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AGRONEGÓCIO

Ministério da Pesca e Aquicultura reforça a participação social “pai d´égua” no Pará

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Durante os dias 23 e 24 de junho, foi realizada a etapa estadual do Pará da 4ª Conferência Nacional da Aquicultura e Pesca, em Belém. O evento reuniu pescadores e pescadoras artesanais, aquicultores, lideranças comunitárias, representantes de entidades e instituições públicas de diversas regiões do estado para debater propostas, desafios e oportunidades para o setor.

“A Conferência está contribuindo para a construção de políticas públicas que valorizem os trabalhadores, fortaleçam a produção e impulsionem o desenvolvimento sustentável da aquicultura e da pesca paraense”, destacou o chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA, Paulo Faria.

A realização da 4ª Conferência Nacional da Aquicultura e Pesca (CNAP) marca a retomada desse importante espaço de diálogo e participação social, considerando que sua última edição foi realizada em 2009. Também evidencia a relevância da participação da sociedade na construção das políticas voltadas à pesca e à aquicultura, em consonância com o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal, que estabelece que o Estado deve planejar as políticas sociais, assegurando, nos termos da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, monitoramento, controle e avaliação dessas políticas.

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A etapa nacional acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), e tem como tema: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”. Com a realização das conferências, o Governo do Brasil reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.

ASCOM

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Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

AGRONEGÓCIO

Déficit de armazenagem em Mato Grosso impulsiona uso de silo bolsa e reforça autonomia do produtor na safra de grãos

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O avanço da produção de grãos em Mato Grosso, impulsionado por safras recordes consecutivas, tem intensificado um dos principais gargalos estruturais do agronegócio brasileiro: a insuficiência de armazenagem nas propriedades rurais e nas estruturas públicas e privadas. O descompasso entre produção e capacidade de estocagem tem pressionado a logística, elevado custos e reduzido o poder de negociação dos produtores.

Atualmente, a capacidade de armazenagem de grãos no Brasil é estimada em cerca de 225 milhões de toneladas, volume ainda insuficiente diante da produção nacional. O cenário obriga grande parte da safra a ser escoada imediatamente após a colheita, o que gera filas em unidades recebedoras, aumento do custo do frete e maior dependência de compradores no momento da entrega.

Mato Grosso concentra maior produção, mas enfrenta déficit estrutural

Mesmo sendo o maior produtor de grãos do país, Mato Grosso também convive com limitações significativas em sua infraestrutura de armazenagem. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o estado possui capacidade instalada de cerca de 57,9 milhões de toneladas.

Esse volume representa aproximadamente 52% da produção total de grãos do estado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), chegando a 56% quando consideradas apenas as culturas de soja e milho. O resultado é um déficit estimado em 45,28 milhões de toneladas, evidenciando um gargalo estrutural persistente.

Silo bolsa ganha espaço como alternativa nas propriedades rurais

Diante desse cenário, o uso do silo bolsa tem se consolidado como alternativa prática e de menor custo para armazenagem temporária dentro das fazendas, especialmente durante o pico da colheita.

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O vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, destaca que a falta de estrutura adequada impacta diretamente a autonomia do produtor.

“Quando chega o momento da colheita, o produtor muitas vezes não tem onde armazenar a produção. Em várias cidades há poucos armazéns e todos colhem no mesmo período, o que gera filas e atraso na logística. Isso afeta a colheita, reduz produtividade e compromete a rentabilidade, deixando o produtor dependente do mercado no momento da entrega”, explica.

Segundo ele, a ausência de estrutura própria impede o produtor de escolher o melhor momento de venda, reduzindo margens de negociação.

Baixo custo e flexibilidade impulsionam adoção da tecnologia

Ainda segundo Gilson Antunes, o silo bolsa se tornou uma das soluções mais viáveis diante do déficit de armazenagem.

“O silo bolsa se encaixa perfeitamente nesse cenário. Ele tem custo de implantação mais baixo, mantém a qualidade dos grãos e permite que o produtor segure a produção até um momento mais favorável de mercado, o que normalmente resulta em melhores preços”, afirma.

A solução é especialmente utilizada na segunda safra, quando a concentração da colheita aumenta a pressão sobre a infraestrutura existente.

Produtor destaca ganhos em rentabilidade e autonomia

O produtor rural de Campos de Júlio (MT), Ivo Frohlich Júnior, relata que a adoção do silo bolsa trouxe mudanças importantes na estratégia de comercialização do milho.

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Segundo ele, a principal vantagem está na possibilidade de venda em momentos mais favoráveis do mercado, especialmente na entressafra.

“Na entressafra, conseguimos preços melhores, o que compensa os custos do sistema. Além disso, o silo bolsa reduz gastos com frete e armazenagem em estruturas de terceiros, garantindo mais autonomia para negociar com diferentes compradores”, explica.

O produtor destaca ainda que a ferramenta reduz a dependência de tradings e amplia o poder de decisão dentro da propriedade.

“O produtor ganha liberdade para vender quando quiser e para quem quiser. Isso evita perdas de margem e melhora a gestão da produção”, complementa.

Ferramenta estratégica, mas desafio estrutural permanece

Apesar da expansão do uso do silo bolsa, especialistas e entidades do setor reforçam que a solução é complementar e não substitui a necessidade de investimentos em armazenagem fixa.

O crescimento contínuo da produção agrícola no estado mantém o desafio estrutural em evidência, com a necessidade de ampliação da capacidade de estocagem como uma das pautas estratégicas para o fortalecimento da competitividade do agronegócio mato-grossense.

Enquanto isso, o silo bolsa segue como uma alternativa essencial para garantir fluidez à colheita, reduzir gargalos logísticos e ampliar a autonomia do produtor rural no momento de comercialização da safra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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