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Bahia lidera expansão da soja na safra 2025/26 e responde por mais da metade do crescimento entre estados analisados

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A Bahia foi o principal motor da expansão da soja entre os estados avaliados pela nova edição da série “Mapas Agro”, desenvolvida pela Serasa Experian. O levantamento mostra que a área cultivada com soja cresceu cerca de 175 mil hectares na safra 2025/26 em comparação ao ciclo anterior, considerando Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Desse total, aproximadamente 98 mil hectares foram incorporados apenas na Bahia, volume equivalente a 56% de toda a expansão registrada entre os estados analisados. O estudo utiliza imagens de satélite e inteligência territorial para monitorar o avanço das lavouras e fornecer informações estratégicas ao agronegócio.

Bahia consolida liderança na expansão da soja

Além de liderar o crescimento da área cultivada, a Bahia reforçou sua posição como principal produtora de soja do Nordeste.

Na safra 2025/26, o estado alcançou aproximadamente 2,27 milhões de hectares cultivados, crescimento de 4,5% em relação ao ciclo anterior e expansão acumulada de 23% nas últimas seis safras.

Os municípios que mais ampliaram suas áreas de cultivo foram:

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  • São Desidério;
  • Jaborandi;
  • Correntina;
  • Formosa do Rio Preto;
  • Cocos.

O desempenho confirma o avanço do agronegócio baiano, especialmente na região Oeste, considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Inteligência territorial fortalece decisões no agronegócio

Segundo a Serasa Experian, o monitoramento da expansão agrícola vai além da mensuração da área cultivada. As informações permitem antecipar tendências da produção, oferecendo suporte para instituições financeiras, cooperativas, tradings, seguradoras e empresas do setor.

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A combinação de imagens de satélite, inteligência geoespacial e dados agrícolas possibilita análises mais precisas sobre:

  • expansão das lavouras;
  • avaliação de riscos;
  • planejamento logístico;
  • estratégias comerciais;
  • concessão de crédito;
  • conformidade socioambiental.

Em um cenário marcado por eventos climáticos extremos, restrição ao crédito e exigências crescentes de rastreabilidade, esse tipo de informação se tornou um diferencial para o planejamento do setor.

Cultivo de milho cresce cerca de 20%

O levantamento também identificou avanço expressivo na área destinada ao milho de primeira safra.

Nos quatro estados analisados, a área cultivada atingiu aproximadamente 360 mil hectares, crescimento de cerca de 20% em relação à safra anterior.

Mais uma vez, a Bahia aparece em posição de destaque, concentrando aproximadamente 190 mil hectares, impulsionada principalmente pela expansão da cadeia do etanol de milho no Oeste baiano.

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Entre os municípios com maior crescimento da cultura estão:

  • São Desidério;
  • Luís Eduardo Magalhães;
  • Jaborandi.
Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul também ampliam produção

O estudo mostra que Goiás e o Distrito Federal somam aproximadamente 5,84 milhões de hectares de soja na safra 2025/26.

Na comparação com a safra 2020/21, houve crescimento acumulado de 1,2 milhão de hectares, equivalente a 28,4%.

Os municípios que mais expandiram suas áreas foram:

  • Jussara;
  • Brasília;
  • Jataí;
  • Quirinópolis;
  • Serranópolis.
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Já o Mato Grosso do Sul atingiu aproximadamente 3,9 milhões de hectares cultivados, acumulando expansão de 14,4% nas últimas seis safras, o equivalente a cerca de 490 mil hectares.

Entre os municípios que lideraram o crescimento recente destacam-se:

  • Maracaju;
  • Dourados;
  • Ivinhema;
  • Itaporã;
  • Jaraguari.
Mapeamento amplia análises de crédito e sustentabilidade

Além do monitoramento agrícola, o estudo identificou áreas cultivadas localizadas em imóveis rurais com registros de supressão de vegetação ocorridos após 31 de julho de 2019, informação utilizada em análises de conformidade previstas pelo Manual de Crédito Rural (MCR).

Entre os estados avaliados, a Bahia concentra aproximadamente 174 mil hectares de soja nessas áreas, seguida por Goiás e Distrito Federal, com cerca de 40 mil hectares, e Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 18 mil hectares.

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O levantamento também identificou a presença da cultura em assentamentos rurais. Mato Grosso do Sul reúne aproximadamente 100 mil hectares, Goiás e Distrito Federal somam cerca de 70 mil hectares, enquanto a Bahia possui aproximadamente 2 mil hectares nessas áreas.

Segundo a Serasa Experian, o cruzamento entre inteligência territorial, imagens de satélite e critérios regulatórios amplia a segurança das análises relacionadas ao crédito rural, sustentabilidade e conformidade socioambiental, permitindo decisões mais assertivas por parte de produtores, instituições financeiras e empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Recuperações judiciais no agronegócio batem recorde mesmo com safra forte e expõem impacto dos juros altos no campo

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O agronegócio brasileiro vive um cenário de contrastes em 2026. Enquanto a produção agrícola segue em níveis elevados, impulsionada por boas safras e alta produtividade, o setor enfrenta um agravamento da situação financeira de produtores e empresas. O reflexo mais evidente desse movimento é o aumento recorde dos pedidos de recuperação judicial.

