BRASIL
Decreto amplia convocações e reforça recomposição do efetivo da Polícia Federal
Brasília, 23/04/2026 – O Governo Federal autorizou, nesta quarta-feira (22), a ampliação das convocações do concurso da Polícia Federal de 2025, com a nomeação de mil candidatos além das vagas inicialmente previstas no edital. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 12.943, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
A iniciativa amplia o quantitativo originalmente estabelecido e reforça o processo de recomposição do efetivo da instituição. O decreto contempla os cargos de delegado, perito, agente, escrivão e papiloscopista.
“Eu recomendei ao meu ministro da Justiça que fizesse uma convocação a todos os agentes da polícia e delegados que estão prestando serviço fora da Polícia Federal, em outros departamentos, para que voltem para a Polícia Federal, porque nós assumimos o compromisso de fazer uma guerra contra o crime organizado. E nós precisamos dos policiais em serviço na Polícia Federal e não em outro serviço”, explicou Lula.
Na prática, a medida dobra o número inicial de vagas previsto no edital. Com isso, a Polícia Federal poderá incorporar até 2 mil novos policiais, fortalecendo sua estrutura e ampliando a capacidade de resposta às demandas da sociedade.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, ressaltou a importância da medida. “Expressa o compromisso do senhor [presidente] como um verdadeiro e efetivo combate ao crime organizado. Não é possível combater o crime organizado sem medidas concretas como essas e outras que o governo adotará”, disse.
Atualmente, parte dos aprovados no concurso de 2025 já está em formação na Academia Nacional de Polícia, em Brasília. São mais de 600 candidatos matriculados no curso de formação para o cargo de agente, etapa final do certame e fundamental para a preparação técnica e operacional dos futuros servidores.
Com a nova autorização e considerando também os candidatos ainda não convocados dentro das vagas originais, a Polícia Federal poderá nomear até 1.370 novos servidores ainda em 2026. A distribuição das vagas por carreira está detalhada em quadro específico no decreto.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a medida representa avanço para o trabalho da corporação. “Vai permitir que a gente amplie a nossa atuação nas regiões de fronteira, em portos, aeroportos na defesa do nosso patrimônio ambiental, dos nossos biomas e com isso a gente preste melhores serviços à sociedade”, declarou.
Além das vagas autorizadas neste momento, o Governo Federal assumiu, em conjunto com a direção da Polícia Federal, o compromisso de preencher todos os cargos vagos da carreira policial no segundo semestre de 2026. Esse contingente deverá compor a quarta turma da Academia Nacional de Polícia, prevista para o início de 2027.
Caso a medida seja integralmente implementada, será a primeira vez que todos os cargos policiais da Polícia Federal estarão completamente ocupados.
Com informações da Polícia Federal e da Agência Gov.
BRASIL
MME instala grupo de trabalho para discutir infraestrutura de reatores nucleares avançados no Brasil
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta terça-feira (22/4), a 1ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho nº 19 (GT-19), no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). O encontro marcou a instalação do colegiado, responsável por discutir a infraestrutura nacional voltada a reatores nucleares de potência, com foco na recepção de Pequenos e Microrreatores Modulares (SMRs) no país.
A reunião contou com a participação de representantes de órgãos governamentais e instituições do setor nuclear.
Instituído pela Resolução CDPNB nº 43, de 6 de janeiro de 2026, o GT-19 tem como finalidade avaliar aspectos técnicos, regulatórios e institucionais necessários à inserção de novas tecnologias nucleares no Brasil. Durante o encontro, foram apresentadas a contextualização estratégica do CDPNB e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), as motivações para criação do grupo pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e a proposta de governança e metodologia de trabalho elaborada pelo MME.
A iniciativa reúne diferentes segmentos, incluindo entes públicos, instituições reguladoras, empresas estatais, setor produtivo e academia, com o objetivo de promover uma abordagem integrada sobre os desafios associados à implantação de reatores avançados.
Entre os temas prioritários estão a definição de locais para instalação, a gestão de rejeitos radioativos, a formação de mão de obra qualificada, os modelos operacionais, o financiamento, a seleção tecnológica e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos.
A criação do GT-19 acompanha o movimento internacional de expansão dos SMRs, considerados alternativa relevante para diversificação da matriz energética e ampliação da segurança energética.
A expectativa é que o grupo elabore um documento consolidado com diretrizes e recomendações capazes de subsidiar decisões estratégicas no âmbito do Programa Nuclear Brasileiro.
“O GT-19 representa um passo importante para que o Brasil avance de forma estruturada e segura na avaliação de novas tecnologias nucleares. A proposta é construir, de maneira colaborativa, as bases necessárias para a inserção dos pequenos reatores modulares no país, alinhando inovação, segurança e desenvolvimento energético”, afirmou o subsecretário de Governança do MME, Dênis Soares, que coordena o grupo.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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