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Vazio sanitário da soja impulsiona planejamento da safra 2026/27 e fortalece culturas de segunda safra em Mato Grosso

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O vazio sanitário da soja em Mato Grosso vai muito além da prevenção contra a ferrugem asiática. Embora o plantio da oleaginosa esteja proibido entre 8 de junho e 6 de setembro, as propriedades rurais seguem em plena atividade, com foco no desenvolvimento das culturas de segunda safra e na preparação da temporada 2026/27.

Durante esse período, produtores investem em manejos estratégicos que influenciam diretamente os resultados da próxima safra de soja. Milho, algodão, sorgo, gergelim e milheto permanecem em campo exigindo monitoramento constante, tratos culturais e planejamento técnico.

Além de contribuir para a diversificação da produção, essas culturas desempenham papel fundamental na rentabilidade das fazendas e na sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Manejo durante o vazio sanitário é decisivo para a próxima safra

O vazio sanitário tem como principal objetivo interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas da cultura da soja. Durante a vigência da medida, é obrigatória a eliminação de plantas vivas de soja em lavouras, áreas de armazenamento, margens de rodovias e demais locais onde possam surgir plantas voluntárias.

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Segundo especialistas, a adoção correta dessas práticas reduz a pressão da doença na safra seguinte e contribui para a eficiência do manejo fitossanitário.

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Ao mesmo tempo, o período é aproveitado pelos produtores para fortalecer a estrutura produtiva das áreas agrícolas. O milho consorciado com braquiária, por exemplo, favorece a formação de palhada, melhora as condições físicas do solo, aumenta a retenção de umidade e contribui para a conservação dos recursos naturais.

Culturas de segunda safra ganham protagonismo

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, a ausência da soja no campo não significa redução das atividades nas fazendas.

“Hoje não temos soja no campo, até porque o plantio é proibido durante o vazio sanitário. Mas isso não significa que a atividade para. O milho de segunda safra tem participação fundamental na rentabilidade do produtor. Além dele, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto seguem em desenvolvimento e exigem manejo constante”, destaca.

O especialista ressalta que as decisões tomadas neste período refletem diretamente no potencial produtivo da próxima safra.

“Os manejos realizados agora no milho, no algodão, no sorgo, no gergelim e em outras culturas refletem diretamente na safra de soja 2026/27. Este é um momento de planejamento e preparação, em que o produtor trabalha para construir os resultados que deseja alcançar na próxima temporada”, afirma.

Preparação começa meses antes do plantio

Além do controle das plantas voluntárias de soja, os produtores aproveitam o vazio sanitário para realizar ajustes de fertilidade, manejo de plantas daninhas, definição de cultivares, planejamento de insumos e estratégias de cobertura do solo.

Essas ações ajudam a criar condições mais favoráveis para o estabelecimento da lavoura de soja quando a janela de plantio for reaberta, aumentando as chances de produtividade e rentabilidade.

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Dessa forma, o vazio sanitário se consolida não apenas como uma ferramenta de defesa sanitária, mas também como uma etapa estratégica para a construção de uma safra mais eficiente, sustentável e competitiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil destaca a importância dos alimentos aquáticos durante a Our Ocean Conference, no Quênia

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou da Our Ocean Conference 2026, realizada em Mombasa, no Quênia, entre os dias 16 e 18 de junho. No evento foram realizados debates sobre geração de dados, governança dos oceanos, segurança alimentar, pesca sustentável e conservação dos recursos marinhos.

Durante o painel “Data in Support of Food Security and Nutrition – Aquatic Foods for Resilient Food Systems”, o MPA ressaltou a importância dos alimentos aquáticos para a segurança alimentar e nutricional, geração de emprego e renda e para a resiliência dos sistemas alimentares. A delegação brasileira apresentou ainda os esforços do país para recuperar a capacidade de monitoramento da pesca para a produção de dados confiáveis, necessários para a gestão sustentável dos recursos pesqueiros.

A Secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Doria, participou de painéis voltados ao fortalecimento da ciência e dos sistemas de informação para a gestão da pesca. Ela destacou os avanços do Brasil na reconstrução das estatísticas pesqueiras nacionais e no fortalecimento da tomada de decisões baseada em evidências científicas.

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Em outro painel, dedicado à proteção da zona mesopelágica (camada oceânica entre 200 e mil metros de profundidade), o Ministério destacou a necessidade de ampliar os investimentos em pesquisa científica, monitoramento e geração de dados. O objetivo é preencher lacunas de conhecimento sobre esses ecossistemas oceânicos e subsidiar decisões responsáveis sobre o uso sustentável dos recursos marinhos.

Dados do setor

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A comitiva brasileira também enfatizou a relevância social da pesca artesanal. Com mais de 8.500 quilômetros de litoral, cerca de 5 mil pontos de desembarque pesqueiro e aproximadamente 1,9 milhão de pescadores artesanais. O Brasil possui milhões de pessoas cujas condições de vida, cultura, identidade e segurança alimentar estão diretamente ligadas aos ecossistemas aquáticos e aos sistemas alimentares baseados na pesca.

O Governo Federal reforça a importância da cooperação internacional, do compartilhamento de metodologias, do fortalecimento das capacidades técnicas e da interoperabilidade entre sistemas de informação.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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