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AGRONEGÓCIO

Hidrovia Paraná-Tietê fortalece logística do agronegócio e conecta produção brasileira aos portos

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A Hidrovia Paraná-Tietê consolida-se como uma das mais importantes estruturas logísticas do Brasil, desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agropecuária, industrial e mineral do país. Com cerca de 2.400 quilômetros de extensão navegável, o corredor hidroviário conecta regiões produtivas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul aos principais centros consumidores e aos portos de exportação, fortalecendo a competitividade da economia nacional.

Mais do que uma alternativa de transporte, a hidrovia é considerada um dos pilares da logística multimodal brasileira. Ao integrar diferentes modais e reduzir a dependência do transporte rodoviário, a estrutura contribui para diminuir custos operacionais, aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.

Corredor estratégico para o agronegócio brasileiro

A área de influência da Hidrovia Paraná-Tietê abrange aproximadamente 76 milhões de hectares e engloba algumas das regiões mais produtivas do país. O sistema atende especialmente áreas agrícolas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, facilitando o transporte de commodities até o Porto de Santos, principal porta de saída das exportações brasileiras.

Entre as principais cargas movimentadas pela hidrovia estão soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro. O corredor também favorece o abastecimento do mercado interno e amplia a integração comercial com países do Mercosul.

Ao longo de sua área de abrangência, a hidrovia influencia diretamente 286 municípios distribuídos pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. A região concentra importantes polos industriais, centros logísticos, áreas turísticas e terminais de distribuição que se desenvolveram impulsionados pela navegação interior.

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Integração logística entre diferentes modais

A estrutura é composta principalmente pelas hidrovias HN-900, no Rio Paraná, e HN-913, no Rio Tietê. Do total navegável, cerca de 1.600 quilômetros nos rios Paraná, Paranaíba e Grande são administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Outros 800 quilômetros, localizados nos rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados, estão sob gestão do Governo de São Paulo.

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Um dos diferenciais do sistema é a presença de eclusas ao longo do percurso, permitindo superar os desníveis provocados pelas barragens existentes na bacia hidrográfica. Essa infraestrutura garante a continuidade da navegação e fortalece a integração entre os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o fortalecimento das hidrovias é fundamental para ampliar a integração regional e promover um desenvolvimento econômico mais sustentável.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro em que a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos ampliam capacidade operacional da hidrovia

A relevância econômica da Hidrovia Paraná-Tietê tem impulsionado novos investimentos em infraestrutura. Um dos principais projetos em andamento é a obra de derrocamento do canal de Nova Avanhandava, no Rio Tietê, considerada estratégica para ampliar a navegabilidade do sistema.

Com investimento de R$ 293,8 milhões, a intervenção prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros. A expectativa é que a obra, prevista para ser concluída em agosto, aumente a capacidade de transporte da hidrovia e permita a circulação de comboios maiores durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem.

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De acordo com o ministro Tomé Franca, a iniciativa contribuirá para reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade brasileira no mercado internacional.

Desenvolvimento regional e sustentabilidade

Além dos ganhos para o transporte de cargas, os investimentos na hidrovia também geram impactos positivos para as comunidades atendidas. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destaca que as melhorias ampliam o acesso a serviços, fortalecem o abastecimento e estimulam atividades econômicas locais.

A expansão da navegação interior também está alinhada às estratégias de sustentabilidade do setor logístico. O transporte hidroviário apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada e reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao transporte rodoviário.

Hidrovia ganha protagonismo na logística nacional

Com capacidade para conectar áreas produtoras, polos industriais, centros consumidores e mercados internacionais, a Hidrovia Paraná-Tietê reforça seu papel como um dos principais corredores logísticos do Brasil. Em um cenário de crescente demanda por eficiência no transporte e competitividade nas exportações, a ampliação da infraestrutura hidroviária surge como um dos caminhos mais promissores para sustentar o crescimento do agronegócio e da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Mato Grosso deve liderar crescimento no Centro-Oeste até 2027 com força do agronegócio, aponta Santander

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O Mato Grosso deve seguir como um dos principais motores econômicos do Centro-Oeste brasileiro até 2027, mesmo em um cenário de desaceleração após o ciclo de safras recordes. É o que aponta um estudo do Departamento Econômico do Santander, que projeta crescimento do PIB estadual de 2,9% em 2026 e 2,7% em 2027, após uma forte expansão registrada em 2025.

Segundo o levantamento, o desempenho mais moderado nos próximos anos está relacionado à alta base de comparação de 2025, quando a economia do estado deve crescer 8,3%, impulsionada principalmente pela produção de soja e milho.

Agropecuária segue como principal motor da economia mato-grossense

O estudo destaca a centralidade do agronegócio na dinâmica econômica do estado. A agropecuária registrou forte volatilidade recente: crescimento expressivo de 31,4% em 2023, impulsionado por uma supersafra histórica, seguido de retração de 3,4% em 2024.

Para os próximos anos, o Santander projeta nova expansão do setor, com alta estimada de 19% em 2025, seguida de crescimento mais moderado de 2,4% em 2026 e retomada para 3,5% em 2027, sustentada pelo elevado volume de grãos produzido em Mato Grosso.

Indústria e serviços refletem efeitos do agronegócio

A indústria também deve manter trajetória positiva, beneficiada pelos efeitos indiretos do campo. As projeções indicam crescimento de 3,5% em 2025, 3,7% em 2026 e 3,3% em 2027, com destaque para atividades ligadas ao processamento da produção agrícola.

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O setor de serviços, por sua vez, apresenta maior sensibilidade ao ciclo do agro e às condições financeiras. O estudo aponta expansão de 3,0% em 2025 e 2026, com desaceleração para 2,0% em 2027, em um cenário de maior restrição econômica. O varejo segue com desempenho consistente ao longo do período analisado.

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Centro-Oeste mantém ritmo de crescimento acima da média nacional

De acordo com o levantamento, o Centro-Oeste segue como a região de maior dinamismo econômico do país nos últimos anos, impulsionado pelo agronegócio e seus efeitos sobre a cadeia produtiva.

O economista do Santander, Henrique Danyi, destaca que Mato Grosso tem papel central nesse desempenho regional, respondendo por 22,1% do PIB do Centro-Oeste (dados de 2023).

Para a região como um todo, as projeções indicam crescimento de 4,8% em 2025, seguido de 2,3% em 2026 e 1,9% em 2027, com forte influência do ciclo das commodities agrícolas.

Clima e cenário macroeconômico entram no radar de riscos

O estudo ressalta que a trajetória da atividade econômica regional continuará sendo influenciada por fatores nacionais, como mercado de trabalho, política monetária e desempenho do agronegócio.

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Entre os principais riscos para o cenário projetado estão os eventos climáticos, especialmente a possível ocorrência de fenômenos como o El Niño nos próximos anos, que pode alterar padrões de chuva e impactar diretamente a produção agrícola.

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Perspectiva: crescimento mais moderado, mas disseminado

Segundo o levantamento do Santander, o Brasil deve manter expansão econômica distribuída entre as regiões, ainda que em ritmo mais moderado após o pico do ciclo atual.

“Mesmo com a desaceleração prevista a partir de 2026, o mapa econômico do país segue mostrando uma expansão disseminada. O desafio à frente passa a ser manter maior consistência no crescimento, em contexto de heterogeneidade regional e sensibilidade a choques climáticos e financeiros”, afirma o economista Henrique Danyi.

O estudo completo reúne projeções para todos os setores da economia e recortes regionais e estaduais até 2027, reforçando o papel estratégico do agronegócio na sustentação do crescimento brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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