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Pesquisa eleitoral MT 2025

Mulheres em Mato Grosso: um olhar mais crítico sobre a gestão Mauro Mendes, revela pesquisa

Pesquisa de maio de 2025 em Mato Grosso aponta que mulheres desaprovam mais a gestão Mauro Mendes e demonstram menor apoio a ele para o Senado.

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Opinião mulheres gestão Mauro Mendes
Análise da pesquisa de maio de 2025 revela maior desaprovação da gestão Mauro Mendes entre mulheres e menor intenção de voto para o Senado.

A pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em Mato Grosso, entre 07 e 11 de maio de 2025, acende um sinal de alerta para o governador Mauro Mendes e seu grupo político. Longe de ser um bloco monolítico de apoio, o eleitorado feminino mato-grossense manifesta um descontentamento significativamente maior com a atual administração e um apoio consideravelmente mais tímido ao nome do governador para futuras disputas, quando comparado ao público masculino.

Essa fissura na base de apoio, detectada a mais de um ano das eleições de 2026, não pode ser subestimada. Embora Mendes ainda detenha a aprovação da maioria das mulheres, a pesquisa expõe uma vulnerabilidade preocupante: uma parcela expressiva e crescente do eleitorado feminino parece não se ver contemplada ou plenamente convencida pela gestão e pelas perspectivas políticas ligadas ao atual governador. O levantamento entrevistou 1540 eleitores em 60 municípios, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e confiança de 95,0%.

Desaprovação da gestão: um fosso entre gêneros

A discrepância mais flagrante reside na avaliação da administração estadual. Enquanto 10,6% dos homens desaprovam o governo Mauro Mendes, este índice dispara para 15,6% entre as mulheres. Essa diferença de cinco pontos percentuais não é apenas uma variação estatística; é um sintoma claro de que as políticas, a comunicação ou a imagem do governo enfrentam uma barreira de ceticismo e crítica mais robusta junto ao público feminino. Questiona-se, inevitavelmente, quais ações ou omissões da gestão estadual estão alimentando essa insatisfação específica.

Apesar de 79,7% das mulheres ainda aprovarem a administração, a intensidade da desaprovação nesse segmento específico é um indicativo de que a lealdade não é incondicional e que um contingente importante se sente à margem ou em desacordo com os rumos do estado.

Corrida ao senado: apoio feminino mais contido a Mendes

O cenário para as eleições ao Senado Federal de 2026, onde cada eleitor escolherá dois candidatos, também reflete esse distanciamento. Mauro Mendes, cotado para a disputa, recebe a intenção de voto de 64,1% dos homens, mas apenas 57,5% das mulheres. São 6,6 pontos percentuais a menos de apoio vindo delas, um dado que enfraquece a imagem de unanimidade e demonstra que sua candidatura ao Legislativo Federal não empolga o eleitorado feminino com a mesma força que mobiliza o masculino.

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Curiosamente, no mesmo levantamento para o Senado, a deputada estadual Janaína Riva angaria 31,8% das intenções de voto femininas, contra 26,5% das masculinas. Este contraste sugere que as eleitoras não apenas se mostram mais reticentes a Mendes, mas também mais receptivas a outras lideranças, especialmente femininas.

Preferência por candidatas mulheres: um recado nas entrelinhas?

Ainda que Mauro Mendes não seja elegível para um novo mandato como governador em 2026, os cenários testados pela pesquisa para o Palácio Paiaguás são reveladores. Em todas as simulações, a candidata Janaína Riva exibe um desempenho consistentemente superior entre as mulheres. No primeiro cenário, por exemplo, Riva obtém 27,4% do voto feminino e apenas 16,4% do masculino. No segundo, a diferença é ainda mais acentuada: 32,0% entre elas e 21,0% entre eles. O terceiro cenário mantém essa tendência.

Essa inclinação do eleitorado feminino por uma representante mulher pode ser interpretada como uma busca por maior representatividade, por pautas mais alinhadas aos seus anseios ou, simplesmente, como um reflexo do desgaste de figuras masculinas tradicionais, incluindo aquelas associadas ao atual governador.

Sinais que não podem ser ignorados

Os números da pesquisa são um chamado à realidade para o projeto político de Mauro Mendes. A maior taxa de desaprovação de sua gestão entre as mulheres e o apoio mais comedido ao seu nome para o Senado não são fatos isolados. São indicativos de um descompasso que precisa ser urgentemente compreendido e endereçado.

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Ignorar essa crescente massa crítica feminina seria um erro estratégico com potencial para custar caro em 2026. As razões por trás dessa insatisfação e distanciamento precisam ser investigadas a fundo, pois o que está em jogo não é apenas a popularidade do governador, mas a capacidade de seu grupo político de construir pontes e garantir apoio em um dos segmentos mais influentes e decisivos do eleitorado mato-grossense. O recado das mulheres, ainda que sutil para alguns, ecoa nos dados da pesquisa e exige uma resposta à altura.

