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Brasil seguirá dependente de óleo de dendê importado em 2027

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O Brasil chegará a 2027 com produção de óleo de dendê (ou palma) insuficiente para atender ao mercado interno, segundo projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O órgão estima oferta nacional de 690 mil toneladas, diante de consumo de 1,05 milhão de toneladas. As importações previstas somam 365 mil toneladas, o equivalente a cerca de um terço da demanda brasileira, em um cenário de retração do comércio mundial do produto.

A estimativa brasileira consta do relatório anual do escritório do USDA projetado para janeiro de 2027. A produção prevista representa crescimento de 4,5% sobre as 660 mil toneladas estimadas para 2026. O consumo, porém, avança cerca de 6%, mantendo a necessidade de complementar o abastecimento com compras externas.

No relatório mundial, o USDA projeta queda de aproximadamente 2% nas exportações de óleo de palma em 2026/27. A expansão do uso da matéria-prima em biocombustíveis na Indonésia limita o volume disponível aos importadores. Para o Brasil, a previsão coloca o abastecimento externo no centro do planejamento das indústrias que utilizam o óleo em alimentos, cosméticos e outros produtos.

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O país ocupa a oitava posição entre os produtores mundiais, com aproximadamente 0,8% da oferta, conforme o quadro de produção do USDA. A distância para os líderes é ampla: Indonésia e Malásia concentram mais de 80% da produção global. A palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo, à frente do óleo de soja.

No Brasil, a principal base produtiva está no Pará, sobretudo no nordeste do Estado. Bahia, Roraima e Amapá também integram a cadeia. O USDA prevê área colhida de 245 mil hectares no país em 2027, aumento de 4,2% sobre a estimativa para 2026. Os volumes de produção citados se referem ao óleo extraído, e não ao peso dos cachos colhidos.

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O óleo de palma é o azeite de dendê, obtido da polpa do fruto do dendezeiro. É destinado ao consumo humano e tem presença na alimentação muito além dos pratos da culinária baiana. O produto avermelhado usado na cozinha conserva cor e sabor característicos; o refino industrial reduz essas características e amplia sua aplicação em diferentes alimentos.

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Na indústria, entra em biscoitos, margarinas, pães, bolos, sorvetes e recheios. Diferentemente do óleo de soja, extraído da semente, vem da polpa de um fruto. Seu processamento permite separar uma fração líquida, a oleína, e outra sólida, a estearina, utilizada para dar textura e consistência às formulações. Da amêndoa do mesmo fruto sai o óleo de palmiste, com composição diferente e aplicações em cosméticos, sabões e também confeitaria.

A expansão brasileira exige investimentos que levam anos para gerar retorno. O dendezeiro começa a produzir frutos entre três e quatro anos após o plantio. O USDA identifica custos elevados e dificuldade de acesso a crédito de longo prazo entre os obstáculos ao crescimento da atividade.

A logística também condiciona a produção. Os cachos precisam ser processados rapidamente, em até 24 horas após a colheita, para preservar a qualidade do óleo. A proximidade entre lavouras e unidades industriais e a capacidade de transporte são, portanto, parte do investimento necessário para ampliar a oferta brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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Ministro da Pesca e Aquicultura cumpre agenda em Natal nesta quinta-feira (08)

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, estará em Natal (RN) nesta quinta-feira (08) para uma agenda voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. Pela manhã, a agenda prevê uma reunião no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com representantes do setor pesqueiro e aquícola, coordenadores dos projetos, professores e estudantes da universidade e instituto federal, governo do estado, bancos (BB, Caixa), SEBRAE, Superintendência do MDA e do INCRA. Será realizada apresentação do Pronaf Azul (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e dos projetos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Também serão apresentados o Projeto de Assentamento Agroextrativista – PAE Pesqueiro e os projetos de Interiorização da Carcinicultura do Sebrae. 

 

Às 14h30 será realizada reunião com a governadora Fátima Bezerra sobre o setor pesqueiro e aquícola no Rio Grande do Norte. 

 

Às 15h30, na sede da Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura (SFPA), haverá roda de conversa com as mulheres da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP).

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SERVIÇO

Quinta-feira, 08 de outubro

9h – Apresentação do PRONAF AZUL pelo Ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo;
Apresentação dos projetos do IFRN em parceria com o MPA;
Apresentação do INCRA dos PAES PESQUEIROS;
Apresentação do SEBRAE sobre os projetos de Interiorização da Carcinicultura;

Local: Auditório do INCRA – Rua Dr. Nilo Bezerra Ramalho, 1691 – Tirol.

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14h30 – Reunião com a governadora Fátima Bezerra.

Local: Palácio de Despachos de Lagoa Nova, Centro Administrativo do Estado – Av. Sen. Salgado Filho, 1 – Lagoa Nova.

16h – Roda de conversa com as mulheres da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP)

Local: Av. Eng. Hildebrando de Góis, 154 – Ribeira.

19h – Lançamento da 22ª edição da Feira Nacional do Camarão

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Endereço: Rua Joca Soares, 1906 – Parque das Colinas.

CONTATO
[email protected]
(61)3276.5193 / (61)9988.3072
www.gov.br/mpa
@minpescaeaquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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