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Dólar oscila com disputa pela Ptax e dados econômicos; mercado financeiro acompanha emprego no Brasil e EUA

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (30) em clima de cautela, com o dólar comercial oscilando próximo da estabilidade diante do real em uma sessão marcada pela formação da Ptax de fim de mês e pela expectativa em torno de importantes indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

Nas primeiras negociações do dia, a moeda norte-americana chegou a subir cerca de 0,30%, sendo negociada na faixa de R$ 5,19, após ter encerrado a segunda-feira cotada em aproximadamente R$ 5,17, com leve valorização frente ao real. As oscilações refletem tanto fatores domésticos quanto o fortalecimento global do dólar diante de outras moedas.

Na B3, o contrato futuro de dólar para agosto passou a concentrar maior volume de negócios e também registrou leve alta nas primeiras horas do pregão, acompanhando a busca dos investidores por proteção cambial.

Disputa pela Ptax aumenta volatilidade

O principal fator doméstico desta terça-feira é a definição da Ptax de fechamento de junho, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros, derivativos, operações financeiras e instrumentos de hedge.

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Tradicionalmente, o último dia útil do mês concentra uma intensa disputa entre participantes do mercado, que buscam influenciar a formação da taxa conforme suas posições compradas ou vendidas em dólar.

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Por esse motivo, a volatilidade costuma aumentar especialmente nos horários das coletas oficiais realizadas pelo Banco Central, às 10h, 11h, 12h e 13h.

Mercado acompanha indicadores econômicos

Além da Ptax, investidores acompanham atentamente a divulgação de indicadores ligados ao mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos.

Os números podem alterar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária dos dois países, influenciando o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil e afetando diretamente o comportamento do câmbio e da renda variável.

No cenário internacional, o dólar também ganha força frente a diversas moedas, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores antes da divulgação de novos dados econômicos americanos.

Ibovespa busca direção

As negociações na B3 também começam sob expectativa. Na sessão anterior, o Ibovespa encerrou praticamente estável, com recuo de apenas 0,05%, aos 173.205 pontos, em um pregão de baixa liquidez.

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Os investidores seguem avaliando o cenário internacional, o comportamento das commodities, as perspectivas para os juros e a entrada de novos dados macroeconômicos que podem influenciar os mercados ao longo do dia.

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Desempenho acumulado dos mercados

Até o momento, os principais indicadores apresentam o seguinte desempenho:

  • Dólar comercial
    • Semana: +0,15%;
    • Junho: +2,63%;
    • 2026: -5,72%.
  • Ibovespa
    • Semana: -0,05%;
    • Junho: -0,37%;
    • 2026: +7,46%.
Perspectiva para o restante do pregão

Analistas avaliam que a tendência para o restante da sessão continuará sendo de elevada volatilidade. A combinação entre a formação da Ptax, a divulgação de indicadores econômicos e o fortalecimento do dólar no exterior deve manter investidores atentos aos movimentos do mercado cambial.

Caso os dados de emprego surpreendam ou haja mudanças nas expectativas sobre os juros americanos, tanto o dólar quanto a Bolsa brasileira poderão apresentar movimentos mais intensos ao longo do dia. Enquanto isso, o câmbio segue negociado próximo da faixa de R$ 5,19, com o mercado ajustando posições no encerramento de junho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

PIB regional do Brasil desacelera em 2026, mas agronegócio segue impulsionando crescimento no Centro-Oeste e Norte

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O agronegócio continuará sendo um dos principais motores da economia brasileira em 2026, mesmo após o ciclo de supersafras registrado nos últimos anos. É o que revela o novo relatório Brasil – Cenário Regional | Junho de 2026, elaborado pela equipe de Macroeconomia do Santander, que projeta desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) nas cinco regiões do país, mas mantém perspectivas positivas para a atividade econômica.

Segundo o estudo, o desempenho excepcional da agropecuária em 2025 — impulsionado por uma safra recorde de grãos — elevou o crescimento econômico principalmente no Centro-Oeste, Sul e Nordeste. Em 2026, entretanto, a economia deve perder parte desse impulso devido à elevada base de comparação, embora a produção agrícola permaneça em patamares historicamente elevados.

Agronegócio continua sustentando a economia brasileira

O levantamento destaca que o setor agropecuário segue exercendo forte influência sobre toda a cadeia produtiva nacional, beneficiando também a indústria, o comércio e os serviços.

Mesmo com uma desaceleração natural após dois anos de forte expansão, o agronegócio continuará garantindo crescimento econômico em diversas regiões, especialmente onde a produção de grãos possui maior participação na economia.

