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Milho em Mato Grosso: área é mantida em 7,39 milhões de hectares e produção da safra 2025/26 deve superar 52 milhões de toneladas

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A safra de milho 2025/26 em Mato Grosso segue com perspectivas positivas de produção, mesmo com a manutenção da área plantada. Segundo o Imea, a estimativa de área permanece em 7,39 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 1,83% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da estabilidade na área, o destaque está no aumento da produtividade. A projeção de rendimento subiu 1,82% em comparação ao levantamento anterior, alcançando 118,73 sacas por hectare.

Clima favorece lavouras e impulsiona produtividade

O avanço na produtividade está diretamente ligado às condições climáticas favoráveis registradas nos últimos meses. As chuvas regulares beneficiaram principalmente as lavouras das regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste do estado, consideradas estratégicas para a produção.

Por outro lado, o cenário ainda exige atenção na região Sudeste de Mato Grosso, onde as lavouras, especialmente as semeadas mais tardiamente, dependem de maiores volumes de precipitação para garantir o potencial produtivo.

Dados da NOAA indicam a possibilidade de baixos índices hídricos nas próximas semanas nessas áreas, o que mantém o risco climático no radar dos produtores.

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Produção cresce e pode atingir 52,66 milhões de toneladas

Com a combinação de área estável e maior produtividade, a produção de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi revisada para cima, com estimativa de 52,66 milhões de toneladas.

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O volume reforça a posição do estado como principal produtor nacional e peça-chave no abastecimento interno e nas exportações brasileiras do cereal.

Exportações enfrentam ajustes no curto prazo

Para a safra 2024/25, o Imea projeta exportações de 25,00 milhões de toneladas, alta de 5,04% em relação ao ciclo anterior. No entanto, houve revisão negativa de 3,85% frente ao relatório anterior, refletindo um ritmo mais lento de embarques entre abril e junho.

Até o momento, Mato Grosso já exportou 23,86 milhões de toneladas, restando cerca de 1,14 milhão de toneladas para atingir a estimativa.

Entre os fatores que influenciam o desempenho estão:

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  • Queda do dólar
  • Desvalorização dos preços do milho
  • Tensões geopolíticas, como o conflito no Irã

Esses elementos têm impacto direto na competitividade e no ritmo de escoamento da produção.

Safra 2025/26 deve ampliar embarques e consumo interno

Para a próxima temporada (2025/26), a expectativa é de crescimento nas exportações, que devem atingir 25,90 milhões de toneladas — avanço de 3,60% em relação à safra anterior.

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No mercado interno, a demanda segue aquecida. O consumo de milho da safra 2024/25 está estimado em 18,42 milhões de toneladas, crescimento de 12,90%, impulsionado principalmente pela expansão da produção de etanol de milho e pela indústria de ração.

Já para a safra 2025/26, o consumo interno deve alcançar 20,11 milhões de toneladas, representando alta de 9,18%.

Perspectivas para o produtor

O cenário para o milho em Mato Grosso combina fundamentos positivos de produção com desafios no mercado externo. A evolução do clima nas próximas semanas, o comportamento do câmbio e o ambiente geopolítico seguirão como fatores determinantes para os preços e a rentabilidade do produtor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural terá maior subvenção e Zarc Níveis de Manejo é ampliado para soja e milho safrinha

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O governo federal aprovou a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) e o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, reforçando os incentivos à adoção de boas práticas agrícolas. A medida, publicada no Diário Oficial da União, amplia o projeto piloto para novas regiões e culturas, com foco na safra 2026/2027.

A iniciativa, coordenada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, passa a contemplar a cultura da soja nos estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, além da inclusão inédita do milho segunda safra no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Subvenção maior premia melhor manejo

A principal mudança está no aumento do percentual de subvenção ao prêmio do seguro rural para produtores que adotam níveis mais avançados de manejo do solo.

Para a soja, os percentuais definidos para a safra 2026/2027 são:

  • 20% para o Nível de Manejo 1 (NM1)
  • 30% para o NM2
  • 35% para o NM3
  • 40% para o NM4

Os índices representam um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao piloto anterior, especialmente nos níveis mais elevados de manejo.

Já para o milho segunda safra, incluído pela primeira vez no ZarcNM, os incentivos são ainda mais robustos:

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  • 40% para NM1
  • 45% para NM2
  • 50% para NM3 e NM4

O modelo reforça a lógica de premiar produtores que investem em práticas que melhoram a qualidade do solo e reduzem riscos produtivos.

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Recursos e alcance do programa

Nesta fase piloto, o ZarcNM segue restrito ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027, serão destinados R$ 1 milhão para a soja e R$ 1 milhão para o milho.

Apesar da redução em relação ao ciclo anterior — quando R$ 8 milhões foram disponibilizados para a soja no Paraná — a expectativa é de maior eficiência na utilização dos recursos.

Com base na experiência anterior, quando cerca de 2.096 hectares foram segurados, a estimativa é de que o novo orçamento permita a cobertura de até 10 mil hectares na próxima safra, considerando o avanço da adesão ao modelo.

Nova metodologia muda avaliação de risco

O ZarcNM representa uma evolução do zoneamento tradicional ao incorporar, além de fatores climáticos, o impacto direto do manejo agrícola na produtividade.

Enquanto o modelo convencional considera clima, tipo de solo e ciclo da cultura, a nova metodologia passa a incluir indicadores objetivos de manejo, especialmente relacionados à capacidade de retenção de água no solo.

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Na prática, quanto melhor o manejo adotado pelo produtor, menor o risco hídrico e, consequentemente, menor a probabilidade de perdas por estiagem.

Essa abordagem marca uma mudança estrutural na forma de avaliar riscos agrícolas no Brasil, alinhando tecnologia, sustentabilidade e gestão produtiva.

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Pesquisa e inovação impulsionam o modelo

Os avanços do ZarcNM estão sendo discutidos na 9ª Reunião da Rede Zarc, realizada em Brasília, com a participação de cerca de 100 pesquisadores de 34 unidades da Embrapa, além de representantes do setor produtivo, instituições financeiras, seguradoras e órgãos governamentais.

Entre os temas em debate estão a evolução metodológica do zoneamento, sistemas de monitoramento, análise de dados e a expansão do modelo para outras culturas.

A expectativa é que, com o amadurecimento do projeto, o ZarcNM se consolide como uma ferramenta estratégica para a gestão de riscos no agronegócio brasileiro, incentivando práticas mais eficientes e sustentáveis no campo.

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Perspectivas para o produtor

Com maior subvenção e ampliação de cobertura, o novo modelo tende a estimular a adesão ao seguro rural e fortalecer a cultura de gestão de risco no campo.

Ao vincular benefícios financeiros à qualidade do manejo, o ZarcNM cria um ambiente mais favorável à produtividade sustentável, ao mesmo tempo em que reduz a exposição do produtor a eventos climáticos adversos.

A tendência é que o programa ganhe escala nos próximos anos, consolidando-se como um dos pilares da política agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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