Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Bioeletricidade sofre com cortes do ONS e usinas alertam para impactos na produção de energia, biocombustíveis e alimentos

Publicado em

Os cortes mandatórios na geração de energia elétrica, conhecidos como curtailment, têm ampliado os desafios para o setor de bioeletricidade no Brasil. A medida, adotada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para preservar o equilíbrio da rede diante da elevada oferta de energia solar e eólica em determinados períodos, provoca consequências que vão muito além da redução da produção de eletricidade nas usinas movidas à biomassa.

Ao contrário de outras fontes renováveis, a bioeletricidade está diretamente integrada aos processos industriais de diversas cadeias do agronegócio. Dessa forma, a interrupção da geração elétrica impacta também a eficiência operacional das plantas industriais, elevando custos e reduzindo a competitividade do setor.

Biomassa possui características diferentes de outras fontes renováveis

A geração de bioeletricidade utiliza matérias-primas já processadas, como bagaço de cana-de-açúcar, casca de arroz e resíduos florestais, cuja utilização ocorre de forma integrada à produção de biocombustíveis, açúcar, etanol, celulose, alimentos e outros derivados.

Diferentemente das hidrelétricas, parques eólicos e usinas solares, onde a interrupção representa principalmente a perda temporária da geração elétrica, nas usinas de biomassa o corte afeta um sistema industrial contínuo. Isso significa que vapor, calor e energia são produzidos simultaneamente para manter o funcionamento das unidades industriais.

Leia Também:  Manejo de plantas daninhas na cana-de-açúcar: primeiros meses do canavial definem a produtividade da safra

Na prática, reduzir a geração de energia implica também gerar ineficiências operacionais, uma vez que esses processos possuem baixa flexibilidade para ajustes rápidos de despacho.

Advertisement
Curtailment reduz receitas e aumenta custos operacionais

Além da perda direta de receita com a comercialização da energia elétrica, o curtailment pode provocar desperdício do potencial energético da biomassa, aumento dos custos industriais e redução da eficiência das operações.

Como a matéria-prima já foi colhida, transportada, processada e armazenada, a impossibilidade de converter esse potencial energético em eletricidade representa perda econômica significativa para as usinas.

O efeito torna-se ainda mais relevante durante a safra da cana-de-açúcar, quando a cogeração de energia acompanha o ritmo da moagem e da produção de açúcar e etanol.

Setor defende critérios técnicos para priorização do despacho

Representantes do segmento avaliam que as decisões relacionadas ao despacho de energia devem considerar as particularidades da bioeletricidade, cuja produção está integrada às atividades industriais do agronegócio.

Segundo especialistas, limitar a geração dessa fonte sem avaliar seus impactos sistêmicos pode comprometer não apenas a oferta de energia renovável, mas também a competitividade das cadeias produtivas que dependem da biomassa para produzir combustíveis renováveis, alimentos e diversos insumos industriais.

Advertisement

Nesse contexto, o setor defende que os critérios utilizados pelo ONS levem em consideração os custos de oportunidade envolvidos na geração por biomassa, preservando a viabilidade econômica das usinas e garantindo maior equilíbrio entre segurança energética, eficiência operacional e desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Leia Também:  Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo
Bioeletricidade segue estratégica para a transição energética

Mesmo diante dos desafios operacionais, a bioeletricidade continua sendo uma das principais fontes renováveis e despacháveis da matriz elétrica nacional. Além de aproveitar resíduos agroindustriais, a tecnologia contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, amplia a segurança energética e agrega valor às cadeias produtivas do campo.

Com o crescimento da participação das fontes intermitentes no sistema elétrico brasileiro, especialistas defendem o aperfeiçoamento das regras de operação para evitar que os cortes na geração comprometam investimentos, empregos e a expansão de uma fonte considerada estratégica para o futuro energético do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Exportações de madeira brasileira recuam 8% em 2026 com impacto de tarifas, dólar e custos logísticos

Published

on

As exportações brasileiras de madeira registraram retração no primeiro semestre de 2026, pressionadas pelo cenário internacional de custos elevados, oscilações cambiais e barreiras comerciais. Dados do setor apontam que os dez principais produtos acompanhados pela WoodFlow tiveram redução de 6% no volume embarcado e queda de 8% no valor exportado entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo informações do portal ComexStat, as vendas externas de produtos de madeira somaram US$ 855,2 milhões no acumulado do ano, contra US$ 929,5 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

Apesar do desempenho negativo no semestre, o mercado apresentou sinais de estabilidade em junho, quando as exportações alcançaram US$ 154,4 milhões, praticamente em linha com os US$ 155 milhões movimentados em maio.

