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Imposto de Renda 2026: produtor rural precisa redobrar atenção com Livro Caixa e fiscalização tributária

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O produtor rural brasileiro enfrenta um cenário fiscal mais rigoroso em 2026 e precisa ampliar os cuidados com a organização financeira e tributária da propriedade. Com o prazo final da declaração do Imposto de Renda 2026, ano-base 2025, marcado para 29 de maio, especialistas alertam que erros no preenchimento do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) podem gerar fiscalização, perda de créditos tributários e até bloqueios no acesso ao crédito rural.

Além da entrega do IR, o mesmo prazo também vale para o envio do LCDPR, documento obrigatório para produtores rurais que registraram receita bruta superior a R$ 4,8 milhões no período.

Reforma tributária aumenta exigências no campo

A entrada em vigor da reforma tributária ampliou a necessidade de controle fiscal dentro das propriedades rurais. Em 2026, começaram as cobranças iniciais dos novos tributos IBS e CBS, ainda com alíquotas reduzidas, mas que passarão por ajustes graduais nos próximos anos.

Outro ponto de atenção envolve as novas alíquotas do Funrural, válidas desde abril deste ano:

  • 1,63% para produtor rural pessoa física;
  • 2,23% para produtor rural pessoa jurídica.

A definição do regime de recolhimento deveria ter sido realizada até 31 de janeiro, aumentando a importância do planejamento tributário antecipado.

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LCDPR ganha importância estratégica para o agronegócio

Com as mudanças fiscais em andamento, o Livro Caixa Digital do Produtor Rural passou a exercer papel central na comprovação de despesas, rastreamento de créditos tributários e validação das operações financeiras das propriedades.

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Segundo especialistas da Aegro, um dos erros mais comuns entre produtores ocorre quando os valores informados no LCDPR não coincidem com os dados lançados na ficha de Atividade Rural da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Essas divergências podem levar a declaração diretamente para fiscalização da Receita Federal.

Notas fiscais incorretas podem gerar perda de benefícios

Mesmo com a manutenção do regime de caixa para apuração do Imposto de Renda da atividade rural, prevista na Lei Complementar nº 214 da reforma tributária, produtores precisam ficar atentos à regularidade fiscal das compras realizadas na fazenda.

De acordo com especialistas, a aquisição de insumos sem nota fiscal ou com classificação fiscal incorreta pode trazer consequências relevantes, como:

  • perda do benefício de redução de 60% na alíquota;
  • impossibilidade de geração de créditos tributários;
  • aumento do risco de autuações fiscais;
  • dificuldades futuras em compensações tributárias.
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O cenário reforça a necessidade de maior controle sobre fluxo de caixa, planejamento tributário e armazenamento correto da documentação fiscal.

Fiscalização será mais automatizada e integrada

A expectativa do setor é de aumento no cruzamento eletrônico de informações fiscais nos próximos anos. Órgãos de fiscalização deverão integrar automaticamente:

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  • notas fiscais eletrônicas;
  • declarações fiscais;
  • cadastros estaduais;
  • movimentações financeiras;
  • informações tributárias do produtor rural.

Especialistas alertam que a falta de organização financeira poderá resultar em:

  • perda de créditos tributários;
  • retenção na malha fina;
  • autuações fiscais;
  • restrições no acesso ao crédito rural.
Tecnologia ganha espaço na gestão das propriedades

Diante do novo ambiente tributário, ferramentas de gestão agrícola vêm ganhando espaço no agronegócio brasileiro. Segundo a Aegro, o uso de softwares especializados pode auxiliar produtores no controle fiscal e financeiro das propriedades, automatizando rotinas, aumentando a segurança de dados e melhorando a previsibilidade tributária.

Com a fiscalização mais digital e integrada, especialistas recomendam que o produtor rural trate a gestão tributária como parte estratégica da administração da fazenda, reduzindo riscos e aumentando a segurança jurídica da atividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Área de soja cresce quase 300 mil hectares em MT e RO mesmo com crédito rural mais restritivo

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Soja avança em Mato Grosso e Rondônia apesar das restrições no crédito rural

Mesmo diante de um cenário mais rigoroso para concessão de crédito rural, a soja segue em expansão no Centro-Oeste e Norte do país. Dados inéditos da série “Mapas Agro”, da Serasa Experian, apontam crescimento de aproximadamente 294 mil hectares na área plantada de soja em Mato Grosso e Rondônia na safra 2025/26.

Do total ampliado, cerca de 268 mil hectares estão em Mato Grosso, enquanto Rondônia adicionou aproximadamente 26 mil hectares ao cultivo da oleaginosa.

