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Relatório inédito aponta avanços significativos na universalização da energia limpa na Amazônia Legal com mais de um milhão de pessoas beneficiadas

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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta sexta-feira (3/7), em parceria com a Global Energy Alliance (GEA), o Relatório Workshop Energias da Amazônia 2026 – Diagnóstico Participativo e Recomendações para as Políticas Públicas voltadas para a Universalização e Descarbonização na Região Amazônica. De acordo com o MME, a partir do programa, cerca de um milhão de brasileiros passaram a contar com energia limpa, renovável e interligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O número de sistemas isolados na região caiu de 212 para 160. Na prática, mais localidades passaram a receber energia conectada ao sistema, com maior segurança no abastecimento, menor custo de geração e menor emissão de gases de efeito estufa.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, os resultados evidenciam os avanços promovidos pela política pública e reforçam o compromisso do Governo do Brasil com a redução do número de sistemas isolados e a ampliação do acesso à energia. “A Amazônia ocupa papel estratégico na agenda energética brasileira. Esses resultados mostram o trabalho que estamos desenvolvendo desde 2023 e sinalizam ao mundo que é possível conciliar segurança energética, desenvolvimento regional e sustentabilidade, por meio de políticas públicas inovadoras e da ampliação do uso de fontes renováveis,” afirmou. 

O documento, elaborado pela consultoria PSR, reúne diagnósticos e recomendações construídos de forma participativa, durante o Workshop Energias da Amazônia 2026. Entre os principais avanços apontados pelo documento, está a realização de 15 interligações ao SIN em 2025, incluindo a conexão de Boa Vista (RR), última capital brasileira a ser interligada. Também foram destacadas a contratação de soluções tecnológicas inovadoras no Leilão de Sistemas Isolados 2025 e a estruturação de um pipeline robusto de projetos para essas localidades.   

No certame predominaram projetos de usinas híbridas combinando geração térmica a diesel com energia solar fotovoltaica e sistemas de armazenamento em baterias, com níveis de renovabilidade média de cerca de 80% em um dos lotes e aproximadamente 23% em outro, sinalizando uma transição clara de um modelo baseado em geração térmica pura para uma matriz híbrida otimizada. O leilão contratou 50 MW de potência com investimentos da ordem de R$ 312 milhões, beneficiando milhares de pessoas em localidades remotas do Amazonas e do Pará.

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O cadastramento de 241 projetos no Leilão de 2025, totalizando 1.870 MW de potência, evidencia o dinamismo do mercado e a internalização da agenda de transição energética, com forte predominância de soluções híbridas e crescente incorporação de sistemas de armazenamento. Essa tendência se reforça pela rápida expansão das tecnologias renováveis nos sistemas isolados. As projeções indicam crescimento da capacidade de armazenamento para cerca de 308 MWh e da geração solar para aproximadamente 180 MW até 2028, demonstrando que a hibridização deixou de ser uma solução piloto e se consolidou como padrão tecnológico para o atendimento dessas localidades. 

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PRÓ-AMAZÔNIA LEGAL

Também foram ressaltados os resultados do Pró-Amazônia Legal, cujo primeiro edital focalizou no investimento com recursos não reembolsáveis em projetos com impacto estrutural e foco em redução da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e descarbonização. Foram aprovados 14 projetos, que beneficiam 35 sistemas isolados nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, com valor de investimento total de R$ 829 milhões, que inclui recursos alavancados da iniciativa privada, com potencial de beneficiar cerca de 650 mil pessoas e evitar a emissão de aproximadamente 800 mil toneladas de CO₂.

Os resultados do workshop evidenciam a consolidação de um novo paradigma tecnológico e institucional impulsionado pelo Programa Energias da Amazônia. Nesse contexto, a redução da dependência do diesel é promovida por uma combinação de soluções estruturais, como a interligação ao SIN, e medidas graduais, a exemplo da hibridização dos sistemas de geração local. Essa abordagem contribui para reduzir custos (CCC), diminuir as emissões de carbono e ampliar a qualidade e a confiabilidade do fornecimento de energia às populações da Amazônia Legal, em alinhamento com os princípios de uma transição energética justa, inclusiva e territorialmente orientada. A iniciativa reforça o papel do MME como formulador de políticas públicas e prestador de contas à sociedade, além de evidenciar o caráter inovador da política pública nos campos regulatório, financeiro e institucional.

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SOBRE O WORKSHOP   

O workshop demonstrou que questões logísticas, regulatórias, financeiras e socioambientais são centrais para o planejamento e a operação dos sistemas. As enquetes realizadas com os participantes mostraram consenso em torno da importância da hibridização de usinas existentes, da interligação ao SIN quando tecnicamente viável e do fortalecimento de soluções inovadoras, como comunidades energéticas e novos modelos de negócio.

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A dimensão social ocupou papel central nos debates. Os participantes destacaram que o acesso à energia na Amazônia deve ser entendido como vetor de dignidade, inclusão e desenvolvimento, com atenção especial aos usos produtivos de energia. A energia foi reconhecida como condição essencial para geração de renda, fortalecimento da bioeconomia, melhoria dos serviços de saúde e educação e promoção da permanência das populações em seus territórios.

