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Atendimento aos povos indígenas: terceira edição do curso mobiliza profissionais da segurança dos estados da Amazônia Legal

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Brasília, 17/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (17), a terceira edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas, voltado aos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Criada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a formação busca aprimorar o trabalho das forças de segurança no atendimento às populações indígenas, promovendo uma abordagem baseada no respeito aos direitos humanos, na sensibilidade cultural e na compreensão das especificidades dos diferentes povos, com atenção especial aos territórios da Amazônia Legal.

Desenvolvido em parceria com a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o curso reúne conhecimentos técnicos e boas práticas para qualificar a atuação dos agentes públicos diante dos desafios enfrentados nos territórios indígenas, principalmente aqueles relacionados ao crime organizado e às violações de direitos.

Durante o lançamento, a diretora de Ensino e Pesquisa, Michele Ramos, ressaltou que a ação traduz o compromisso permanente do Governo Federal com a proteção dos povos indígenas, destacando a importância da articulação institucional para consolidar o trabalho.

“O curso traduz o compromisso do MJSP com a proteção dos povos indígenas e a segurança dos seus territórios. Compreendemos que o papel das forças de segurança é central para a garantia dos direitos dessas populações. Esta formação foi construída a muitas mãos, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do CNJ, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e da Força Nacional. É fruto da troca de boas práticas e do fortalecimento de caminhos para uma atuação cada vez mais qualificada”, afirmou.

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A secretária da Senad, Marta Machado, destacou que a capacitação é estratégica para fortalecer a presença do Estado em regiões onde o tráfico de drogas e outros crimes impactam diretamente as comunidades indígenas.

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“A qualificação para um enfrentamento mais eficiente é fundamental. A terceira edição do curso demonstra que esta é uma ação permanente do Ministério. Precisamos de profissionais preparados, com sensibilidade cultural e compromisso com os direitos humanos. Os desafios enfrentados nessas regiões são cada vez mais complexos. O tráfico de drogas se articula com outras atividades ilegais que afetam profundamente os povos indígenas, e a resposta do Estado precisa ser qualificada, baseada em inteligência, fortalecimento comunitário e integração institucional”.

Marta Machado explicou ainda que cada território indígena possui uma dinâmica própria, e compreender essas particularidades é essencial para reduzir os impactos da criminalidade. “Temos aprendido que não é possível enfrentar desafios complexos com políticas isoladas”.

Representando a presidência da Funai, Léia Bezerra do Vale, enfatizou que a qualificação dos profissionais é uma demanda histórica das comunidades indígenas.

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“Desde 2006, quando realizávamos seminários sobre a Lei Maria da Penha, as mulheres indígenas já demonstravam a necessidade de agentes públicos preparados para compreender suas especificidades. O Brasil possui mais de 390 povos indígenas, com diferentes etnias, línguas e culturas. Muitas vezes, essas pessoas chegam a uma delegacia e não conseguem ser compreendidas. Ter profissionais capacitados e sensíveis para atender essa população é fundamental”, concluiu.

Na sequência, o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF ministrou uma aula magna sobre as particularidades do atendimento aos povos indígenas.

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A nova edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas reforça a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública de investir na formação continuada dos profissionais do Susp, promovendo um trabalho cada vez mais integrado, qualificado e alinhado aos princípios da cidadania, da diversidade cultural e da proteção dos direitos fundamentais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Senasp promove encontro nacional para compartilhamento de boas práticas em investigações envolvendo criptoativos

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Brasília, 17/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), realizou, entre 9 e 11 de junho, o III Encontro Técnico de Compartilhamento de Boas Práticas em Investigações Envolvendo Criptoativos, na capital federal.

Coordenado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), com apoio do Crypyolab e do Instituto de Direito Público (IDP), o evento reuniu profissionais das áreas de investigação, persecução penal, inteligência, defesa cibernética e rastreamento patrimonial, promovendo o intercâmbio de experiências e o fortalecimento da cooperação institucional no enfrentamento aos crimes relacionados a ativos virtuais.

A ação integrou os esforços da Senasp voltados ao fortalecimento das capacidades das instituições de segurança pública diante dos desafios impostos pelo uso crescente de criptoativos em práticas criminosas, como lavagem de dinheiro, fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e outras modalidades de criminalidade organizada.

Programação

Ao longo dos três dias de programação, foram debatidos temas relacionados à tecnologia blockchain, ao rastreamento de ativos virtuais, à investigação financeira, à recuperação patrimonial, ao compliance, à cooperação internacional, à atuação de organizações criminosas e a estudos de casos reais conduzidos por instituições nacionais e estrangeiras.

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O encontro reuniu representantes de tribunais de justiça, polícias civis, polícias militares, ministérios públicos estaduais, Ministério Público Federal (MPF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Ministério da Justiça e Segurança Pública e Exército Brasileiro, por meio da Escola Nacional de Defesa Cibernética.

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A programação também contou com a participação de especialistas internacionais vinculados ao Serviço Secreto dos Estados Unidos (United States Secret Service), à Homeland Security Investigations (HSI), ao Federal Bureau of Investigation (FBI) e ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Department of Justice – DOJ), por intermédio do programa International Computer Hacking and Intellectual Property (ICHIP).

O último dia foi dedicado a atividades práticas voltadas ao aperfeiçoamento técnico dos participantes, com a aplicação de metodologias e ferramentas utilizadas em investigações envolvendo criptoativos.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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