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Supermercados intensificam campanhas de fidelidade após setor faturar R$ 1,1 trilhão em 2025

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O varejo supermercadista brasileiro entra em 2026 reforçando estratégias de fidelização para sustentar o crescimento das vendas em um cenário econômico mais desafiador. Após movimentar mais de R$ 1,1 trilhão em 2025 — o equivalente a cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional — o setor amplia investimentos em campanhas de loyalty, com foco em recorrência de compras, relacionamento com clientes e aumento do ticket médio.

A estratégia ganha força diante da desaceleração prevista para o varejo alimentar neste ano. Segundo o Ranking Abras 2026, elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados em parceria com NielsenIQ, Sebrae e Receita Federal, as vendas do setor devem crescer 3,2% em 2026, abaixo da alta de 3,68% registrada no ano anterior.

Fidelização se torna prioridade no varejo alimentar

Com consumidores mais atentos ao preço, ao custo-benefício e às experiências de compra, os supermercados passaram a enxergar as campanhas de fidelidade como uma ferramenta estratégica de crescimento.

A avaliação é da LoyaltyCom, empresa especializada em campanhas de selinhos colecionáveis, que participará de debates sobre tendências do setor durante a APAS Show 2026, um dos maiores eventos do varejo supermercadista da América Latina.

Segundo Mellina Haddad, CEO da companhia, as campanhas deixaram de ser apenas ações promocionais e passaram a integrar a estratégia comercial das redes supermercadistas.

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De acordo com ela, o objetivo atual vai além do aumento das vendas imediatas, envolvendo também fortalecimento do relacionamento com o consumidor, aumento da frequência de visitas às lojas e geração de valor para as marcas.

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Selinhos colecionáveis impulsionam vendas e engajamento

As campanhas baseadas em selos colecionáveis seguem entre os formatos mais utilizados pelo varejo alimentar brasileiro. O modelo permite que consumidores acumulem pontos ou selos durante as compras para trocar por produtos com descontos especiais.

A LoyaltyCom informa já ter distribuído mais de 300 milhões de selos em campanhas realizadas no Brasil, com crescimento contínuo no número de resgates de produtos.

Entre os itens mais procurados pelos consumidores estão panelas, facas, refratários e utensílios domésticos premium, especialmente associados a marcas reconhecidas pela qualidade.

Segundo a empresa, o consumidor tem percebido maior valor agregado nas campanhas, o que aumenta o engajamento e fortalece o vínculo com as redes varejistas.

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Produtos premium ganham espaço nas campanhas

Um dos principais movimentos observados pelo setor é a valorização de produtos ligados à experiência gastronômica e ao bem-estar doméstico.

A parceria entre a LoyaltyCom e a Le Cordon Bleu exemplifica essa tendência. A empresa ampliou recentemente sua atuação com a tradicional instituição de gastronomia para desenvolver linhas premium destinadas a campanhas de fidelidade no varejo brasileiro.

Atualmente, mais de 50 produtos e variações foram criados dentro da parceria, incluindo linhas de panelas, facas, refratários e itens de jantar utilizados em campanhas de grandes redes supermercadistas.

Segundo a empresa, campanhas ligadas à marca vêm registrando crescimento expressivo no engajamento dos consumidores e aumento das vendas em patamares de dois dígitos.

Juros altos e endividamento desafiam setor em 2026

Mesmo com perspectivas positivas para o consumo, o varejo supermercadista ainda enfrenta um ambiente de juros elevados e alto endividamento das famílias brasileiras.

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Nesse cenário, especialistas avaliam que ações de fidelização ganham importância estratégica para estimular consumo sem depender exclusivamente de redução de preços.

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Além de fortalecer o relacionamento com os clientes, as campanhas ajudam as redes a aumentar permanência, frequência de compras e competitividade diante da forte concorrência no setor.

Atacarejos seguem puxando crescimento do varejo

O avanço do setor supermercadista em 2025 foi impulsionado principalmente pelo crescimento do modelo atacarejo, que continua ganhando espaço no comportamento de compra dos brasileiros.

A busca por economia, praticidade e compras em maior volume favoreceu a expansão das redes híbridas, que seguem investindo em programas de fidelidade e experiências diferenciadas para ampliar participação de mercado.

Para especialistas do setor, a tendência é que as campanhas de loyalty se tornem ainda mais sofisticadas nos próximos anos, combinando inteligência de dados, personalização de ofertas e produtos de alto valor percebido.

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Experiência de compra se torna diferencial competitivo

A transformação das campanhas promocionais em estratégias de relacionamento demonstra uma mudança estrutural no varejo alimentar brasileiro.

Na avaliação da LoyaltyCom, a combinação entre produtos desejados, experiências positivas e mecanismos inteligentes de fidelização será determinante para o crescimento das redes supermercadistas em um mercado cada vez mais competitivo.

Com consumidores mais exigentes e atentos ao valor percebido, a experiência de compra passa a ocupar posição central na disputa pela preferência do público.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

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O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

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A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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