O relatório também ressalta que o mercado de trabalho aquecido continuará funcionando como importante fator de sustentação da demanda interna, reduzindo os impactos provocados pelos juros elevados.

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Centro-Oeste permanece como principal destaque do país

A região Centro-Oeste deverá continuar apresentando um dos melhores desempenhos econômicos do Brasil.

Estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul seguem beneficiados pela elevada produção de soja, milho e outras commodities agrícolas, enquanto Goiás mantém crescimento consistente apoiado tanto no agronegócio quanto na expansão do varejo e dos serviços.

Segundo os economistas do Santander, a desaceleração prevista para 2026 não representa perda estrutural de competitividade, mas sim um ajuste esperado após dois anos consecutivos de safras recordes.

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Além da agropecuária, a indústria regional continua recebendo os efeitos positivos da produção agrícola, fortalecendo segmentos ligados ao processamento de alimentos, logística, armazenagem e biocombustíveis.

Norte deve liderar crescimento econômico

Entre todas as regiões brasileiras, o Norte aparece como a principal aposta para liderar o crescimento do PIB nos próximos anos.

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O avanço da fronteira agrícola, aliado ao desempenho das commodities minerais e ao fortalecimento do mercado de trabalho, deve manter a região acima da média nacional.

Estados como Pará, Amazonas, Acre e Roraima apresentam perspectivas favoráveis, embora o relatório destaque comportamentos distintos entre indústria, comércio e serviços em cada estado.

Sudeste cresce próximo da média nacional

O Sudeste deverá continuar acompanhando o desempenho médio da economia brasileira.

Por concentrar a maior parte do setor de serviços do país, a região apresenta menor dependência das oscilações da agropecuária em comparação ao Centro-Oeste e ao Sul.

Ainda assim, Minas Gerais permanece como um dos destaques nacionais dentro do agronegócio, enquanto Espírito Santo e Rio de Janeiro seguem impulsionados pela indústria extrativa.

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Já São Paulo tende a sentir de forma mais intensa os efeitos das condições financeiras restritivas sobre a indústria de transformação.

Sul mantém força, mas perde ritmo após supersafra

Após registrar forte recuperação com a safra recorde de 2025 e superar os impactos climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul em 2024, a região Sul deverá apresentar crescimento mais moderado.

Santa Catarina e Paraná continuam liderando o desempenho regional, enquanto o Rio Grande do Sul mantém trajetória de recuperação econômica.

O estudo observa que a agropecuária seguirá sendo determinante para o desempenho da região, embora sujeita às oscilações climáticas.

Nordeste mantém expansão gradual

O Nordeste deverá continuar crescendo acima dos padrões observados na década passada, mesmo diante da desaceleração esperada para 2026 e 2027.

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A expansão da fronteira agrícola, especialmente na produção de grãos do Matopiba, contribui para fortalecer o agronegócio regional, enquanto o setor de serviços continua sendo o principal componente da economia nordestina.

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A indústria também demonstra resiliência, apesar do ambiente de juros elevados.

Serviços continuam sendo pilar da economia

Além do agronegócio, o setor de serviços permanece como o principal responsável pela sustentação da atividade econômica brasileira.

O Santander destaca que o varejo iniciou 2026 em ritmo positivo, favorecido pelo aumento da renda, pelo mercado de trabalho aquecido e pelos estímulos fiscais implementados recentemente.

Embora o crescimento dos serviços deva desacelerar gradualmente, todas as regiões brasileiras continuam apresentando expansão positiva do setor.

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El Niño surge como principal fator de risco

Entre os riscos monitorados pelos economistas está a possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño.

Caso o fenômeno climático se confirme nos próximos meses, poderá afetar o desempenho das safras de 2027, especialmente nas principais regiões produtoras de grãos, alterando o ritmo de crescimento da agropecuária e, consequentemente, da economia brasileira.

Perspectiva para os próximos anos

O relatório conclui que, apesar do ambiente de política monetária ainda restritiva, a economia brasileira deverá continuar crescendo em todas as regiões entre 2026 e 2027.

O agronegócio continuará sendo o principal vetor de expansão econômica, especialmente no Centro-Oeste e no Norte, enquanto serviços e mercado de trabalho seguem garantindo resiliência ao PIB nacional.

A combinação entre produção agrícola elevada, fortalecimento do consumo interno e desempenho positivo de setores ligados às commodities deve continuar sustentando o crescimento da economia brasileira, ainda que em ritmo mais moderado do que o observado durante o ciclo de supersafras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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