Dados da Serasa Experian mostram que 1.990 recuperações judiciais foram registradas no agronegócio em 2025, maior número da série histórica iniciada em 2021. O volume representa crescimento de 56,4% em relação a 2024 e é quase quatro vezes superior ao registrado em 2023, quando foram contabilizados 534 pedidos.

Embora ainda não existam números consolidados para 2026, especialistas avaliam que os fatores que pressionam o setor permanecem presentes e não indicam uma reversão estrutural no curto prazo.

Alta produtividade não garante rentabilidade

Na avaliação de especialistas, o aumento das recuperações judiciais não está relacionado à capacidade produtiva do agronegócio, mas ao estreitamento das margens de lucro provocado pelo aumento dos custos e pela dificuldade de acesso ao crédito.

Segundo Denis Barroso, sócio da Barroso Advogados Associados e especialista em recuperação empresarial, muitos produtores continuam colhendo boas safras, mas recebem menos pelas commodities enquanto enfrentam custos significativamente maiores para produzir.

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O resultado é uma combinação de insumos mais caros, juros elevados e preços agrícolas mais voláteis, fatores que reduzem a rentabilidade da atividade e comprometem a capacidade de pagamento das dívidas.

Juros elevados pressionam toda a cadeia do agronegócio

Entre os principais fatores que explicam o aumento das dificuldades financeiras está o elevado custo do crédito rural.

Nos últimos anos, muitos produtores renegociaram dívidas em um ambiente financeiro que já apresentava juros elevados. Com a manutenção da política monetária restritiva e maior seletividade das instituições financeiras, o refinanciamento tornou-se ainda mais caro.

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Segundo Denis Barroso, esse movimento cria um efeito cumulativo sobre o endividamento das propriedades rurais.

Além do produtor, o aperto no crédito também afeta cooperativas, tradings, revendas de insumos, transportadoras e diversas empresas ligadas ao agronegócio, reduzindo a circulação de recursos em economias fortemente dependentes da atividade agrícola.

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Inadimplência cresce no meio rural

Os sinais de deterioração financeira também aparecem nos indicadores de inadimplência.

Dados da Serasa Experian apontam que 8,3% da população rural estava inadimplente no terceiro trimestre de 2025, avanço de 0,9 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O aumento reforça o ambiente de maior cautela por parte das instituições financeiras, que passaram a exigir garantias mais robustas e adotaram critérios mais rigorosos para concessão de novos financiamentos.

Crédito restrito reduz investimentos no campo

Especialistas destacam que o atual cenário modifica significativamente a dinâmica de investimento no agronegócio.

Com menos acesso ao crédito e custos financeiros elevados, produtores e empresas tendem a adiar investimentos em máquinas, tecnologia, infraestrutura e expansão da produção.

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Esse comportamento gera impactos em toda a cadeia produtiva, afetando fabricantes de equipamentos agrícolas, empresas de logística, fornecedores de insumos e prestadores de serviços.

Recuperação judicial reflete cenário econômico mais amplo

Embora o agronegócio concentre atualmente um número elevado de recuperações judiciais, especialistas ressaltam que o fenômeno não é exclusivo do setor.

Empresas de diversos segmentos da economia brasileira também enfrentam dificuldades financeiras em decorrência dos juros elevados, da restrição ao crédito, das incertezas fiscais e da volatilidade econômica internacional.

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Na avaliação de Denis Barroso, a recuperação judicial deve ser encarada como um instrumento de reorganização financeira, e não como a primeira alternativa diante das dificuldades.

Segundo ele, muitas empresas ainda podem recorrer à renegociação de dívidas, revisão operacional, reestruturação financeira e atração de novos investidores antes de ingressarem com um pedido judicial.

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Planejamento financeiro ganha protagonismo

Para Benito Pedro, sócio da Avante Assessoria Empresarial e especialista em reestruturação empresarial, o momento exige uma mudança na forma como empresas e produtores administram sua estrutura de capital.

Segundo ele, o ambiente econômico atual não permite mais decisões baseadas apenas no curto prazo ou no adiamento constante de passivos financeiros.

A adoção de estratégias de renegociação com credores, revisão dos custos operacionais e fortalecimento da gestão financeira torna-se cada vez mais importante para preservar a competitividade das empresas.

Gestão de risco será decisiva nos próximos anos

O crescimento recorde das recuperações judiciais no agronegócio evidencia que os desafios do setor vão além da produção agrícola.

Mesmo mantendo elevada eficiência no campo, produtores e empresas precisam enfrentar um ambiente caracterizado por crédito mais caro, custos elevados, margens reduzidas e maior seletividade dos financiadores.

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Na avaliação dos especialistas, os próximos anos exigirão disciplina financeira, planejamento estratégico e gestão ativa de riscos para garantir a sustentabilidade dos negócios rurais.

Mais do que produzir bem, o desafio do agronegócio brasileiro passa a ser transformar produtividade em rentabilidade, preservando a capacidade de investimento e a saúde financeira em um cenário econômico cada vez mais desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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