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Mercado de AgTechs no Brasil entra em fase de maturidade com maior seletividade e foco em eficiência no campo

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O mercado de AgTechs no Brasil vive uma nova fase em 2025, marcada pela redução no volume de investimentos e por uma postura mais seletiva dos investidores. O foco agora está em tecnologias com aplicação prática no campo e capacidade comprovada de geração de valor ao longo da cadeia do agronegócio.

Segundo levantamento do Itaú BBA, os aportes no setor somaram cerca de R$ 562 milhões distribuídos em 26 rodadas ao longo do ano. O movimento representa uma retração em relação a 2024, com queda estimada em aproximadamente 50% no volume investido e 48% no número de operações, refletindo um ambiente macroeconômico mais restritivo e maior aversão ao risco.

Setor entra em fase de maturidade e seleção mais rigorosa

A desaceleração não indica enfraquecimento do setor, mas sim uma transição de ciclo. O ecossistema de AgTechs passa a privilegiar modelos de negócio mais sólidos, escaláveis e com maior eficiência operacional.

Os investimentos têm se concentrado em soluções ligadas à automação, análise de dados e plataformas digitais, reforçando a busca por previsibilidade e ganho de produtividade no campo. Ao mesmo tempo, observa-se maior participação de fundos de venture capital, indicando maior sofisticação na alocação de recursos.

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De acordo com o Itaú BBA, o momento marca uma mudança estrutural no perfil dos aportes. “O que vemos é uma mudança de fase, com investidores mais criteriosos e foco em empresas com maior capacidade de gerar valor. O agro segue como um dos principais vetores de inovação no país”, afirma Matheus Borella, líder em Estratégia e Inovação no Agronegócio da instituição.

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Tecnologia avança em toda a cadeia do agro

A análise por segmentos mostra que os investimentos seguem distribuídos ao longo de toda a cadeia produtiva, com destaque para soluções antes, dentro e depois da porteira.

No segmento Antes da Porteira, que envolve insumos e serviços anteriores ao plantio, houve maior concentração em startups que utilizam nano e biotecnologia. O objetivo é ampliar a eficiência dos insumos e reduzir o uso de recursos, aumentando a produtividade das lavouras.

No segmento Dentro da Porteira, ligado à produção agrícola, os investimentos se concentraram em tecnologias de telemetria, automação e agricultura de precisão. O uso de sensores, geolocalização e sistemas de monitoramento em tempo real tem permitido decisões mais assertivas e maior eficiência operacional nas propriedades.

Já o segmento Depois da Porteira, voltado à comercialização e logística, recebeu aportes em plataformas digitais de negociação e soluções de beneficiamento. A maior disponibilidade de dados padronizados e auditáveis tem permitido maior precisão na formação de preços, redução de assimetrias de informação e melhor previsibilidade nas entregas.

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Agronegócio impulsiona inovação mesmo em cenário restritivo

Mesmo com o cenário mais seletivo de investimentos, o setor de AgTechs mantém relevância estratégica dentro do agronegócio brasileiro. Eventos do setor, como feiras e encontros tecnológicos, já refletem essa tendência, com aumento da presença de soluções voltadas à eficiência operacional e ao uso intensivo de dados.

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O movimento reforça o papel do agro como um dos principais motores de inovação do país, sustentado pela demanda crescente por produtividade, eficiência e digitalização das operações no campo.

Perspectivas

A expectativa é de continuidade desse processo de amadurecimento do ecossistema de AgTechs no Brasil. Com investidores mais criteriosos e foco em soluções de impacto direto na produção, o setor tende a avançar de forma mais sustentável, priorizando eficiência e geração de valor em toda a cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Boi gordo fecha abril com preços firmes no Brasil, apesar de pressão na segunda quinzena

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O mercado físico do boi gordo encerra abril com preços variando de estáveis a mais altos no Brasil, ainda que abaixo dos picos registrados no início do mês. De acordo com análise da Safras & Mercado, o comportamento das cotações foi influenciado pela restrição de oferta na primeira metade do período e pela maior organização das escalas de abate na segunda quinzena.

Oferta enxuta sustentou máximas no início do mês

Segundo o analista Fernando Iglesias, o mercado atingiu novos patamares de preços no começo de abril, impulsionado pela menor disponibilidade de animais terminados para abate. Esse cenário favoreceu a valorização da arroba e aumentou o poder de barganha dos pecuaristas.

Escalas mais confortáveis pressionam cotações

Na segunda metade do mês, os frigoríficos conseguiram avançar nas escalas de abate, reduzindo a urgência por compras e exercendo maior pressão sobre os preços. Esse movimento contribuiu para desacelerar a alta observada anteriormente.

O mercado também foi impactado por incertezas relacionadas à demanda externa, especialmente diante das especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China. Esse fator pode sinalizar menor ritmo de embarques no terceiro trimestre, período que também deve contar com maior oferta de animais confinados.

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Preços do boi gordo por praça

Na modalidade a prazo, os preços da arroba em 29 de abril apresentaram variações moderadas entre as principais regiões:

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  • São Paulo (Capital): R$ 360,00/@ (estável)
  • Goiás (Goiânia): R$ 345,00/@ (+1,47%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00/@ (-1,45%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00/@ (estável)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00/@ (+1,41%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00/@ (+3,30%)
Atacado registra altas históricas

No mercado atacadista, o mês foi marcado por valorização expressiva dos preços da carne bovina, impulsionada pelo forte ritmo de exportações, que reduziu a disponibilidade no mercado interno.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 23,50/kg, alta de 7,80% frente ao final de março. Já o traseiro bovino atingiu R$ 28,50/kg, avanço de 3,64% no mesmo comparativo.

Exportações de carne bovina seguem em alta

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram US$ 1,340 bilhão em abril (até 16 dias úteis), conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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O volume embarcado chegou a 216,266 mil toneladas, com média diária de 13,516 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 6.200,70.

Na comparação com abril de 2025, os embarques registraram forte desempenho:

  • +38% no valor médio diário exportado
  • +11,9% no volume médio diário
  • +23,2% no preço médio da tonelada
Perspectivas: mercado atento à oferta e exportações

Para os próximos meses, o mercado do boi gordo deve seguir sensível ao comportamento das exportações e à entrada de animais confinados. A possível redução da demanda chinesa e o aumento da oferta interna no terceiro trimestre podem trazer maior pressão sobre as cotações da arroba.

Ainda assim, o cenário de curto prazo permanece relativamente sustentado, especialmente se o ritmo de embarques continuar elevado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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