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Dólar oscila com atenção aos juros dos EUA e fluxo para emergentes; mercado acompanha impacto sobre o real

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O mercado de câmbio iniciou os negócios monitorando o comportamento dos juros dos Estados Unidos e o fluxo de capital para países emergentes, em um ambiente marcado por ajustes técnicos da moeda norte-americana e cautela dos investidores diante do cenário internacional.

Segundo análise de Márcio Riauba, da StoneX, o dólar apresenta um comportamento mais técnico neste momento, sustentado por um ambiente externo moderadamente positivo, enquanto o mercado continua avaliando os próximos passos da política monetária norte-americana.

A atenção permanece concentrada na curva de juros dos Estados Unidos, especialmente nos vencimentos mais longos. Qualquer movimento de alta nessa ponta pode elevar o diferencial de juros global, reduzir o apetite por ativos de risco e pressionar moedas emergentes, como o real.

No cenário doméstico, a curva de juros futuros segue sensível às incertezas fiscais e à comunicação do Banco Central. O mercado acompanha principalmente os sinais relacionados ao calendário de possíveis cortes da taxa Selic e à capacidade da autoridade monetária de manter as expectativas de inflação ancoradas.

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Outro fator relevante para o comportamento do câmbio está no fluxo financeiro e comercial. Exportadores podem aproveitar momentos de valorização do dólar para realizar vendas da moeda e reforçar a entrada de recursos no mercado doméstico. Ainda assim, o fluxo comercial segue reagindo de forma tática às oscilações do ambiente externo.

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As commodities continuam oferecendo algum suporte ao real, especialmente diante da relevância das exportações brasileiras de produtos agrícolas e minerais. No entanto, esse fator ainda não é suficiente para determinar sozinho a direção do câmbio.

De acordo com a análise da StoneX, caso o cenário internacional mantenha um viés mais favorável, o real pode ganhar força impulsionado pelo fluxo de carry trade, movimento em que investidores buscam mercados com juros mais elevados. Esse ambiente tende a reduzir os prêmios de risco na curva futura de juros brasileira.

Por outro lado, uma eventual piora no cenário global, acompanhada de alta nos juros americanos ou aumento da aversão ao risco, pode voltar a pressionar o mercado doméstico. Nesse contexto, a tendência seria de reabertura dos juros longos no Brasil e valorização do dólar frente ao real.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de madeira crescem 34% em abril e setor reage após meses de retração

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As exportações brasileiras de produtos de madeira registraram forte recuperação em abril de 2026, encerrando um primeiro trimestre marcado por retração nas vendas externas. Dados do portal ComexStat, analisados pela WoodFlow, apontam crescimento expressivo tanto em volume quanto em faturamento no período.

Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos monitorada pela WoodFlow somaram 771,3 mil metros cúbicos em abril, avanço de 38% frente aos 515,5 mil metros cúbicos exportados em março.

Em valor FOB, as exportações passaram de US$ 128,3 milhões para US$ 171,8 milhões, crescimento de 34% no comparativo mensal.

O resultado representa a primeira alta do ano acima dos níveis registrados em 2025, tanto em volume quanto em faturamento.

Estados Unidos impulsionam retomada das exportações de madeira

Parte importante da recuperação observada em abril veio da retomada da demanda dos Estados Unidos, após a redução das tarifas de importação aplicadas sobre produtos brasileiros.

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As tarifas caíram de 50% para 10%, favorecendo a retomada das negociações e ampliando a competitividade da madeira brasileira no mercado norte-americano.

Segundo o CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo, os Estados Unidos responderam por aproximadamente 33% das exportações brasileiras de madeira em abril.

“Para ilustrar a relevância desse mercado, as exportações de compensado de Pinus para os Estados Unidos foram de apenas US$ 8,2 milhões em março e voltaram ao patamar de 2025, com US$ 26,4 milhões em abril”, destacou.

O executivo afirmou ainda que parte das negociações internacionais voltou a ganhar ritmo, embora o setor siga atento à elevada instabilidade do cenário global.

Madeira serrada de Pinus lidera exportações em abril

Entre os produtos com maior destaque no mês, a madeira serrada de Pinus liderou a pauta exportadora brasileira.

O segmento embarcou 320,5 mil metros cúbicos em abril, gerando faturamento de US$ 74 milhões.

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Na sequência aparece o compensado de Pinus, que alcançou 234,6 mil metros cúbicos exportados e movimentou US$ 69,2 milhões em valor FOB.

Os dados reforçam a importância dos produtos florestais industrializados na pauta exportadora brasileira.

Exportações de madeira ainda acumulam queda em 2026

Apesar da recuperação observada em abril, o desempenho acumulado do setor em 2026 ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram US$ 544,2 milhões, enquanto no mesmo intervalo de 2025 o faturamento havia alcançado aproximadamente US$ 632,3 milhões.

Em volume, os embarques passaram de cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos em 2025 para aproximadamente 2,25 milhões de metros cúbicos neste ano.

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O cenário ainda reflete os efeitos da desaceleração da demanda internacional, da volatilidade logística e das incertezas econômicas globais observadas nos últimos meses.

Setor florestal monitora guerra no Oriente Médio e impactos nos fretes

Mesmo com o desempenho mais positivo em abril, o setor exportador brasileiro de madeira segue acompanhando fatores externos que podem afetar a competitividade dos embarques nos próximos meses.

Segundo Gustavo Milazzo, os desdobramentos da guerra envolvendo o Irã permanecem no radar da indústria, principalmente devido aos possíveis impactos sobre fretes marítimos, combustíveis e custos logísticos globais.

Além disso, o mercado monitora os efeitos das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após recentes movimentações diplomáticas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump.

A avaliação do setor é que o cenário internacional continuará sendo decisivo para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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