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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula reforça atuação internacional do agro em reunião com adidos agrícolas

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu, nesta segunda-feira (15), por videoconferência, com os 39 adidos agrícolas que representam o Brasil no exterior. O encontro teve como objetivo discutir oportunidades e desafios para o agronegócio brasileiro, além de temas relacionados à abertura e manutenção de mercados, negociações internacionais e atuação do país em organismos multilaterais.

Na ocasião, o ministro André de Paula destacou o papel estratégico desempenhado pelos adidos agrícolas na ampliação da presença internacional da agropecuária brasileira e no fortalecimento das relações comerciais do setor. “Ouço, de forma muito recorrente, tanto elogios à atuação de cada um de vocês quanto relatos sobre a importância do trabalho que desempenham nos países onde atuam”.

Os adidos agrícolas são servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que atuam em representações diplomáticas brasileiras no exterior, prestando assessoramento técnico em temas relacionados ao agronegócio. Entre suas atribuições estão o apoio à abertura e ampliação de mercados, a identificação de oportunidades comerciais, o acompanhamento de exigências sanitárias e regulatórias e o fortalecimento da imagem do Brasil junto a parceiros internacionais.

A atuação da rede tem contribuído diretamente para resultados expressivos do agronegócio brasileiro. Desde 2023, foram registradas 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações de acesso para produtos agropecuários brasileiros em diferentes destinos internacionais.

Durante a reunião, os adidos apresentaram um panorama dos mercados, regiões e organismos internacionais em que atuam. A adida agrícola em Washington, Ana Lúcia Viana, destacou a importância estratégica dos Estados Unidos, do Canadá e do México para o comércio agropecuário brasileiro.

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Segundo ela, os três países formam um mercado altamente integrado, relevante tanto do ponto de vista comercial quanto sanitário e regulatório. “Junto, representam um dos principais destinos para as exportações do agronegócio brasileiro”, destacou Ana Lúcia.

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COOPERAÇÃO E FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL

Além do trabalho junto a governos estrangeiros, parte da rede de adidos atua em organismos multilaterais estratégicos para o Brasil. É o caso da representante do Mapa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), na Suíça, Andrea Moura, que acompanha temas relacionados ao comércio agrícola internacional.

A reunião também destacou a importância da atuação coordenada do Brasil em organismos internacionais, além da OMC, como a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a Organização Internacional do Café (OIC) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), além da interlocução com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O monitoramento contínuo desses fóruns contribui para a identificação antecipada de medidas que possam impactar o comércio internacional de produtos agropecuários e fortalece a participação brasileira nos debates globais relacionados à agricultura, à segurança alimentar e às normas sanitárias.

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O adido agrícola no Egito, Rafael Mohana, destacou que o Brasil é reconhecido no continente africano não apenas como fornecedor confiável de alimentos, mas também como parceiro para o desenvolvimento agrícola. “Temos uma trajetória que dialoga diretamente com os desafios africanos: agricultura tropical, produção em região de savana, recuperação e correção de solos, defesa agropecuária, pesquisa pública, cooperativismo, agricultura familiar, integração entre eficiência e produção, e uma experiência reconhecida de aumento de produtividade com sustentabilidade”, relatou o adido agrícola.

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Rafael também ressaltou a relevância do Egito como parceiro comercial para produtos como carnes, cereais, açúcar, lácteos, café e insumos agropecuários.

Durante o encontro, os participantes enfatizaram ainda o papel da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) na coordenação da rede de adidos agrícolas. A Secretaria atua como elo entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o setor produtivo e os parceiros internacionais, promovendo alinhamento institucional e suporte técnico às atividades desenvolvidas no exterior.

O adido agrícola em Pequim, Leandro Feijó, destacou o apoio prestado pela Secretaria para o desenvolvimento das atividades da rede e para a obtenção de resultados em mercados estratégicos.

Também foi enfatizado o reconhecimento do MRE à atuação dos adidos agrícolas, cuja presença nas embaixadas brasileiras contribui para ampliar a capacidade de interlocução com autoridades estrangeiras e fortalecer a diplomacia agropecuária do país.

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Ao final da reunião, o secretário substituto da SCRI, Augusto Billi, ressaltou a relevância estratégica da rede de adidos agrícolas para a defesa dos interesses brasileiros no exterior. Segundo ele, a atuação técnica e permanente desses profissionais fortalece a confiança entre parceiros internacionais, amplia oportunidades para o agronegócio brasileiro e contribui para qualificar as negociações conduzidas pelo país nos principais mercados internacionais.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

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“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

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Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

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Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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