Setor madeireiro enfrenta desafios no mercado internacional

A redução das exportações brasileiras de madeira está relacionada principalmente ao aumento das incertezas no comércio global. Entre os fatores que influenciaram os resultados estão as políticas tarifárias dos Estados Unidos, a volatilidade do dólar e o avanço dos custos de produção e transporte internacional.

Para representantes do setor, esses elementos reduziram a competitividade dos produtos brasileiros diante de outros fornecedores globais.

Advertisement

Mesmo com as dificuldades, as empresas nacionais vêm ampliando estratégias para reduzir riscos, investindo em diversificação de produtos, mercados consumidores e maior eficiência operacional.

Leia Também:  Acre supera metas de exportação, amplia vendas para 26 países e registra PIB per capita recorde
Estados Unidos seguem como principal destino da madeira brasileira

O mercado norte-americano continua sendo um dos principais compradores da madeira brasileira. No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos responderam por 24,7% das exportações nacionais do segmento, mantendo posição estratégica para os produtores brasileiros.

A forte participação norte-americana, porém, também aumenta a exposição do setor às mudanças na política comercial do país.

Especialistas avaliam que a redução de barreiras tarifárias poderia contribuir para recuperar a competitividade dos exportadores brasileiros e melhorar as margens dos produtores.

Europa amplia exigências ambientais para produtos de madeira

Além dos Estados Unidos, a União Europeia permanece como um mercado relevante para a madeira brasileira, especialmente para produtos como compensados de pinus.

Advertisement

No entanto, os exportadores precisam se preparar para novas exigências ambientais. A entrada em vigor do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR) representa uma mudança importante nos critérios de acesso ao mercado europeu.

A legislação estabelece que produtos comercializados no bloco devem comprovar que não são provenientes de áreas associadas ao desmatamento após 2020.

Empresas que anteciparem processos de rastreabilidade, documentação e comprovação da origem da matéria-prima poderão conquistar vantagem competitiva diante das novas regras internacionais.

Rastreabilidade se torna diferencial para exportadores

A sustentabilidade passou a ser um dos principais critérios para compradores internacionais de produtos florestais.

Além da qualidade e do preço, mercados consumidores exigem cada vez mais informações sobre a origem da madeira, práticas de manejo e conformidade ambiental.

Advertisement

Nesse cenário, produtores brasileiros que investirem em tecnologia, certificações e sistemas de controle terão melhores condições de atender às demandas globais.

Leia Também:  Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo
Mercado interno ganha importância para o setor madeireiro

Após um primeiro semestre marcado por oscilações nas exportações e no câmbio, empresas do setor avaliam que a diversificação continuará sendo uma estratégia essencial para os próximos meses.

Além da busca por novos mercados internacionais, o desenvolvimento do consumo interno aparece como uma oportunidade para reduzir a dependência das vendas externas.

A expectativa é que o setor avance em soluções de maior valor agregado, ampliando a presença da madeira brasileira em diferentes segmentos da construção civil, indústria moveleira e cadeias sustentáveis.

Perspectivas para as exportações de madeira brasileira

Mesmo diante dos desafios globais, o Brasil mantém vantagens competitivas no mercado florestal, com disponibilidade de matéria-prima, capacidade produtiva e crescente adoção de práticas sustentáveis.

Advertisement

Para 2026, o desempenho das exportações dependerá principalmente da evolução das tarifas internacionais, comportamento do dólar, custos logísticos e adaptação às novas exigências ambientais.

A combinação entre diversificação comercial, inovação e rastreabilidade será determinante para fortalecer a participação da madeira brasileira no comércio mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA