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AGRONEGÓCIO

China amplia investimentos em agroquímicos no Brasil e fortalece parceria estratégica para o agronegócio

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A crescente participação da China no mercado brasileiro de agroquímicos vem consolidando uma nova fase da parceria estratégica entre os dois países e promete influenciar diretamente os custos de produção, o acesso à inovação e a competitividade do agronegócio nacional.

O tema estará em destaque durante o 17º Brasil AgrochemShow, que será realizado nos dias 3 e 4 de agosto, em São Paulo. Um dos principais nomes da programação será o pesquisador Zhang Jinlong, que apresentará a palestra “Desafios na cadeia de suprimentos da China”, abordando as transformações do mercado global de insumos agrícolas e seus reflexos para o Brasil.

China consolida liderança no mercado global de agroquímicos

Além de ser o maior importador mundial de diversas commodities agrícolas, a China ocupa posição de liderança na produção e exportação de agroquímicos, fornecendo moléculas, ingredientes ativos e tecnologias utilizadas em praticamente todas as principais culturas agrícolas brasileiras.

Nos últimos anos, a reorganização das cadeias globais de suprimentos, impulsionada por fatores geopolíticos e econômicos, elevou a importância do país asiático como fornecedor estratégico de insumos para o agronegócio mundial.

Segundo Zhang Jinlong, a indústria agroquímica chinesa reúne vantagens competitivas que favorecem produtores rurais em diversos países.

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“A indústria agroquímica possui vantagens relevantes em escala de produção, diversidade de portfólio e eficiência de custos. Isso amplia o acesso dos produtores brasileiros a moléculas, tecnologias e soluções mais competitivas”, afirma o pesquisador.

Tecnologia, inovação e eficiência fortalecem a cadeia produtiva

De acordo com Jinlong, um dos diferenciais da indústria chinesa é a integração completa de sua cadeia produtiva, aliada ao elevado investimento em pesquisa, engenharia e inovação tecnológica.

Essa estrutura permite maior estabilidade no abastecimento global de insumos agrícolas, fator considerado essencial diante do aumento da demanda mundial por alimentos e das incertezas geopolíticas que vêm afetando o comércio internacional.

O especialista destaca que a capacidade financeira das empresas chinesas e o desenvolvimento contínuo de novas tecnologias têm ampliado a competitividade do setor agrícola em diversos mercados.

Empresas chinesas ampliam operações no Brasil

A presença das empresas chinesas no mercado brasileiro também vem crescendo de forma consistente. Além do fornecimento de produtos, diversas companhias passaram a investir diretamente no país por meio do registro local de defensivos agrícolas, abertura de subsidiárias e formação de equipes técnicas e comerciais.

Esse movimento aproxima fornecedores dos produtores rurais brasileiros, reduz etapas na cadeia de distribuição e amplia o acesso a soluções voltadas ao controle de plantas daninhas, pragas e doenças que afetam as lavouras.

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Especialistas avaliam que essa aproximação também tende a gerar maior previsibilidade no abastecimento, reduzir riscos logísticos e fortalecer a competitividade do setor agrícola nacional.

Relação Brasil-China ganha importância estratégica

O fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China tem impulsionado novos investimentos, ampliado a cooperação tecnológica e consolidado uma parceria considerada estratégica para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Além dos ganhos econômicos, a integração entre os mercados pode contribuir para reduzir impactos de oscilações cambiais, aumentar a eficiência das cadeias de suprimentos e acelerar a chegada de novas tecnologias ao campo.

AgrochemShow debate o futuro da cadeia global de insumos

Durante o 17º Brasil AgrochemShow, especialistas nacionais e internacionais discutirão os desafios para tornar a cadeia global de suprimentos mais resiliente diante das mudanças geopolíticas, da evolução tecnológica e das exigências crescentes por produtividade e sustentabilidade na agricultura.

O evento também abordará temas relacionados à inovação, pesquisa, regulamentação, novas moléculas, bioinsumos e perspectivas para o mercado brasileiro de defensivos agrícolas.

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A participação nas palestras será realizada mediante inscrição. Como forma de ingresso, os participantes deverão doar cestas básicas, que serão destinadas à instituição beneficente Crê-Ser. Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou cerca de 14 toneladas de alimentos, equivalentes a aproximadamente R$ 250 mil em doações para a entidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Recuperações judiciais no agronegócio batem recorde mesmo com safra forte e expõem impacto dos juros altos no campo

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O agronegócio brasileiro vive um cenário de contrastes em 2026. Enquanto a produção agrícola segue em níveis elevados, impulsionada por boas safras e alta produtividade, o setor enfrenta um agravamento da situação financeira de produtores e empresas. O reflexo mais evidente desse movimento é o aumento recorde dos pedidos de recuperação judicial.

