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Crise política em Cuiabá

Futuro de Chico 2000 no PL por um fio

Vereador Chico 2000 (PL) é investigado por corrupção e compra de votos, com o PL cogitando sua expulsão. Situação indefinida agrava crise.

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Vereador Chico 2000 (PL) enfrenta investigações e possível expulsão do partido em Cuiabá.
Vereador Chico 2000 (PL) enfrenta investigações e possível expulsão do partido em Cuiabá.

investigações por corrupção e compra de votos colocam vereador sob pressão para deixar a sigla, enquanto o partido não descarta expulsão.

O cerco se fecha para o vereador Chico 2000 (PL) em Cuiabá, que, alvo de múltiplas investigações policiais por supostos crimes graves, vê sua permanência no Partido Liberal cada vez mais incerta, com a direção da sigla admitindo abertamente a delicada possibilidade de expulsão.

Operações em foco

O afastamento do parlamentar ocorreu em abril de 2025. Isso se deu no âmbito da Operação Perfídia. A referida operação apura um esquema de propina para aprovação de projetos na Câmara Municipal. Como se não bastasse, nesta quinta-feira, 5 de junho, Chico 2000 tornou-se novamente alvo policial, desta vez na Operação Rescaldo, que investiga a compra de votos nas eleições de 2024 em Várzea Grande e Cuiabá.

O dilema da desfiliação

A situação transformou-se num verdadeiro novelo político. O presidente municipal do PL, Dito Lucas, confirmou que Chico 2000 solicitou e obteve carta de anuência para se desfiliar. Contudo, o vereador curiosamente, ainda não oficializou sua saída do partido. Essa indecisão mantém seu desgastante vínculo com a legenda. Para o partido ele tornou-se um fardo aparentemente pesado.

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Dito Lucas foi claro: “Chico pediu a carta de anuência para se desfiliar do PL, porém, não oficializou sua saída. De acordo com o presidente, a expulsão é cogitada devido ao desgaste causado pelas investigações”, afirmou o dirigente partidário.

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Acusações e desgastes

Mas quais são exatamente as suspeitas que pairam sobre o vereador? As investigações apontam para uma suposta compra de votos durante o pleito de 2024, com detalhados relatos de que terceiros abordaram eleitores de outros candidatos, inclusive do próprio PL, oferecendo vantagens financeiras indevidas. Somam-se a isso as denúncias de corrupção na Câmara cuiabana. Elas envolvem o suposto pagamento de propina. O objetivo seria aprovar projetos de interesse de empresas com contratos na prefeitura. Fatos que, evidentemente, minaram a posição de Chico 2000 na legenda.

Partido em compasso de espera

Com a carta de anuência em mãos, mas sem oficializar a desfiliação, Chico 2000 deixa o PL numa encruzilhada. A expulsão surge, então, como uma alternativa cada vez mais palpável. Isso para o diretório municipal tentar estancar o sangramento político. Os próximos capítulos desta novela dependerão do avanço das investigações. E, claro, da decisão do vereador sobre seu futuro partidário. Até lá, o clima é de espera e especulação nos bastidores. Essa situação desgasta a imagem de todos os envolvidos. O destino de Chico 2000 no PL permanece, portanto, uma grande incógnita.

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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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