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Trigo dispara no mercado interno e em Chicago com oferta restrita no Sul e expectativa de compras da China

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O mercado de trigo segue aquecido no Brasil e no exterior, sustentado por problemas de oferta, demanda firme e movimentos internacionais que reforçam a valorização do cereal. No Sul do país, a escassez de trigo de qualidade mantém os preços elevados e limita os negócios, enquanto na Bolsa de Chicago as cotações dispararam mais de 4% diante da expectativa de aumento das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado brasileiro continua operando com oferta restrita de trigo de melhor padrão industrial, especialmente no Rio Grande do Sul, cenário que tem levado moinhos a disputar lotes de qualidade superior e até ampliar o interesse por trigo branqueador.

No mercado internacional, o trigo ganhou força após o anúncio de um novo acordo agrícola entre Estados Unidos e China, que prevê compras chinesas mínimas de US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028. O movimento aumentou o apetite dos investidores pelas commodities agrícolas e fortaleceu as cotações em Chicago.

Trigo de qualidade escasso mantém preços firmes no Sul

No Rio Grande do Sul, os moinhos seguem enfrentando dificuldades para encontrar trigo de qualidade superior disponível no mercado. Para lotes considerados premium, os negócios chegaram a R$ 1.500 por tonelada CIF, com pagamento em até 45 dias.

Apesar da recente queda do dólar ter reduzido em cerca de R$ 20 por tonelada os preços no porto gaúcho, a demanda por importação não sofreu alterações significativas. O receio em relação à qualidade de parte do trigo argentino tem levado compradores a pagar mais pelo produto nacional considerado mais seguro em termos industriais.

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A procura por trigo branqueador também aumentou nas últimas semanas, com registro de volumes relevantes negociados. Enquanto as coberturas de maio já estão completas, o abastecimento para junho estaria aproximadamente 50% fechado.

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Na safra nova, surgiram referências pontuais de R$ 1.250 por tonelada CIF porto e R$ 1.100 no interior gaúcho, embora os vendedores ainda resistam aos valores ofertados. Aproximadamente 40 mil toneladas já foram negociadas antecipadamente entre moinhos e operações de exportação.

O setor também observa preocupação com a próxima safra gaúcha. A expectativa é de redução superior a 25% na área plantada, acompanhada por corte de até 60% nos investimentos em adubação, fator que pode impactar diretamente a produtividade e a qualidade do cereal.

No mercado físico, os preços seguem em alta. Em Panambi, por exemplo, o valor de balcão avançou para R$ 63 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade e Paraná opera lentamente

Em Santa Catarina, o mercado permanece mais equilibrado em comparação aos demais estados do Sul. O estado recebe ofertas tanto da produção local quanto de trigo vindo do Rio Grande do Sul e do Paraná.

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Os preços do trigo catarinense subiram para o piso de R$ 1.350 por tonelada FOB. Já as ofertas do Paraná variaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350, enquanto o trigo gaúcho foi negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada.

No Paraná, apesar da firmeza das cotações, o ritmo de negócios continua lento. As negociações da semana oscilaram entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, com embarques programados entre maio e julho.

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As novas pedidas de venda já alcançam entre R$ 1.400 e R$ 1.500 FOB. No setor comprador, há registro de moinho ofertando R$ 1.450 para entrega em junho.

Chicago sobe mais de 4% com China e clima nos EUA

No cenário internacional, os contratos futuros do trigo encerraram a segunda-feira em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), refletindo a combinação entre demanda aquecida e preocupações climáticas nos Estados Unidos.

Os contratos com vencimento em julho fecharam cotados a US$ 6,64 1/2 por bushel, avanço de 4,52%. Já os papéis para setembro encerraram a sessão a US$ 6,77 3/4 por bushel, alta de 4,30%.

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Além do acordo agrícola entre Estados Unidos e China, o mercado segue atento à deterioração das lavouras de trigo de inverno norte-americanas. A seca nas regiões produtoras das Planícies continua pressionando o potencial produtivo, e analistas internacionais avaliam que as chuvas previstas para os próximos dias podem chegar tarde demais para parte das áreas mais afetadas.

Os investidores também monitoram os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), diante da expectativa de piora nas condições das lavouras.

Na demanda externa, as inspeções de exportação de trigo dos EUA totalizaram 223,9 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. Apesar da desaceleração semanal, o acumulado do atual ano-safra já supera o registrado na temporada anterior, reforçando o cenário de maior competitividade do trigo norte-americano no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

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“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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