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AGRONEGÓCIO

Corteva abre vagas de estágio em agronomia com bolsa de R$ 2,9 mil e oportunidades em 13 estados

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A Corteva Agriscience está com inscrições abertas para uma nova edição do seu Programa de Estágio 2026, voltado a estudantes de agronomia e engenharia agronômica. A multinacional, que atua nos segmentos de sementes, defensivos agrícolas e biológicos, disponibiliza 21 vagas distribuídas em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal.

As inscrições podem ser realizadas entre os dias 6 e 31 de maio, por meio do site da Companhia de Estágios. A previsão de admissão dos selecionados é para agosto deste ano.

Programa de estágio da Corteva mira formação de novos talentos do agro

As oportunidades são destinadas a universitários que estejam no período obrigatório de estágio curricular. O programa busca oferecer experiência prática em áreas estratégicas do agronegócio, promovendo capacitação técnica e desenvolvimento profissional.

Segundo Claudia Pohlmann, diretora de Recursos Humanos da Corteva, a iniciativa tem se consolidado como uma importante porta de entrada para jovens profissionais no setor agropecuário.

“A proposta é permitir que os estudantes desenvolvam suas competências em um ambiente voltado à inovação, sustentabilidade e transformação do agronegócio brasileiro”, destaca a executiva.

Estagiários poderão atuar em diversas áreas do agro

Os candidatos aprovados poderão atuar em setores como:

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  • Comercial;
  • Comercial de Campo;
  • Pesquisa & Desenvolvimento;
  • Produção de Sementes;
  • Proteção de Cultivos.

O estágio terá carga horária de 8 horas diárias, totalizando 40 horas semanais, com duração de seis meses.

O processo seletivo inclui etapas de inscrição online, apresentações, painéis, estudos de caso e entrevistas.

Bolsa auxílio chega a R$ 2,9 mil

A Corteva oferece bolsa auxílio mensal de R$ 2.920, além de um pacote de benefícios voltado ao desenvolvimento e bem-estar dos estudantes.

Entre os benefícios oferecidos estão:

  • Assistência médica e odontológica;
  • Subsídio farmácia;
  • Auxílio transporte;
  • Auxílio refeição;
  • Auxílio internet;
  • Seguro de vida;
  • Wellhub;
  • Apoio psicológico, jurídico e financeiro.
Programa inclui inglês, mentorias e capacitação profissional

O Programa de Estágio da Corteva também prevê uma trilha estruturada de desenvolvimento técnico e comportamental, com mentorias, feedbacks contínuos e acesso a plataformas de aprendizagem.

Os estagiários terão acesso a cursos de inglês em plataforma digital e treinamentos profissionais por meio do LinkedIn Learning, ampliando as oportunidades de capacitação ao longo da jornada.

Confira as cidades com vagas abertas no Programa de Estágio Corteva 2026
  • Bahia
  • Luís Eduardo Magalhães
  • Teixeira de Freitas
  • Distrito Federal
  • Planaltina
  • Goiás
  • Formosa
  • Rio Verde
  • Itumbiara
  • Mato Grosso
  • Campo Grosso
  • Primavera do Leste
  • Sorriso
  • Sinop
  • Mato Grosso do Sul
  • Dourados
  • Minas Gerais
  • Alfenas
  • Paraná
  • Campo Mourão
  • Londrina
  • Toledo
  • Pernambuco
  • Petrolina
  • Piauí
  • Uruçuí
  • Rio Grande do Sul
  • Passo Fundo
  • Santa Rosa
  • Rondônia
  • Vilhena
  • São Paulo
  • Mogi Mirim
  • Tocantins
  • Palmas
Como se inscrever no estágio da Corteva

Os interessados devem realizar a inscrição até 31 de maio por meio da plataforma da Companhia de Estágios, responsável pelo processo seletivo do programa.

Programa de Estágio Corteva 2026

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Justiça suspende cobrança de dívida rural e garante fôlego financeiro a pecuarista no Paraná

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Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu a cobrança de uma dívida rural de R$ 1 milhão e proibiu a negativação do nome de um pecuarista de Nova Londrina, no noroeste do estado. A medida representa um importante precedente para produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras provocadas por oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

O caso envolve o pecuarista Silvio Peres, diretor do sindicato patronal rural do município, que contratou financiamento para custeio e ampliação da atividade pecuária. A fazenda da família, administrada há três gerações desde o fim da década de 1960, possui cerca de 120 alqueires e trabalha com criação de gado nelore e cruzamento com angus.

