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AGRONEGÓCIO

Ministro da Pesca e Aquicultura participa de café da manhã com jornalistas

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O ministro Edipo Araujo abriu as portas do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para receber repórteres de diferentes veículos da imprensa na manhã desta quarta-feira (24/06), em Brasília. A conversa foi mediada pela Chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do MPA, Karolline Soares. Ela apresentou os jornalistas e falou um pouco sobre as experiências do ministro, que além de ser o mais jovem da Esplanada, é o primeiro engenheiro de pesca a ocupar o cargo no Ministério.

Em tom descontraído, Edipo se apresentou e acolheu cada um dos repórteres presentes. Em seguida, falou sobre algumas das principais ações do MPA.

Transcrição do pronunciamento

“É uma honra estar aqui com vocês. Que a gente possa ter esse momento de se aproximar e mostrar para a imprensa qual o time que está à frente do Ministério da Pesca e Agricultura. Eu não sou apenas o Edipo, eu tenho um quadro técnico ao meu lado, uma equipe muito pequena, mas única e linda, que trabalha em prol do nosso setor, dois segmentos estratégicos para o país: a pesca e a aquicultura. Muitos, inclusive, confundem aquicultura com agricultura, então é um ponto que a gente precisa também universalizar. A gente precisa cada vez mais fortalecer esse segmento que representa hoje no Brasil 33 mil aquicultores registrados no Ministério da Pesca e Aquicultura. Esta é uma oportunidade que a gente tem também de trazer e falar da importância desse segmento, que ainda é novo no Brasil. A gente tem essa missão aí de universalizar também o conceito de aquicultura, que é o segmento que envolve muitos atores nesse processo.

Do outro lado temos a pesca, que é uma atividade centenária no nosso país, e conta com um grande número de atores envolvidos, principalmente nas comunidades tradicionais do Brasil. Temos em torno de um milhão e setecentos mil pescadores e pescadoras, mais de 80% deles se concentram nas regiões Norte e Nordeste. Por isso, inclusive, temos um olhar muito especial para essas regiões, para que a gente possa construir políticas específicas.

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A gente tem um time hoje estruturado em quatro secretarias finalísticas. Uma estruturada especificamente nos temas de aquicultura; duas direcionadas para a pesca, uma secretaria com pesca artesanal e outra com industrial. E temos uma quarta secretaria, que é a Secretaria de Registro, Monitoramento e Pesquisa. Essa é a secretaria que trabalha com o maior número de dados e de processo, e que subsidia também as outras secretarias, para que a gente consiga avançar nas nossas políticas públicas.

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Quando a gente olha para o currículo do nosso time, é um Ministério que hoje não alcança apenas o ministro mais jovem, o Ministro engenheiro de pesca, com toda uma trajetória acadêmica, com mestrado e doutorado na área e uma carreira de Extensionista Rural do Amazonas, do IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas). Eu carrego a Juventude, carrego o lado técnico, a Ciência, que é muito frágil. É isso que a gente vem trabalhando nesses poucos meses de gestão, dando continuidade ao trabalho do querido amigo André de Paula, que eu tive a honra de estar ao lado dele enquanto secretário-executivo. Um ministro que me ensinou muito, é muito experiente, vem do Congresso. Eu aprendi muito com o ministro André, principalmente como atender pessoas, porque eu acho que o gesto mais importante que a gente tem e que pode deixar para os outros, é atender. E isso eu acho que a gente tem em comum, e ficou muito mais claro e evidente depois que eu pude conviver mais com André de Paula, porque a gente entende que os políticos têm que ser mais próximos do povo. Mas o que era mais interessante no André de Paula, é que ele não fazia aquela política de querer agradar a todos. A gente fazia a boa política de dar o retorno e não querer enganar as pessoas, de dizer que ia fazer algo que a gente não poderia fazer. Isso me chamou a atenção na gestão do André e carrego comigo até hoje. Fazemos dobradinha no mesmo prédio e temos um trabalho totalmente interseccional com a Esplanada dos Ministérios.

Assim, a gente trabalha muito com o Ministério do Meio Ambiente. Porque temos essa missão dada pelo presidente Lula, que é trabalhar as políticas de acesso aos recursos pesqueiros em conjunto, com portaria assinada entre ambos os Ministérios. Temos um diálogo muito próximo hoje com o ministro Capobianco. A gente dialoga com o Ministério dos Povos Indígenas, com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a gente dialoga fortemente com o Ministério do Trabalho e Emprego, porque parte da nossa política impacta diretamente a política de emissão e pagamento do Seguro-defeso. Isso mostra que nós não estamos isolados na Esplanada dos Ministérios. O público da pesca artesanal é o público da agricultura familiar. Por isso a gente vem trabalhando bem próximo ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Inclusive, com políticas que alcançamos público da agricultura familiar, como o plano SAFRA. Ou seja, a gente não está isolado. o pescador, a pescadora, a aquicultura, todos têm o Ministério como advogado, e a gente advoga e prova que esse setor econômico, obviamente, sem distanciar nossos olhares de tudo aquilo que a gente acredita no conceito de desenvolvimento sustentável, mas com uma missão muito clara de promover a transformação azul no Brasil e ampliar o consumo de pescado no país. Porque quando eu falo de ampliar o consumo de pescado eu estou falando de uma proteína animal rica em ácidos graxos, em componentes essenciais para a vida humana. É a proteína animal que tem o menor impacto no ambiente, principalmente na emissão de gases de efeito estufa. Então, por que a gente não consome mais essa proteína? A proteína que tem o menor impacto no meio ambiente?

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Era essa a minha mensagem geral para vocês. É o nosso compromisso em fortalecer esse segmento que ajudou a tirar o Brasil do mapa da fome. Desse segmento que constrói o Brasil. É um setor que estava em invisibilidade por muitos anos. Só um presidente como o Lula, para tirar da invisibilidade mais de 1,7 milhão de pescadores e mais de 33 mil aquicultores, que colocam na nossa mesa em torno de 1,4 milhão de toneladas de pescado. A gente tem que trabalhar com isso, para crescer ainda mais e ampliar o nosso consumo de pescado, que está abaixo da média mundial”.

Perguntas dos repórteres

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Após os discursos, os repórteres puderam fazer perguntas ao ministro Edipo Araujo. Lista dos participantes e seus respectivos veículos:

Caroline Aguiar – TV Record

Daniela Ramos – TV Globo/ Programa DF no Campo

Iandara Pimentel – TV Globo

Igor Cardim – CBN

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Ana Claudia Leocádio – Revista Cenarium

Foram realizadas perguntas sobre o Tarifaço dos Estados Unidos e o Programa Brasil Soberano. Também questionaram sobre as políticas públicas do Ministério, como o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e o pagamento do Seguro-Defeso, que é de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, os profissionais da imprensa tiraram dúvidas sobre questões regionais relacionadas à pesca na Amazônia e em diferentes regiões do Nordeste.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIO

Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

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Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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