Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Pensando o Direito retoma pesquisas aplicadas com estudo sobre criminalidade organizada

Publicado em

Brasília, 1º/7/2026 – A Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos (SAL), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), retomou nesta quarta-feira (1º) o projeto Pensando o Direito com o lançamento do volume 62, em evento realizado no Palácio da Justiça. A publicação tem como tema Criminalidade Organizada: Diagnóstico e Políticas Públicas e Legislativas e reúne pesquisas voltadas à compreensão dos desafios relacionados ao enfrentamento das organizações criminosas no Brasil. A iniciativa é retomada após quase uma década sem novas edições.

Durante o encontro, também foi anunciado edital de pesquisa em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que dará origem ao volume 64 do Pensando o Direito. O edital tem como objetivo desenvolver estudos aplicados sobre temas relacionados ao sistema penal, contribuindo para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

O evento contou com a participação do secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; do secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; da diretora de Projetos da SAL, Adriana Marques; da chefe da Assessoria de Controle, Gestão de Risco e Assuntos Estratégicos da Senappen, Vanessa Luz; da professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carolina Grillo; e do diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Alexandre Bernardino Costa.

O secretário-executivo Ademar Borges destacou que o volume 62 demonstra como a produção acadêmica pode orientar decisões estratégicas do Governo. Segundo ele, os eixos do Programa Brasil Contra o Crime Organizado dialogam com diagnósticos produzidos pela pesquisa científica.

“O que estamos fazendo é política pública baseada em evidência. E, para isso, precisamos estar conectados com a produção da melhor ciência no Brasil. Temos excelentes pesquisadores e universidades públicas que são parceiros na construção de soluções para os desafios do País”, declarou.

Advertisement

Para Paulo Modesto, a retomada do Pensando o Direito representa a reconstrução de uma ação estratégica para aproximar conhecimento científico, formulação legislativa e políticas públicas.

“Não estamos apenas apresentando uma obra técnica, um livro voltado ao tema da criminalidade organizada. Nosso objetivo é marcar a retomada de uma das iniciativas públicas mais inovadoras da história recente da legislação brasileira”, afirmou o secretário.

Leia Também:  Senasp reúne forças de segurança para intensificar operações integradas nas divisas estaduais

Segundo Modesto, o projeto fortalece a produção de conhecimento aplicado e amplia a participação da academia na construção de soluções para desafios nacionais. Ele também destacou a aprovação de 16 projetos de pesquisa desenvolvidos em parceria com a Universidade de Brasília, que envolverão pesquisadores e instituições de diferentes regiões do Brasil.

A secretária Maria Rosa Loula ressaltou a importância da retomada do projeto como instrumento de aproximação entre Estado, academia e sociedade.

“É uma emoção, como servidora do Estado, estar diante de uma celebração da produção científica e do conhecimento científico. As políticas públicas precisam se fundamentar em conhecimento, produção e diálogo com diferentes saberes. Em um País em que muitas vezes projetos valorosos são interrompidos com mudanças de gestão, ver sua continuidade é motivo de comemoração.”

Advertisement

A professora do Departamento de Sociologia e Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, Carolina Grillo, enfatizou a relevância do estudo sobre criminalidade organizada diante dos impactos sociais provocados pela atuação de grupos criminosos no País.

“A criminalidade organizada aborda um dos problemas mais graves enfrentados pela população brasileira. A segurança pública precisa ser pensada a partir de pesquisas e evidências capazes de compreender a realidade e orientar ações mais efetivas. Não é possível construir respostas públicas consistentes sem um diálogo permanente entre universidade e poder público. A pesquisa precisa contribuir para a construção de um saber prático”, explicou.

Volume 62: Criminalidade Organizada – Diagnóstico e Políticas Públicas e Legislativas

O volume 62 do Pensando o Direito analisa os desafios impostos pela criminalidade organizada no Brasil, reunindo pesquisas sobre a estrutura, o funcionamento e os impactos das organizações criminosas, além de avaliar instrumentos jurídicos e políticas públicas voltados ao enfrentamento desse cenário.

O estudo contribui para o debate institucional sobre medidas legislativas e administrativas capazes de fortalecer a atuação do Estado, ampliar a efetividade das políticas públicas e aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e combate ao crime organizado.

Advertisement

A publicação reúne estudos desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal Fluminense, produzidos por pesquisadores especializados em criminalidade organizada e segurança pública.

Leia Também:  MME abre consulta pública da Estratégia Nacional de Dados Energéticos

Novo edital em parceria com a Senappen

O edital SAL/Senappen dará origem ao volume 64 do Pensando o Direito e amplia a cooperação entre Governo e universidades para desenvolver estudos aplicados sobre temas estratégicos da política penal brasileira, contribuindo para o aprimoramento da legislação e para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

O projeto está alinhado ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Estado de Coisas Inconstitucional do Sistema Prisional Brasileiro – Plano Pena Justa, elaborado pela Senappen em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A parceria busca produzir diagnósticos, estudos técnicos e propostas voltados ao aprimoramento da legislação penal e da execução penal, fortalecendo políticas públicas orientadas por evidências.

Advertisement

Representando a Senappen, a chefe da Assessoria de Controle, Gestão de Risco e Assuntos Estratégicos, Vanessa Luz, comentou que a pesquisa científica tem papel fundamental nesse processo, pois permite que decisões estratégicas sejam tomadas com base em evidências, e não apenas em percepções ou respostas imediatistas.

Pensando o Direito

O Pensando o Direito é um projeto da Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos (SAL) dedicado à produção de estudos sobre temas jurídicos e institucionais relevantes para o aperfeiçoamento das políticas públicas brasileiras.

Retomada após uma pausa iniciada em 2017, a iniciativa busca aproximar o conhecimento acadêmico da formulação de políticas governamentais, promovendo estudos que contribuam para a modernização do sistema de Justiça, o fortalecimento de direitos e o aperfeiçoamento da legislação.

Criado em 2007, o projeto reúne pesquisadores, universidades e instituições da sociedade civil para analisar desafios jurídicos contemporâneos, produzir diagnósticos e propor soluções baseadas em evidências. Os estudos servem de referência para debates legislativos, decisões administrativas e formulação de políticas públicas.

Advertisement

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

BRASIL

CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco

Published

on

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.

Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.

Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.

Advertisement

Informações Técnicas:

Leia Também:  Diopi capacita profissionais de segurança pública para operação de drones

Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.

Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.

Advertisement

Previsão Hidroenergética para Julho/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

Advertisement

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

105% 

87% 

63,8% 

Advertisement

62,3% 

Sul

125% 

50% 

75,2% 

Advertisement

52,2% 

Nordeste

61% 

61% 

84,4% 

Advertisement

88,6% 

Norte

72% 

68% 

93,3% 

Advertisement

93,1% 

SIN (total)

102%  

74% (4º menor em 96 anos) 

69,7% 

Advertisement

66,1% 

Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.

Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

Advertisement

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA