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Justiça confirma condenação de ex-vereador por desvio de dinheiro público

Por Improbidade, Ex-Presidente da Câmara de Cuiabá, Luiz Marinho, Deve Devolver R$ 4,8 Mi

Luiz Marinho, ex-presidente da Câmara de Cuiabá, foi condenado a devolver R$ 4,8 milhões por improbidade. Ele e mais quatro pessoas montaram um esquema de licitações fraudulentas entre 2003 e 2004, desviando recursos públicos com empresas fictícias.

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Luiz Marinho condenado a devolver R$ 4.8 milhões
ribunal de Justiça de Mato Grosso mantém condenação de Luiz Marinho por improbidade

A Justiça de Mato Grosso bateu o martelo em um caso de desvio de recursos públicos. O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada de Ações Coletivas, manteve a condenação do ex-vereador Luiz Marinho, que presidiu a Câmara de Cuiabá entre 2003 e 2004. Ele e mais quatro pessoas terão que devolver R$ 4.858.629,16 aos cofres públicos, valor que foi embolsado de forma ilícita durante sua gestão.

Junto com Marinho, foram condenados Ângela Botelho, sua irmã e secretária pessoal; Gonçalo Botelho, ex-secretário de Finanças da Câmara; Lúcia Conceição, ex-presidente da Comissão de Licitação; e Silas Lino de Oliveira. O grupo foi responsabilizado por um esquema de fraudes que lesou o município há mais de duas décadas.

Como funcionava o esquema

A denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) destrinchou a operação. Segundo a acusação, Luiz Marinho liderava um grupo que manipulava licitações do tipo “convite” – um modelo simplificado usado para contratações menores. Empresas fictícias ou de “fachada” eram criadas para participar e vencer esses processos. Silas Lino, apontado como o cérebro por trás das empresas fantasmas, dava o suporte necessário.

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O esquema era simples, mas eficiente: Marinho autorizava pagamentos sem que os serviços ou produtos fossem entregues. Para encobrir o golpe, emitiam notas fiscais falsas, conhecidas como “notas frias”. O dinheiro saía da Câmara por cheques ou transferências, era sacado por Silas Lino – que ficava com uma fatia – e depois repassado a Ângela Botelho, encarregada de dividir os lucros entre os envolvidos.

A defesa tenta, mas não convence

A defesa dos condenados não aceitou a sentença inicial, dada em fevereiro, e entrou com um recurso chamado “embargos de declaração”. Alegaram que havia falhas no julgamento, como possíveis contradições, omissões e até a chance de o crime estar prescrito. Questionaram se havia prova de intenção criminosa (o “dolo”) e se a decisão respeitava o pedido original do processo, além de pedirem uma análise mais específica da culpa de cada um.

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O Ministério Público refutou os argumentos, e o juiz Bruno D’Oliveira Marques foi categórico ao rejeitar o recurso. Ele afirmou que a sentença já havia sido clara e baseada em provas sólidas, que mostraram a má-fé dos envolvidos. Para o magistrado, a tentativa da defesa era apenas uma manobra para reabrir o caso, algo que não cabe nesse tipo de apelação.

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Improbidade e imprescritibilidade

Um ponto crucial da decisão foi a classificação do crime como ato de improbidade – quando alguém usa o cargo público de forma desonesta. Mesmo sendo uma ação para recuperar o dinheiro desviado, o juiz analisou a intenção dos réus e concluiu que houve dolo, ou seja, eles sabiam o que estavam fazendo. Isso torna o caso imprescritível: não importa quanto tempo tenha passado, a Justiça pode exigir a devolução dos valores.

O fim da linha

Com a condenação confirmada, Luiz Marinho e seus aliados terão que ressarcir o prejuízo causado à população de Cuiabá. O caso, que remonta a mais de 20 anos, reforça a ideia de que a Justiça, ainda que demore, pode alcançar quem abusa do dinheiro público. Agora, resta aos condenados arcar com as consequências e devolver os R$ 4,8 milhões que pertencem à sociedade.

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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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