AGRONEGÓCIO
Etanol despenca mais de 20% em abril e amplia perdas na última semana do mês, aponta Cepea
O mercado de etanol encerrou abril sob forte pressão, consolidando um cenário de queda expressiva nos preços tanto no curto quanto no acumulado mensal. Dados do Cepea/Esalq indicam que a última semana do mês manteve o viés negativo, refletindo maior disponibilidade do biocombustível e ritmo mais moderado da demanda.
Queda semanal supera 5% para hidratado e anidro
No indicador semanal, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,3158 por litro entre 27 e 30 de abril, registrando recuo de 5,52% em relação à semana anterior.
O etanol anidro acompanhou o movimento, sendo cotado a R$ 2,6956 por litro no mesmo período, com queda de 5,57%. O desempenho reforça a pressão generalizada sobre os preços no mercado de biocombustíveis.
Indicador em Paulínia confirma tendência de baixa
No mercado paulista, o Paulínia — principal referência para o setor — também registrou retração.
O Indicador Diário apontou o etanol hidratado a R$ 2.406,00 por metro cúbico na atualização de 30 de abril, com leve queda de 0,06% frente ao dia anterior.
No acumulado do mês, no entanto, a desvalorização é significativa: 20,53%, evidenciando a intensidade do movimento de baixa ao longo de abril.
Feriado limita atualização dos dados
Devido ao Dia do Trabalho, não houve atualização dos indicadores no início de maio. Assim, os dados mais recentes disponíveis ainda refletem o fechamento de abril.
Oferta elevada e demanda cautelosa pressionam mercado
O cenário de preços mais baixos está diretamente ligado ao aumento da oferta no mercado interno, típico do avanço da safra, aliado a uma demanda mais contida.
No balanço geral, o etanol manteve trajetória negativa consistente, com perdas relevantes tanto na comparação semanal quanto no consolidado mensal.
A expectativa do setor agora se volta para o comportamento da demanda nas próximas semanas e para o ritmo de comercialização, fatores que serão determinantes para a formação de preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Redução da nutrição no final do ciclo do milho safrinha pode comprometer produtividade, alerta especialista
Manejo inadequado no fim do ciclo ameaça potencial produtivo do milho safrinha
Na etapa final do ciclo do milho safrinha, quando ocorre a formação e o enchimento das espigas, decisões de manejo são determinantes para a rentabilidade da lavoura. No entanto, um hábito recorrente no campo pode comprometer o resultado da safra: a redução dos investimentos em nutrição vegetal nesse estágio.
De acordo com especialistas do setor, essa prática deixa as plantas mais vulneráveis a fatores como estresse hídrico, excesso de radiação solar e pressão de pragas, que continuam atuando até o encerramento do ciclo produtivo.
Estresse climático segue ativo até o final da lavoura
O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen no Brasil e Paraguai, João Vidotto, especialista em Ecofisiologia de Cultivos e mestrando em Produção Vegetal, explica que ainda existe a percepção equivocada de que intervenções nutricionais no final do ciclo têm baixo impacto.
Segundo ele, isso não condiz com a realidade do campo.
“A cultura continua enfrentando os mesmos desafios climáticos e ainda perde muita energia nessa fase final”, destaca Vidotto.
Nutrição equilibrada é decisiva para formação dos grãos
O desenvolvimento pleno do milho depende de 14 elementos químicos essenciais. A ausência de qualquer um deles pode limitar o desempenho da cultura.
Na prática, muitos produtores concentram a adubação final quase exclusivamente em potássio. No entanto, Vidotto ressalta que outros nutrientes também são determinantes nessa etapa, especialmente:
- Enxofre
- Boro
- Magnésio
Esses elementos são fundamentais para o transporte de fotoassimilados até a espiga, impactando diretamente o enchimento e o peso dos grãos.
Elementos benéficos ampliam eficiência e tolerância ao estresse
Além dos nutrientes essenciais, a agricultura de alta performance tem incorporado o uso de elementos benéficos como estratégia complementar de mitigação de estresse.
Entre eles, o selênio se destaca por seu efeito antioxidante, contribuindo para maior eficiência fisiológica da planta.
“Existem elementos que não são essenciais, mas entregam efeito aditivo importante. Com eles, a planta não apenas completa o ciclo, mas pode produzir mais”, explica o especialista.
Tecnologia nutricional pode elevar produtividade em até 30%
Soluções voltadas à mitigação de estresse, como fertilizantes formulados para o enchimento de grãos, vêm sendo utilizadas para melhorar o desempenho da cultura na fase final.
Segundo estudos do setor, formulações que combinam potássio com enxofre, magnésio, boro e selênio podem proporcionar ganhos médios de até 30% na resposta à adubação complementar em comparação ao uso isolado de potássio.
Manejo final define resultado da safra
Com o fortalecimento do sistema fisiológico da planta, a lavoura direciona mais energia para o enchimento e qualidade dos grãos, reduzindo perdas causadas por estresses ambientais.
Para Vidotto, o manejo adequado nessa fase é decisivo para transformar o potencial produtivo em resultado econômico.
“A tecnologia antioxidante no final do ciclo transforma o enchimento de grãos em um diferencial competitivo e evita perdas invisíveis que comprometem o resultado da safra”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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