O levantamento, realizado com base em imagens de satélite e sensoriamento remoto, também identificou aumento de 13% na área de milho primeira safra nos dois estados.

Monitoramento por satélite ganha força no agro

Segundo a datatech da Serasa Experian, o uso de imagens de satélite vem se consolidando como ferramenta estratégica para acompanhamento agrícola, rastreabilidade e avaliação de conformidade ambiental.

De acordo com Dyego Santos, gerente de soluções agro da empresa, o avanço da soja demonstra a resiliência da atividade mesmo em um ambiente financeiro mais seletivo.

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“O levantamento mostra a relevância da produção de soja para a região analisada e como, mesmo frente a um cenário de crédito agrícola mais restritivo, a cultura continua resiliente e em expansão”, afirma.

O executivo destaca ainda que o monitoramento remoto contribui para decisões mais estratégicas ao longo da safra e atende às crescentes exigências do mercado por rastreabilidade e conformidade.

Mato Grosso mantém liderança nacional na produção de soja

O Mato Grosso segue como principal produtor de soja do Brasil. Na safra 2025/26, o estado alcançou cerca de 12,4 milhões de hectares plantados, equivalente a aproximadamente um quarto da produção nacional.

A análise mostra ainda forte concentração da atividade em grandes propriedades rurais, responsáveis por cerca de 60% da área cultivada. Já as pequenas propriedades representam aproximadamente 18% do total.

Entre os municípios que mais expandiram o plantio de soja estão:

  • Paranatinga: +21,9 mil hectares
  • Novo São Joaquim: +12,5 mil hectares
  • Nova Mutum: +12,4 mil hectares
  • Campo Novo do Parecis: +12,3 mil hectares
  • Marcelândia: +11,8 mil hectares

Por outro lado, cerca de 20 municípios registraram retração superior a mil hectares, com destaque para Alta Floresta, que apresentou redução de 6% em relação ao ciclo anterior.

Adesão ao CAR atinge 97% da área de soja em Mato Grosso

O estudo também mostra elevado nível de conformidade ambiental nas áreas monitoradas.

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Em Mato Grosso, aproximadamente 97% da área cultivada com soja está cadastrada no CAR, reforçando o avanço da regularização fundiária e ambiental no estado.

Segundo a Serasa Experian, o cruzamento entre dados territoriais e informações regulatórias tende a ganhar ainda mais relevância diante das novas exigências para operações de crédito rural.

“Com o avanço das exigências de monitoramento no crédito rural, o cruzamento entre dados territoriais e informações regulatórias se torna fundamental para avaliar conformidade e risco das operações”, explica Dyego Santos.

Rondônia amplia área de soja em mais de 84% em seis safras

Em Rondônia, a soja continua avançando como uma das principais culturas agrícolas do estado. A área plantada atingiu aproximadamente 730 mil hectares na safra 2025/26.

Nos últimos seis ciclos, o crescimento acumulado foi de cerca de 84,4%, consolidando o estado como uma nova fronteira agrícola da oleaginosa no país.

Diferentemente de Mato Grosso, o perfil produtivo em Rondônia apresenta maior equilíbrio entre tamanhos de propriedades:

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  • Pequenas propriedades: 44% da área cultivada
  • Grandes propriedades: 38% da área cultivada
Crédito rural e monitoramento ambiental elevam exigências no campo

O levantamento aponta que 93% da área de soja em Rondônia já possui registro no Cadastro Ambiental Rural. Ainda assim, cerca de 48 mil hectares permanecem fora do sistema.

Além disso, aproximadamente 410 mil hectares estão inseridos em imóveis rurais sujeitos às novas regras de monitoramento previstas pela Resolução CMN 5.267, que exige acompanhamento contínuo via sensoriamento remoto em propriedades acima de 300 hectares vinculadas ao crédito rural.

Entre os municípios com maior expansão da soja em Rondônia estão:

  • Alto Paraíso: +4,9 mil hectares
  • Porto Velho: +4,2 mil hectares
  • Candeias do Jamari: +3,6 mil hectares
  • Pimenteiras do Oeste: +2,9 mil hectares
  • Cujubim: +2,5 mil hectares
Panorama

Mesmo com um ambiente mais restritivo para financiamento agrícola, Mato Grosso e Rondônia seguem ampliando suas áreas de soja e milho. O movimento reforça a força da produção agrícola brasileira e evidencia a crescente importância do monitoramento via satélite, da regularização ambiental e da rastreabilidade como fatores estratégicos para acesso ao crédito e expansão sustentável do agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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