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Atuação do governador Mauro Mendes em relação aos interesses das mulheres

O ano de 2025 se desenha em Mato Grosso sob a sombra de um intenso e doloroso debate: a real efetividade das políticas públicas destinadas à proteção e promoção das mulheres. Enquanto o governo Mauro Mendes elenca uma série de iniciativas e avanços legislativos, a realidade vivida por muitas mato-grossenses é marcada por estatísticas de violência alarmantes, embates políticos carregados de acusações de machismo e um crescente clamor dos movimentos sociais por ações que transcendam o papel e verdadeiramente transformem o cotidiano. A gestão estadual encontra-se, assim, no epicentro de um fogo cruzado, onde suas ações são confrontadas pela dura persistência da violência e por contundentes questionamentos sobre seu compromisso genuíno com a causa feminina.

O grito silenciado: estatísticas da violência que amedrontam

A urgência da situação em Mato Grosso é traduzida em números que chocam e envergonham. O estado ostenta a pior taxa de feminicídio do Brasil, com 2,5 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2024, foram 99 mortes violentas de mulheres, sendo 47 feminicídios e 52 homicídios dolosos, ceifando vidas e deixando 83 crianças órfãs. O cenário desolador persistiu nos primeiros dois meses de 2025, com 16 novas mortes violentas, seis delas já classificadas como feminicídios.

O aumento exponencial das denúncias ao Ligue 180, que saltaram 65,5% em 2024 com 8.144 atendimentos, sendo 1.531 denúncias efetivas (um crescimento de 59,9%), pode indicar tanto uma maior conscientização quanto um recrudescimento da violência. A casa da vítima segue sendo o principal local da barbárie (636 denúncias), e a agressão diária foi uma realidade em 731 atendimentos. Mulheres pretas e pardas são as vítimas mais frequentes (1.024 casos), e os agressores, em sua maioria, são parceiros íntimos.

Choque político: Mendes e Janaina Riva em rota de colisão

A tensão em torno da pauta feminina extravasou para a arena política de forma contundente em 2025, protagonizada pelo governador Mauro Mendes e pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado. Em maio, Riva acusou publicamente o governador de ser “covarde, machista e abusador de mulheres”, após supostos ataques à sua família às vésperas do Dia das Mães. A parlamentar argumentou que Mendes adota um tratamento diferenciado e intimidatório com mulheres, contrastando com sua postura diante de críticos homens. “O senhor fala alto com uma mulher, mas não tem a mesma coragem com os colegas homens que o criticam com ainda mais veemência”, disparou Riva, revelando ainda antigas mensagens onde o governador se desculpava por episódios similares.

O conflito escalou para denúncias de “machismo institucionalizado” partidas da deputada contra o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e críticas à manobras para reduzir sua influência política na Assembleia Legislativa, onde é a única mulher. Janaina Riva destacou a jornada árdua das mulheres na política, que necessitam constantemente “provar competência” e enfrentar uma “jornada dupla ou tripla”.

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Vozes das ruas: movimentos sociais cobram ações reais

Os movimentos de mulheres têm sido uma força motriz na cobrança por respostas efetivas do poder público. Em março de 2025, trabalhadoras rurais do MST realizaram protestos na Assembleia Legislativa sob o lema “Agronegócio é violência e crime ambiental, a luta das mulheres é contra o capital”, denunciando projetos de lei que consideram danosos.

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Já em janeiro de 2024, um robusto manifesto intitulado “Ato por justiça para as mulheres de Mato Grosso”, assinado por mais de 170 instituições, foi entregue durante atos em sete municípios. O documento exigia, entre outras coisas, o fim da prisão domiciliar para acusados de feminicídio e a implementação de um plano estadual de políticas públicas com orçamento condizente. Léia Santos, do Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso, resumiu o sentimento: “há uma diversidade dos movimentos, da sociedade, famílias de mulheres que foram vítimas de feminicídio, todos mobilizados pelos mesmos sentimentos de revolta por tamanha barbárie”. O manifesto foi taxativo ao afirmar que “os números de feminicídios, ano após ano, flutuam em torno da omissão dos poderes públicos”.

Resposta oficial: as medidas do governo no papel

Em meio ao turbilhão de críticas, o governo Mauro Mendes apresenta um rol de iniciativas implementadas. Entre elas, estão a expansão da Patrulha Maria da Penha, a criação do auxílio-aluguel para vítimas, vagas no SER Família Capacita, o botão do pânico, medida protetiva online e a ampliação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas. Em maio de 2024, foi lançado o projeto “Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas”, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, visando capacitar equipes da rede socioassistencial.

No campo legislativo, o governo sancionou em maio de 2025 uma lei que torna público o Cadastro Estadual de Pedófilos e o de Condenados por Crime de Violência contra a Mulher. Mendes declarou que “essa lei é um avanço na proteção de quem está mais vulnerável”. A Secretaria de Fazenda também promoveu debates para a inclusão de políticas para mulheres no orçamento estadual, através do “Orçamento Mulher 2025”. Adicionalmente, o Tribunal de Justiça, em parceria com o executivo, tem expandido as Redes de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, com a meta de atingir 50 redes.

