Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Aeroporto de São José do Rio Preto recebe estrutura alfandegária temporária para jogos da Libertadores

Publicado em

O Aeroporto de São José do Rio Preto, no interior paulista, terá status de aeroporto internacional entre 11 de agosto e 28 de novembro deste ano em razão das partidas da Copa Libertadores da América, organizadas pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Com a medida, estabelecida por portaria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foi montada uma estrutura alfandegária temporária para realização das fiscalizações exigidas para operações internacionais.

No caso do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) mobiliza auditores fiscais federais agropecuários lotados em Campinas para atuar em São José do Rio Preto nos dias de jogos. As duas cidades estão distantes cerca de 350 quilômetros.

Embora a portaria entre em vigor em agosto, a estrutura vem sendo utilizada desde abril, quando partidas da competição foram realizadas em Mirassol, município localizado a 15 quilômetros de São José do Rio Preto. Com a classificação da equipe local para as oitavas de final, novos voos internacionais devem ocorrer para o transporte das delegações. O próximo jogo está previsto para 13 de agosto, no estádio Maião. A Conmebol exige que as partidas sejam realizadas em cidades localizadas em um raio de até 150 quilômetros de um aeroporto internacional.

Leia Também:  Região do Cerrado Mineiro leva cafés da nova safra 2026/27 à World of Coffee Brussels 2026 e reforça protagonismo global

As operações internacionais autorizadas pela Portaria nº 19.438, de 12 de junho, têm caráter excepcional e são permitidas exclusivamente para serviços aéreos não regulares destinados ao transporte das delegações.

Cabe ao Vigiagro inspecionar cargas e bagagens desses voos para verificar a entrada e a saída de produtos de origem vegetal e animal sujeitos a restrições sanitárias. Entre os itens cuja entrada no país é proibida ou controlada estão mudas de plantas, frutas, flores, sementes, presuntos e outros embutidos. A medida busca evitar a introdução de pragas e doenças que possam causar prejuízos à agropecuária brasileira.

Advertisement

Como exemplo da importância desse trabalho, em maio deste ano a equipe do Vigiagro no Aeroporto Internacional de Guarulhos interceptou cerca de uma tonelada de aspargos importados do Peru. Análises da Secretaria de Defesa Agropecuária confirmaram a presença da praga quarentenária Prodiplosis longifila, ausente no território brasileiro.

Nas operações realizadas em Rio Preto, as inspeções seguiram os procedimentos previstos nos protocolos do Vigiagro, incluindo a fiscalização de bagagens e o recolhimento de resíduos de bordo, quando presentes.

Leia Também:  Protocolo com SIG identifica risco de contaminação entre viveiros de peixes na mesma bacia hidrográfica no Brasil

Em uma das ações, os auditores identificaram uma bagagem contendo matéria orgânica durante inspeção por raio X. Após a verificação, constatou-se tratar de whey protein utilizado por atletas. Por se tratar de produto industrializado e autorizado, o item foi liberado.

No estado de São Paulo, o Vigiagro atua regularmente nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Catarina, em São Roque. As equipes também realizam atividades no Porto de Santos, nos portos secos e nos centros de distribuição dos Correios que operam com mercadorias de comércio exterior.

Informações à imprensa
[email protected]

Advertisement

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

AGRONEGÓCIO

Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

Published

on

A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Advertisement

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

Leia Também:  VLI bate recorde histórico de movimentação no Corredor Sudeste e reforça eficiência logística no agronegócio
Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Advertisement
Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

Advertisement

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

Advertisement

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA