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AGRONEGÓCIO

Boi gordo sobe em São Paulo e avança em Mato Grosso com oferta restrita

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O mercado do boi gordo iniciou o período mais recente com valorização nas principais praças pecuárias do país, impulsionado pela combinação de oferta restrita e demanda aquecida por parte dos frigoríficos. Em São Paulo e em regiões estratégicas de Mato Grosso, o cenário tem favorecido a alta das cotações, especialmente para animais terminados.

Alta do boi gordo em São Paulo é sustentada por menor oferta

Em São Paulo, a redução na disponibilidade de animais prontos para abate, aliada à necessidade de recomposição das escalas por parte de frigoríficos menores, contribuiu para a elevação dos preços.

Essas indústrias, com maior dificuldade em alongar suas programações, passaram a ofertar valores mais altos pela arroba. Já os frigoríficos com escalas mais confortáveis conseguiram negociar com maior tranquilidade.

Nesse contexto, a cotação do boi gordo registrou alta de R$ 3,00/@, enquanto o chamado “boi China” teve valorização de R$ 2,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis.

As escalas de abate no estado ficaram, em média, em sete dias, indicando relativa estabilidade no abastecimento, ainda que com viés de firmeza nos preços.

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Mato Grosso registra valorização generalizada nas cotações

No Mato Grosso, o movimento também foi de alta, com frigoríficos atuando de forma mais ativa na compra de animais para completar suas escalas, diante da oferta restrita.

  • Região Norte: Na região Norte do estado, todas as categorias apresentaram valorização de R$ 2,00/@. As escalas de abate ficaram, em média, em oito dias.
  • Região Sudoeste; Na região Sudoeste, o boi gordo teve alta de R$ 3,00/@, enquanto a novilha avançou R$ 5,00/@. A cotação da vaca permaneceu estável. As escalas estavam mais curtas, com média de quatro dias.
  • Região de Cuiabá: Na região de Cuiabá, a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@, e a vaca teve valorização de R$ 2,00/@. A novilha manteve estabilidade. As escalas de abate estavam, em média, em seis dias.
  • Região Sudeste: Já na região Sudeste do estado, o boi gordo e a vaca registraram alta de R$ 2,00/@, enquanto a novilha teve valorização de R$ 3,00/@. As escalas ficaram, em média, em cinco dias.
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Além disso, o “boi China” no estado também apresentou valorização de R$ 2,00/@, acompanhando a tendência observada em outras praças.

Cenário atual do boi gordo indica mercado firme no curto prazo

O cenário atual do mercado do boi gordo aponta para manutenção da firmeza nas cotações no curto prazo. A combinação de oferta limitada de animais terminados e demanda consistente da indústria frigorífica continua sendo o principal fator de sustentação dos preços.

Mesmo com escalas de abate relativamente ajustadas, a necessidade de reposição por parte de algumas indústrias mantém o ambiente favorável para novas altas, especialmente em regiões onde a disponibilidade de gado segue mais restrita.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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