASAIs).

 “O cuidado em saúde indígena precisa considerar as especificidades socioculturais dos povos indígenas. A ampliação do hospital fortalece o acesso à atenção especializada e a possibilidade de oferecer uma assistência equânime, garantindo a qualidade do cuidado, o respeito às necessidades dos povos indígenas e acolhimento culturalmente adequado”, destacou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Novo tomógrafo

Além da ampliação da estrutura hospitalar, o Ministério da Saúde está adquirindo um novo tomógrafo para o HU-UFRR, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027. O equipamento substituirá o aparelho atual, pertencente ao governo estadual, e reforçará a capacidade de realização de exames de imagem na própria unidade.

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CAPS de Pacaraima

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, o secretário-executivo visitou as obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. A construção conta com investimento de R$ 2,145 milhões e está com 92% de execução física. A conclusão está prevista para 1º de outubro de 2026.

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Habilitado pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 4.089, de 28 de maio de 2024, o serviço vai fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.

Operação Acolhida

A agenda também incluiu o acompanhamento das ações de saúde da Operação Acolhida, que garantem vacinação e atenção primária à população migrante desde sua chegada ao Brasil.

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Por meio do Projeto Saúde nas Fronteiras, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), 38 profissionais atuam em Boa Vista e Pacaraima. Desde agosto de 2025, as equipes realizaram 41.925 atendimentos individuais de atenção primária. Também foram registrados 861 teleatendimentos desde outubro de 2025. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,66 milhões.

Entre 2023 e agosto de 2026, foram aplicadas mais de 677 mil doses de vacinas em Pacaraima e mais de 54 mil em Boa Vista. O abastecimento das salas de vacinação está regular.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Presidente da República visita complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta segunda-feira (28/9) o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, em Belém. A instituição recebeu da União R$ 35,51 milhões em equipamentos e R$ 11,43 milhões para o custeio da atenção especializada. Na ocasião, Lula sancionou o projeto de lei que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada.

O presidente conheceu a estrutura ampliada do Hospital São João de Deus, que integra o complexo e reúne serviços de alta complexidade para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha acompanhou a visita.

“O complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa do Pará (BP) foi o primeiro privado a aderir ao Agora Tem Especialistas. Em um ano, aumentou em 15% sua capacidade de internação e passou a realizar mais cirurgias. Presenciamos hoje a primeira cirurgia robótica presencial da Amazônia Brasileira, realizada pelo SUS, levando tecnologia de ponta para o cuidado do paciente“, ressalta Padilha.

Com a ampliação, o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará passa a reunir 514 leitos gerais, 120 leitos de UTI e cuidados intermediários e 23 salas cirúrgicas. Também foram ampliados os serviços e a oferta de equipamentos para diagnóstico e tratamento, como tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, salas de hemodinâmica e máquinas de hemodiálise.

Qualidade e assistência à saúde – A Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada busca garantir a segurança do paciente e a oferta de atendimento com qualidade nos serviços de saúde privada do país.

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A política estabelece padrões, estruturas e processos de cuidado com o paciente de acordo com as normativas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Também prevê a divulgação periódica dos resultados de qualidade, bem como estabelece multas, que variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil, para instituições que não cumprirem os requisitos.

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Investimentos e atendimento pelo SUS – A instituição aderiu ao programa Agora Tem Especialistas e conta com conjuntos de equipamentos para cirurgias gerais e oftalmológicas, que permitem ampliar a capacidade em mais 1,6 mil procedimentos por ano. A maior parte de seus atendimentos é destinada aos pacientes do SUS.

Por meio do Agora Tem Especialistas, o Pará conta com 16 conjuntos de equipamentos para cirurgias, sendo 12 de cirurgia geral e quatro de oftalmologia, com capacidade estimada para a realização de mais 25,6 mil procedimentos por ano. No primeiro semestre de 2026, o estado realizou 203,5 mil cirurgias eletivas.

Tecnologia e alta complexidade – O complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará também integra a Rede de UTIs Inteligentes do SUS, com 20 leitos. O modelo utiliza a integração de equipamentos, prontuários e sistemas, além de informações em tempo real e inteligência artificial, para apoiar as equipes na identificação precoce de riscos e no cuidado de pacientes em estado grave.

Na assistência cardiovascular, a instituição dispõe de serviço de hemodinâmica para procedimentos especializados e minimamente invasivos, que já realizou 2,7 mil procedimentos.

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Cirurgia robótica – Durante a visita, o presidente Lula conheceu as estruturas destinadas à realização de procedimentos de alta complexidade. Nesta segunda-feira (28/9), ocorre no local a primeira cirurgia robótica realizada pelo SUS na Região Amazônica.

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Lula também conheceu o centro de hemodinâmica, que atende pacientes com condições cardiológicas e realiza procedimentos como angioplastias e cateterismos.

Agora Tem Especialistas – Além da ampliação da capacidade da rede pública e filantrópica, o Agora Tem Especialistas mobiliza a rede privada para atender pacientes do SUS. No Pará, três instituições estão contratadas, com previsão de realizar 12,1 mil procedimentos, entre consultas, exames e cirurgias, totalizando R$ 23,8 milhões em serviços. Na Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, são 342 procedimentos, com investimento de R$ 664,3 mil.

O estado conta ainda com 86 profissionais do Mais Médicos Especialistas, que atuam em serviços do SUS para ampliar a oferta de atendimento especializado à população.

Tratamento do câncer – O complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará também está estruturando a ampliação do tratamento oncológico pelo SUS, com a implantação de uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e a chegada de um novo acelerador linear para radioterapia. O equipamento terá capacidade adicional de 600 atendimentos por ano.

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Fonte: Ministério da Saúde

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