No horizonte: a busca por um “feminicídio zero”

Na tentativa de endereçar a crise, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou o Projeto de Lei nº 292/2025, que propõe instituir 2025 como o “Ano Estadual de Luta e Enfrentamento pelo Feminicídio Zero em Mato Grosso”. A proposta visa mobilizar o estado para a erradicação da violência contra mulheres através de mais políticas públicas, campanhas educativas e fortalecimento da rede de proteção, incluindo canais como o Ligue 180. “Não podemos mais aceitar que as mulheres de Mato Grosso sejam vítimas diárias de violência e feminicídio”, afirmou Barranco.

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Contudo, o ano de 2025 segue expondo um doloroso hiato entre as medidas administrativas anunciadas e a sensação de insegurança e desamparo vivida por muitas mulheres. As iniciativas governamentais, embora meritórias no papel, são constantemente confrontadas pela crua realidade das estatísticas e pela veemência das críticas que ecoam tanto dos movimentos sociais quanto da arena política. A efetividade da atuação de Mendes na causa feminina permanece, assim, sob intenso escrutínio, aguardando respostas que realmente se traduzam em vidas salvas e em uma cultura de respeito e igualdade em Mato Grosso.

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Lançada plataforma gratuita para ensino de inglês e espanhol

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A ferramenta MEC Idiomas disponibiliza 800 aulas e integra programa focado na internacionalização acadêmica superior.

O Ministério da Educação (MEC) lançou a plataforma digital MEC Idiomas, um sistema de estudos gratuito voltado ao ensino de inglês e espanhol. A ferramenta permite acompanhamento do aprendizado e oferece certificação aos usuários, cobrindo desde o nível básico ao avançado.

De acordo com o ministério, o objetivo da iniciativa é consolidar o sistema como o primeiro ponto de contato digital do estudante iniciante com o idioma escolhido. A política pública reflete um esforço estruturado para viabilizar a fluência em línguas estrangeiras na rede de ensino do país.

O projeto integra as ações do programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), do MEC. A política de ensino bilíngue tem como foco primário a internacionalização da educação superior brasileira, mecanismo considerado essencial para a melhoria e a expansão das produções científicas nacionais.

Estrutura pedagógica com centenas de aulas

Tanto as lições de língua inglesa quanto as de língua espanhola estão catalogadas e distribuídas na plataforma. Atualmente, o sistema conta com cerca de 800 aulas disponíveis aos usuários cadastrados.

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A ferramenta disponibiliza módulos compostos por lições interativas. O ambiente virtual permite que o aluno avalie seu grau de conhecimento atual e monte uma trilha de aprendizagem personalizada, que engloba aulas regulares e atividades de reforço.

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A cada módulo concluído, o usuário pode testar os conhecimentos adquiridos. A plataforma também oferece recursos para que os estudantes tirem dúvidas, treinem a conversação e interajam com outros alunos por meio da participação em comunidades de estudo inseridas no próprio sistema.

Acesso em dois formatos digitais

A plataforma on-line possui gratuidade integral e foi desenvolvida para garantir acessibilidade tecnológica em dois formatos distintos: os interessados podem estudar por meio de um site em navegadores convencionais ou baixar o aplicativo oficial para dispositivos móveis.

Para utilizar o sistema, o MEC estabeleceu um passo a passo objetivo. O primeiro estágio consiste em acessar o MEC Idiomas (via site ou app) e realizar o login no sistema utilizando as credenciais e a senha da conta Gov.br, o portal unificado de serviços do governo federal.

Após a autenticação, o aluno deve escolher o idioma de interesse, optando entre o inglês ou o espanhol. Em seguida, o usuário é submetido a um teste de conhecimento, etapa que antecede o início efetivo e permite começar a assistir às aulas de acordo com a proficiência detectada.

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Organização em seis níveis de aprendizado

A grade curricular oferecida pelo MEC Idiomas, tanto para a vertente de inglês quanto para a de espanhol, está organizada e dividida em seis níveis de dificuldade. O formato garante a evolução sequencial dos alunos ao longo das trilhas de aprendizagem.

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Além de beneficiar a base estudantil, a iniciativa possui ramificações voltadas ao corpo docente e administrativo. O projeto atua para fortalecer a formação de professores de línguas estrangeiras e visa promover a capacitação linguística contínua de estudantes, docentes e técnicos administrativos que atuam nas Instituições de Ensino Superior (IES) do país.

O escopo do MEC Idiomas também contempla diretrizes de inclusão externa e de educação de base. A plataforma engloba a formação de cidadãos estrangeiros no aprendizado da língua portuguesa e garante apoio para a capacitação dos professores que compõem as redes de educação básica.

 

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