O evento, em sua segunda edição, foi uma iniciativa conjunta do MME, GEAAP e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), no âmbito do Programa Energias da Amazônia. Com mais de 160 representantes do governo federal, agências reguladoras, planejadores setoriais, distribuidoras de energia, instituições financeiras, organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias, o evento debateu os desafios e as soluções para a universalização do acesso à energia elétrica, usos produtivos da energia, e a descarbonização dos Sistemas Isolados na Amazônia Legal. 

O relatório pode ser acessado na íntegra aqui.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Governo do Brasil lança aplicativo para ampliar atendimento do programa Luz para Todos

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A democratização do acesso à energia elétrica no Brasil deu mais um passo com o lançamento do aplicativo Luz para Todos, que permite aos cidadãos, lideranças comunitárias e instituições registrarem e acompanharem as solicitações de atendimento em áreas rurais e regiões remotas de todo o país, incluindo a Amazônia Legal. Esse é mais um canal de atendimento do programa, complementando os meios já disponíveis de acesso à política pública. Desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) a partir do programa Startup GOV.BR, a iniciativa contribui para ajudar a identificar famílias que ainda não têm acesso à energia elétrica e levar mais desenvolvimento regional e social. 

O aplicativo passa a integrar a rede de atendimento do programa Luz para Todos, oferecendo mais uma alternativa para o registro e o acompanhamento das solicitações. Por meio da plataforma, qualquer pessoa (solicitante ou não) pode indicar localidades sem acesso à energia, acompanhar o andamento dos pedidos e contribuir para o mapeamento das demandas, fortalecendo o planejamento das ações voltadas à inclusão energética em todo o país. Para solicitar o atendimento, é necessário fazer o cadastro na plataforma, em seguida os dados pessoais do beneficiário devem ser inseridos junto a uma foto do local da instalação. 

“A energia elétrica é a base para o desenvolvimento. Ela é responsável por movimentar a produção, fortalecer os serviços públicos, gerar oportunidades e promover mais qualidade de vida para a população. O lançamento do aplicativo Luz para Todos reforça o compromisso do Governo do Brasil com a inclusão energética e a redução das desigualdades. Seguimos firmes na missão de garantir que todas as brasileiras e brasileiros tenham acesso a esse serviço tão essencial”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

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O atendimento também continua sendo realizado diretamente junto à concessionária de energia elétrica responsável pelo município, presencialmente ou pelos canais oficiais da distribuidora. As solicitações também podem ser feitas por familiares, lideranças comunitárias, associações locais, sindicatos rurais, prefeituras e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que podem representar famílias e comunidades durante o processo. Para a solicitação, são necessários documento oficial com foto, comprovante de residência e, quando houver, o Número de Identificação Social (NIS) da família cadastrada no CadÚnico.

Conheça as funcionalidades do aplicativo

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Desenvolvido no âmbito do Programa Startup GOV.BR para atender usuários em diferentes contextos, o aplicativo conta com recursos que facilitam o uso mesmo em regiões com conectividade limitada. 

“O Governo Digital deve ser para todas as pessoas. É por meio de parcerias como essa, com o MME, que a gente trabalha no Startup GOV.BR. A ideia é justamente que soluções como este aplicativo do Luz para Todos sejam desenvolvidas de forma ágil, para ampliar o acesso e incluir mais pessoas”, disse o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas.

Entre as principais funcionalidades do aplicativo estão:

  • Uso online e offline: permite registrar solicitações mesmo em locais com pouca ou nenhuma conexão à internet;

  • Localização e envio de imagens: possibilita informar a localização exata da unidade a ser atendida e anexar fotos para apoiar a análise da demanda;

  • Acompanhamento dos pedidos: os usuários podem consultar o andamento das solicitações de forma simples e transparente;

  • Integração com bases governamentais: utiliza informações de cadastros públicos para tornar a análise mais ágil e qualificada;

  • Solicitações individuais e coletivas: permite registrar pedidos para residências, comunidades, escolas, unidades de saúde e atividades produtivas; e

  • Cadastro por terceiros: lideranças comunitárias, organizações e instituições podem solicitar atendimento em nome de famílias ou comunidades, ampliando o alcance da política pública.

LabQ

O projeto contou com o apoio do Laboratório de Qualidade em Serviços Digitais (LabQ) da Secretaria de Governo DIgital (SGD) do MGI, que apoiou a realização de entrevistas e oficinas colaborativas com representantes de perfis diversos de usuários – como indígenas, ribeirinhos e assentados –, além de equipes de órgãos governamentais como Incra, Funai, CadÚnico/MDS e de organizações da sociedade civil. Essa abordagem permitiu compreender a realidade sob a perspectiva dos cidadãos e garantiu que o usuário estivesse no centro do processo de desenho. Assim, o produto foi concebido para refletir as necessidades reais das comunidades e oferecer soluções mais adequadas, simples e eficazes.

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Disponível gratuitamente para Android e iOS.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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