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AGRONEGÓCIO

Produção de leite de búfala impulsiona renda e transforma propriedade rural em referência agroindustrial em Minas Gerais

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O que começou como uma alternativa para diversificar a renda da propriedade rural se transformou em um empreendimento familiar de sucesso no interior de Minas Gerais. A produção artesanal de derivados de leite de búfala, iniciada na cozinha da própria fazenda, hoje coloca a Queijaria Brejaúba, em Dionísio, como referência regional em agroindustrialização e agregação de valor à produção rural.

O crescimento do negócio foi impulsionado pela participação da família no programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria de Derivados Lácteos e no Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar, iniciativas voltadas à profissionalização e regularização das agroindústrias rurais mineiras.

Assistência técnica foi decisiva para expansão da atividade

Quando José Eduardo e Francinete Bicalho decidiram investir na produção de derivados de leite de búfala, o objetivo era criar uma nova fonte de receita para a propriedade. Com o apoio técnico especializado, o projeto ganhou escala e se consolidou como um negócio promissor.

Segundo os produtores, a capacitação oferecida pelo Sistema Faemg Senar foi fundamental para aprimorar tanto a produção quanto a gestão da agroindústria.

O aprendizado envolveu desde o desenvolvimento das receitas até a organização administrativa e comercial do empreendimento, permitindo que a atividade evoluísse de forma estruturada e sustentável.

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Produção cresce mais de 2.500% em poucos anos

O avanço da atividade impressiona pelos números. A produção, que começou com apenas seis litros de leite por dia, alcança atualmente cerca de 160 litros diários, com um rebanho de 24 búfalas em lactação.

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O aumento da escala produtiva veio acompanhado da diversificação do portfólio. Hoje, a queijaria produz queijo, requeijão, ricota, iogurte e doce de leite, ampliando as oportunidades de comercialização e geração de renda para a família.

O sucesso dos produtos junto aos consumidores locais impulsionou novos investimentos e fortaleceu o projeto de expansão da agroindústria.

Nova estrutura busca ampliar mercados e conquistar certificação

Com o crescimento da demanda, surgiu a necessidade de adequar a produção às exigências sanitárias e estruturais exigidas pela legislação.

Novamente, a família contou com o suporte técnico do Sistema Faemg Senar para planejar a construção da nova agroindústria e conduzir todo o processo de regularização.

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A unidade está em fase final de implantação e foi projetada para atender aos requisitos técnicos necessários para obtenção do selo de inspeção regional, etapa considerada estratégica para ampliar a comercialização e acessar novos mercados.

Todo o processo foi acompanhado pela equipe técnica do Programa de Habilitação Sanitária do ATeG Agroindústria.

Negócio fortalece sucessão familiar no campo

Além dos resultados econômicos, a agroindústria contribuiu para fortalecer os laços familiares e incentivar a permanência das novas gerações no meio rural.

O filho do casal retornou à propriedade para atuar diretamente no empreendimento, enquanto a filha, que reside no exterior, desenvolveu a identidade visual da marca e auxilia na divulgação dos produtos.

A participação da família em diferentes áreas do negócio tem sido um dos pilares do crescimento da Queijaria Brejaúba, demonstrando como a agroindustrialização pode criar novas oportunidades de trabalho e renda dentro da própria propriedade rural.

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Programa já acompanha centenas de agroindústrias mineiras

Desde sua implantação, em 2021, o Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar já prestou assistência a 283 agroindústrias em Minas Gerais.

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Na área de abrangência do Escritório Regional de Viçosa, 20 empreendimentos receberam acompanhamento especializado, contribuindo para a formalização, regularização e fortalecimento de pequenos negócios rurais.

O trabalho está integrado à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) das cadeias agroindustriais e oferece suporte em diversas áreas estratégicas para o desenvolvimento dos empreendimentos.

Regularização abre portas para novos mercados

Além do registro sanitário de estabelecimentos e produtos, o programa atua em questões relacionadas à adequação estrutural, regularização ambiental, rotulagem de alimentos e licenciamento de atividades rurais.

Os produtores também recebem orientações sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR), uso de recursos hídricos, licenciamento simplificado e atendimento às exigências legais para comercialização.

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Outro diferencial da iniciativa é a participação ativa na discussão e atualização de regulamentos voltados às agroindústrias rurais, especialmente às queijarias artesanais, promovendo maior segurança jurídica e oportunidades de mercado para os produtores.

O caso da Queijaria Brejaúba demonstra como a combinação entre assistência técnica, gestão eficiente e regularização sanitária pode transformar pequenas produções familiares em negócios sustentáveis, competitivos e preparados para crescer no mercado de alimentos de valor agregado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

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Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

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Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

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Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

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Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

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O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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