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“Macumbeira, demônio”: os gritos de um filho que levaram uma mãe de 70 anos ao desespero em Cuiabá

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Mecânico de 41 anos foi detido em flagrante após xingamentos e humilhações frequentes, que deixaram a vítima emocionalmente abalada e com a saúde fragilizada.

Cuiabá, MT – Uma idosa de 70 anos, sentindo-se ofegante e profundamente abalada, viu-se obrigada a acionar a Polícia Militar na última sexta-feira, 3 de outubro, para conter a fúria do próprio filho dentro de casa, no bairro São Francisco, em Cuiabá. O homem de 41 anos, identificado pelas iniciais W. L. M., foi preso em flagrante sob a acusação de injúria e violência psicológica, crimes que, segundo a vítima, T. C. B., tornaram-se uma rotina de sofrimento. A situação expõe a face cruel da violência doméstica, que muitas vezes ecoa silenciosamente entre quatro paredes.

O estopim para a prisão ocorreu por volta das 11h30 da manhã, quando W. L. M., que trabalha como mecânico, chegou em casa supostamente sob efeito de álcool. Conforme relatado por sua mãe à polícia, ele iniciou uma sessão de xingamentos com palavras de baixo calão, como “biscate”, “vagabunda” e “macumbeira”, além de afirmar que ela “não vale nada”. As agressões verbais, no entanto, não eram um fato isolado. A vítima declarou que as humilhações são “frequentes” e que o filho é “contumaz com as agressões verbais”.

A chegada da guarnição da Polícia Militar, composta pelos policiais Jean Pool Corrêa e Valdemir Rodrigues dos Santos, encontrou T. C. B. visivelmente debilitada. Ela, que faz uso de medicação para controlar a pressão arterial, estava ofegante, uma reação, segundo ela, ao nervosismo e ao abalo emocional provocados pela conduta do filho.

O ciclo de abuso revelado

No Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, para onde ambos foram conduzidos, os contornos da violência psicológica se tornaram mais nítidos. Em seu depoimento, a idosa não apenas confirmou os insultos, mas também revelou que o filho chegou a gravar um vídeo dela chorando e o enviou para amigos, uma tática perversa de humilhação.

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Um “Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica” (IAVP), preenchido por uma assistente social, detalha o impacto devastador do abuso na vida de T. C. B. Ela relatou que os xingamentos, como “macumbera, demônio”, ocorriam na frente dos netos. A vítima confirmou sofrer de tremores ao relembrar dos fatos, taquicardia, desânimo, irritabilidade constante e um sentimento de incapacidade e desvalorização. Além disso, as agressões verbais eram acompanhadas por atos de fúria, como destruir móveis e objetos pessoais da mãe.

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O agressor, segundo a avaliação, agia com agressividade contra os netos como forma de punir a avó, e as condutas de constrangimento e humilhação aconteciam “muitas vezes”. O documento aponta ainda que o investigado faz uso abusivo de álcool e drogas, tem dificuldades financeiras e histórico de violência contra a mulher.

Diante do delegado João Henrique de Brito Santos, a vítima manifestou o desejo de representar criminalmente contra o filho e solicitou medidas protetivas de urgência, afirmando sentir-se ameaçada e não querer mais a presença dele em sua residência, onde ele vive com a esposa e quatro filhos.

A negativa do agressor

Durante seu interrogatório, W. L. M. negou todas as acusações. Ao ser questionado sobre os xingamentos, ele respondeu negando os fatos. Sobre a frequência das agressões verbais, também negou. Quanto ao estado de saúde da mãe, atribuiu a falta de ar “à idade dela e por nervosismo”. Em sua defesa, o mecânico, que declarou ter uma renda mensal de R$ 3.000,00, questionou se havia “alguma prova contra si” e mencionou que tem “crianças para sustentar”.

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Apesar da negativa, a autoridade policial ratificou a voz de prisão em flagrante por injúria, com o agravante de ter sido cometida contra ascendente, e também pelo crime de violência psicológica. O delegado João Henrique de Brito Santos decidiu não arbitrar fiança, considerando que a liberação imediata do agressor poderia “perpetuar o ciclo de violência doméstica, muitas vezes até o agravando”. W. L. M. foi encaminhado para a audiência de custódia e o caso seguirá para a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.

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Para entender melhor:

• Violência Psicológica (Art. 147-B do Código Penal): Crime que consiste em causar dano emocional à mulher para prejudicar seu desenvolvimento ou controlar suas ações, comportamentos e decisões. A lei prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, e multa. É uma forma de violência muitas vezes invisível, mas com consequências profundas para a saúde mental e o bem-estar da vítima.

• Injúria (Art. 140 do Código Penal): Crime contra a honra que ocorre quando alguém ofende a dignidade ou o decoro de outra pessoa. No contexto de violência doméstica e contra pessoa idosa (ascendente), a pena é aumentada.

• Medidas Protetivas de Urgência: Ordens judiciais previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) para proteger a mulher em situação de violência. Podem incluir o afastamento do agressor do lar, proibição de contato e outras ações para garantir a segurança da vítima.

• Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD): Documento elaborado pela autoridade policial quando alguém é preso no momento em que está cometendo um crime ou logo após. Ele formaliza a prisão e reúne os primeiros elementos do caso, como depoimentos do condutor, testemunhas, vítima e o interrogatório do suspeito.

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CUIABÁ

Dra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá

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Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara 
A vereadora Dra. Mara (Podemos) participou, na última sexta-feira (24), de uma reunião técnica na Câmara Municipal de Cuiabá e reforçou a cobrança por transparência e equilíbrio na revisão do contrato de saneamento da capital. 
O encontro contou com a presença da presidente da Casa, a vereadora Paula Calil (PL), além de representantes de órgãos e instituições ligadas ao setor.
Participaram da reunião a concessionária Águas Cuiabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a agência reguladora e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Niesa UFMT.
O foco do encontro foi a revisão ordinária do contrato com a Águas Cuiabá, com ênfase nas tarifas de água e esgoto um tema sensível que, segundo a parlamentar, exige respostas claras e medidas concretas.
Durante a reunião, Dra. Mara questionou critérios de cobrança, custos operacionais e a qualidade dos serviços prestados. Para ela, o debate não pode ficar restrito ao campo técnico e precisa refletir a realidade de quem paga a conta todos os meses.
“Não dá para tratar um serviço essencial com superficialidade. As tarifas pesam no bolso da população e precisam ser justificadas com transparência e responsabilidade. Quem paga a conta merece respeito,” afirmou.
A vereadora reforçou o papel do Legislativo no processo. 
“Fiscalizar não é opção, é obrigação. Nosso dever é acompanhar de perto, cobrar e garantir que o interesse da população esteja acima de qualquer contrato,” disse.
Para Dra. Mara, o momento exige mais do que discussões. 
“Não basta reunião, não basta discurso. A população quer resultado: serviço de qualidade e tarifas justas. Quem está na ponta não pode continuar pagando por falhas do sistema, “pontuou.
A presidente da Câmara, Paula Calil, também destacou a importância do debate institucional.
“A Câmara está cumprindo seu papel ao promover esse diálogo. É fundamental garantir transparência e equilíbrio em um tema que impacta diretamente a vida das pessoas,” afirmou.
Ao final, Dra. Mara reforçou que seguirá acompanhando o tema.
“Vamos continuar cobrando. Saneamento não é favor, é direito  e direito precisa ser respeitado,” concluiu.
As discussões devem subsidiar as próximas etapas da revisão contratual, que segue em análise com acompanhamento do Legislativo.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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