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AGRONEGÓCIO

Perdas pós-colheita no agronegócio podem ultrapassar milhões e desafiam rentabilidade no campo

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As perdas pós-colheita seguem como um dos principais desafios silenciosos da rentabilidade no agronegócio brasileiro. Embora fatores como clima, pragas, custos de insumos e oscilações de mercado estejam entre os temas mais debatidos, especialistas destacam que a etapa posterior à colheita também exerce forte impacto econômico sobre o resultado final das operações.

Em artigo, o CEO da AOzawa Consultoria, Anderson Ozawa, chama atenção para o fato de que uma parte significativa das perdas ocorre fora da porteira, em etapas como armazenagem, transporte, classificação e gestão logística.

Perdas pós-colheita ainda são subestimadas no setor

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 14% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos entre a colheita e o varejo. Em cadeias com infraestrutura limitada ou baixa eficiência operacional, esse índice pode ultrapassar 10% da produção.

No contexto do agronegócio brasileiro, o avanço tecnológico na produção foi determinante para o aumento da produtividade. No entanto, segundo especialistas, a próxima fronteira de competitividade está na eficiência da cadeia pós-produção.

Eficiência pós-porteira ganha protagonismo na rentabilidade

Ao longo dos últimos anos, o setor investiu fortemente em genética, mecanização, irrigação, defensivos e manejo agrícola, consolidando o Brasil como uma das principais potências globais do agro.

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Agora, a atenção se volta para o desempenho após a colheita. Processos como logística, armazenagem, transporte, pesagem, rastreabilidade, contratos e gestão de estoque passaram a influenciar diretamente a margem das operações.

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Segundo Ozawa, é nesse ponto da cadeia que parte relevante do valor econômico produzido no campo pode ser perdido sem percepção imediata.

Pequenas falhas geram grandes impactos financeiros

O especialista destaca que perdas pós-colheita muitas vezes não estão associadas a um único problema, mas à soma de pequenas ineficiências operacionais.

Entre os principais fatores estão:

  • Armazenagem inadequada
  • Perdas por umidade e deterioração
  • Falhas no transporte
  • Divergências de pesagem
  • Falta de rastreabilidade
  • Processos manuais e baixa digitalização
  • Gestão contratual deficiente

Embora isoladamente pareçam irrelevantes, essas falhas podem representar milhões de reais ao final de uma safra.

Ineficiências operacionais são menos visíveis, mas recorrentes

Diferentemente de eventos climáticos ou sanitários, as perdas pós-colheita não costumam gerar reação imediata. Muitas vezes, são incorporadas como parte natural do processo produtivo, o que dificulta sua identificação e correção.

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“O problema é quando a ineficiência deixa de ser percebida e passa a ser tratada como rotina”, destaca o especialista em sua análise.

Exemplo prático mostra impacto acumulado das perdas

Em uma operação com movimentação de 100 mil toneladas de grãos por ano, uma perda de apenas 0,5% representa 500 toneladas.

Dependendo da commodity e dos preços de mercado, esse volume pode gerar impacto financeiro significativo, resultado da combinação de pequenas falhas ao longo da cadeia logística e operacional.

Gestão e governança se tornam diferenciais competitivos

Para especialistas, a evolução do agronegócio passa pela integração entre produtividade e eficiência operacional. Produzir mais já não é suficiente sem mecanismos robustos de controle e preservação de valor.

A eficiência na cadeia pós-colheita envolve:

  • Monitoramento de processos
  • Digitalização da operação
  • Controle de qualidade e estoque
  • Governança de dados
  • Melhoria contínua na logística
Rentabilidade depende da preservação do valor produzido

O avanço do agronegócio brasileiro exige atenção não apenas à produção, mas também à capacidade de preservar o valor gerado no campo até o consumidor final.

Segundo a análise, o setor já demonstrou competência produtiva, mas agora enfrenta o desafio de reduzir perdas operacionais e melhorar a eficiência da cadeia como um todo.

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No cenário atual de margens pressionadas, volatilidade de preços e custos elevados, a gestão das perdas pós-colheita se torna um fator estratégico para a sustentabilidade econômica das operações no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Feijão 2ª safra no Rio Grande do Sul tem queda de 45% na área plantada, mas produtividade supera estimativa

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A colheita do feijão da segunda safra foi concluída no Rio Grande do Sul com forte redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a área plantada foi reestimada em 9.818 hectares, representando uma queda de 45,7% na comparação com a safra passada.

Apesar da expressiva retração na área destinada à cultura, o desempenho das lavouras foi positivo. A produtividade média estadual alcançou 1.414 quilos por hectare, resultado ligeiramente superior à estimativa inicial de 1.401 kg/ha, demonstrando bom desempenho das áreas cultivadas ao longo do ciclo.

Geadas reduziram rendimento em parte das lavouras

Na região administrativa de Ijuí, uma das principais produtoras de feijão do Estado, a colheita também foi finalizada. O rendimento médio ficou em 1.604 quilos por hectare, abaixo das projeções iniciais.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a redução da produtividade foi provocada pelos efeitos das geadas registradas durante os estágios vegetativo e reprodutivo da cultura, comprometendo o potencial produtivo em parte das áreas cultivadas.

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Mesmo assim, os resultados foram considerados satisfatórios diante das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da segunda safra.

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Preço do feijão recua no mercado gaúcho

No mercado, a comercialização apresentou leve desvalorização na última semana.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta que a saca de 60 quilos de feijão foi negociada, em média, a R$ 179,73, registrando queda de 1,36% em relação aos R$ 182,20 observados na pesquisa anterior.

A redução acompanha o comportamento do mercado no encerramento da colheita, período em que a maior disponibilidade do produto tende a exercer pressão sobre as cotações.

Cenário da segunda safra

Embora o Rio Grande do Sul tenha registrado uma significativa redução da área destinada ao feijão de segunda safra, a manutenção da produtividade em níveis satisfatórios demonstra a eficiência das lavouras remanescentes. Para os produtores, o comportamento dos preços e as condições climáticas continuarão sendo fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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