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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Projeto de lei impede uso de dinheiro público para artistas pró-crime

A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou um projeto de lei que proíbe o uso de dinheiro público para contratar artistas que promovam apologia ao crime. A proposta, chamada de “Lei Anti-Oruam”, foi apresentada pelo vereador Rafael Ranalli (PL) e agora segue para a sanção do prefeito. A medida ocorre em meio a debates sobre segurança pública e pode impactar a realização de eventos financiados com recursos públicos.

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Projeto de lei impede uso de dinheiro público para artistas pró-crime
Projeto de lei impede uso de dinheiro público para artistas pró-crime

A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, em segunda votação nesta quinta-feira (6), um projeto de lei que proíbe a administração pública de contratar artistas que promovam apologia ao crime organizado, ao tráfico de drogas ou à sexualização inadequada para crianças e adolescentes.

A proposta, conhecida como “Lei Anti-Oruam”, foi apresentada pelo vereador Rafael Ranalli (PL) e recebeu apoio da maioria dos parlamentares. Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para a sanção do prefeito.

Justificativa e impacto da medida

Ranalli comemorou a decisão e destacou a importância do projeto. “A Câmara de Cuiabá está na vanguarda desse combate. O dinheiro público não pode ser utilizado para promover valores negativos à sociedade”, afirmou o vereador.

A iniciativa segue uma tendência observada em outras cidades. O parlamentar mencionou que a ideia foi inspirada em um projeto da vereadora Amanda Vitorasso, de São Paulo, e adaptada para a realidade cuiabana.

Contexto e repercussão

A votação ocorre em meio a debates sobre segurança pública na capital. Ranalli mencionou o assassinato brutal de Gabriel Holley, ocorrido recentemente, para reforçar críticas à atual legislação penal.

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Além da aprovação do projeto, a Câmara concedeu uma moção de aplausos a um cidadão que, segundo o vereador, teria impedido um assalto com reféns no bairro Jardim Itália. “A lei do abate está valendo em Cuiabá”, declarou Ranalli.

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Com a sanção do prefeito, a proibição entrará em vigor, alterando a forma como eventos públicos serão organizados na cidade.

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Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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