Dados da Serasa Experian mostram que 1.990 recuperações judiciais foram registradas no agronegócio em 2025, maior número da série histórica iniciada em 2021. O volume representa crescimento de 56,4% em relação a 2024 e é quase quatro vezes superior ao registrado em 2023, quando foram contabilizados 534 pedidos.

Embora ainda não existam números consolidados para 2026, especialistas avaliam que os fatores que pressionam o setor permanecem presentes e não indicam uma reversão estrutural no curto prazo.

Alta produtividade não garante rentabilidade

Na avaliação de especialistas, o aumento das recuperações judiciais não está relacionado à capacidade produtiva do agronegócio, mas ao estreitamento das margens de lucro provocado pelo aumento dos custos e pela dificuldade de acesso ao crédito.

Segundo Denis Barroso, sócio da Barroso Advogados Associados e especialista em recuperação empresarial, muitos produtores continuam colhendo boas safras, mas recebem menos pelas commodities enquanto enfrentam custos significativamente maiores para produzir.

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O resultado é uma combinação de insumos mais caros, juros elevados e preços agrícolas mais voláteis, fatores que reduzem a rentabilidade da atividade e comprometem a capacidade de pagamento das dívidas.

Juros elevados pressionam toda a cadeia do agronegócio

Entre os principais fatores que explicam o aumento das dificuldades financeiras está o elevado custo do crédito rural.

Nos últimos anos, muitos produtores renegociaram dívidas em um ambiente financeiro que já apresentava juros elevados. Com a manutenção da política monetária restritiva e maior seletividade das instituições financeiras, o refinanciamento tornou-se ainda mais caro.

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Segundo Denis Barroso, esse movimento cria um efeito cumulativo sobre o endividamento das propriedades rurais.

Além do produtor, o aperto no crédito também afeta cooperativas, tradings, revendas de insumos, transportadoras e diversas empresas ligadas ao agronegócio, reduzindo a circulação de recursos em economias fortemente dependentes da atividade agrícola.

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Inadimplência cresce no meio rural

Os sinais de deterioração financeira também aparecem nos indicadores de inadimplência.

Dados da Serasa Experian apontam que 8,3% da população rural estava inadimplente no terceiro trimestre de 2025, avanço de 0,9 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O aumento reforça o ambiente de maior cautela por parte das instituições financeiras, que passaram a exigir garantias mais robustas e adotaram critérios mais rigorosos para concessão de novos financiamentos.

Crédito restrito reduz investimentos no campo

Especialistas destacam que o atual cenário modifica significativamente a dinâmica de investimento no agronegócio.

Com menos acesso ao crédito e custos financeiros elevados, produtores e empresas tendem a adiar investimentos em máquinas, tecnologia, infraestrutura e expansão da produção.

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Esse comportamento gera impactos em toda a cadeia produtiva, afetando fabricantes de equipamentos agrícolas, empresas de logística, fornecedores de insumos e prestadores de serviços.

Recuperação judicial reflete cenário econômico mais amplo

Embora o agronegócio concentre atualmente um número elevado de recuperações judiciais, especialistas ressaltam que o fenômeno não é exclusivo do setor.

Empresas de diversos segmentos da economia brasileira também enfrentam dificuldades financeiras em decorrência dos juros elevados, da restrição ao crédito, das incertezas fiscais e da volatilidade econômica internacional.

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Na avaliação de Denis Barroso, a recuperação judicial deve ser encarada como um instrumento de reorganização financeira, e não como a primeira alternativa diante das dificuldades.

Segundo ele, muitas empresas ainda podem recorrer à renegociação de dívidas, revisão operacional, reestruturação financeira e atração de novos investidores antes de ingressarem com um pedido judicial.

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Planejamento financeiro ganha protagonismo

Para Benito Pedro, sócio da Avante Assessoria Empresarial e especialista em reestruturação empresarial, o momento exige uma mudança na forma como empresas e produtores administram sua estrutura de capital.

Segundo ele, o ambiente econômico atual não permite mais decisões baseadas apenas no curto prazo ou no adiamento constante de passivos financeiros.

A adoção de estratégias de renegociação com credores, revisão dos custos operacionais e fortalecimento da gestão financeira torna-se cada vez mais importante para preservar a competitividade das empresas.

Gestão de risco será decisiva nos próximos anos

O crescimento recorde das recuperações judiciais no agronegócio evidencia que os desafios do setor vão além da produção agrícola.

Mesmo mantendo elevada eficiência no campo, produtores e empresas precisam enfrentar um ambiente caracterizado por crédito mais caro, custos elevados, margens reduzidas e maior seletividade dos financiadores.

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Na avaliação dos especialistas, os próximos anos exigirão disciplina financeira, planejamento estratégico e gestão ativa de riscos para garantir a sustentabilidade dos negócios rurais.

Mais do que produzir bem, o desafio do agronegócio brasileiro passa a ser transformar produtividade em rentabilidade, preservando a capacidade de investimento e a saúde financeira em um cenário econômico cada vez mais desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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