Atualmente, a propriedade produz entre 350 e 400 cabeças por ano, com entrega aproximada de 6,4 mil arrobas anuais para uma cooperativa de carnes. O recurso obtido junto à instituição financeira foi utilizado para ampliar o rebanho, adquirir bezerros e aumentar o capital de giro da operação.

Queda da arroba e alta dos custos pressionaram a atividade

Segundo o produtor, o investimento ocorreu em um período de valorização da pecuária, quando havia expectativa de crescimento da rentabilidade e expansão da produção. No entanto, durante o ciclo produtivo, o cenário mudou drasticamente.

De acordo com Peres, houve forte desvalorização da arroba bovina no momento da comercialização dos animais, gerando perdas significativas. “Compramos os animais em um período de valorização e, na hora da venda, o mercado virou. Tivemos uma queda significativa no preço da arroba, com deságio de 30% a 40%, e os custos de produção também subiram”, relatou.

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Além da queda nos preços, a propriedade enfrentou impactos climáticos provocados por um período de veranico, que comprometeu as pastagens e obrigou o uso intensivo de suplementação alimentar com ração. O aumento das despesas reduziu as margens da atividade e comprometeu a capacidade de pagamento do financiamento.

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Produtor buscou renegociação antes do vencimento da dívida

Antes do vencimento das parcelas, o pecuarista procurou a instituição financeira para solicitar a prorrogação da dívida rural. Com apoio jurídico, apresentou laudos técnicos, demonstrativos financeiros e um cronograma compatível com a nova realidade econômica da fazenda.

Mesmo com a documentação, o pedido foi negado pelo banco sem análise individualizada da situação da atividade pecuária. A instituição manteve as medidas de cobrança e a possibilidade de restrição de crédito, entendimento inicialmente mantido também pela primeira instância judicial.

No recurso ao Tribunal de Justiça, a defesa argumentou que a crise enfrentada pelo produtor decorre de fatores externos, como volatilidade do mercado pecuário e aumento dos custos operacionais, e não de má gestão da propriedade.

A defesa também sustentou que o Manual de Crédito Rural prevê o alongamento das dívidas em situações de dificuldade temporária, especialmente quando há comprovação técnica da capacidade futura de pagamento.

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Tribunal reconhece direito ao alongamento da dívida rural

Ao analisar o caso, o desembargador responsável pela decisão entendeu que os documentos apresentados demonstram uma dificuldade financeira pontual e reconheceu respaldo legal para a prorrogação da dívida.

A decisão menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o alongamento da dívida rural não é mera faculdade da instituição financeira, mas um direito do produtor rural quando preenchidos os requisitos legais.

O magistrado também destacou que a negativação de produtores rurais vai além de uma restrição cadastral, afetando diretamente a continuidade da atividade agropecuária.

Segundo a decisão, a limitação ao crédito compromete o acesso a recursos fundamentais para aquisição de insumos, manutenção do rebanho, compra de ração e continuidade da produção.

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Com a liminar, ficou determinada a suspensão imediata da exigibilidade da dívida. O banco também foi impedido de realizar ou manter registros de inadimplência relacionados aos contratos discutidos no processo.

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Especialista aponta necessidade de análise individualizada no crédito rural

Para o advogado do pecuarista e especialista em direito do agronegócio, Raphael Condado, o caso evidencia a importância de uma análise mais técnica e individualizada por parte das instituições financeiras.

Segundo ele, o produtor apresentou documentação completa, comprovou a nova capacidade de pagamento e buscou renegociação dentro do prazo contratual.

“O produtor apresentou documentação técnica, demonstrou nova capacidade de pagamento e buscou o banco dentro do prazo. Ainda assim, teve o pedido negado sem uma análise justa. A decisão corrige esse desequilíbrio e garante que a situação seja avaliada com base na efetiva realidade da atividade rural”, afirmou.

O especialista destacou ainda que a própria dinâmica da pecuária exige mecanismos de renegociação em momentos de instabilidade.

“A pecuária trabalha com ciclos longos e está exposta às oscilações de mercado e custos de produção. Quando existe uma dificuldade temporária, o alongamento da dívida é um instrumento previsto justamente para preservar a atividade produtiva”, explicou.

Decisão garante continuidade da atividade pecuária

Para Silvio Peres, a decisão judicial representa uma oportunidade de manter a fazenda em funcionamento e reorganizar financeiramente a atividade.

“Com certeza o resultado no tribunal nos trouxe um fôlego diante da impossibilidade de pagar essa conta. Tentamos negociar com o banco, mas ele apenas queria executar a dívida, mesmo com toda a situação comprovada. Por isso buscamos a Justiça, para conseguir permanecer na atividade”, concluiu o pecuarista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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